No capitulo anterior eu falo do acidente que tive e agora quero descrever que depois do acidente voltei para casa na época ainda moravamos no barraco, fiquei poucos dias de cama, e logo voltei tanto a trabalhar na empresa como a fazer fisioterapias e a trabalhar no sabado em casa de familia e ir a igreja, mas no caso da empresa fiquei poucos dias, pois não conseguia trabalhar direito e acabei pedindo para ser dispensada, por não conseguir trabalhar meu pai abriu procedimentos com advogados, mas não conseguiu prosseguir, pois acabamos perdendo todos os documentos ainda hoje não sei como isto aconteceu. Quando a miséria é pouca tem que acontecer mais disgraça para aumentar. Enfim tive que seguir em frente, mesmo com a aparencia destruida e tudo trabalhando em casas de familia e fazendo o possivel para ajudar minha familia, muitas vezes sofria até dentro de casa descasos e risos e era até chamada de louca uma das frases que usavam "caiu da perua bateu a cabeça e ficou louca", ou seja, quando alguém queria brigar comigo por motivos futeis, usavam esta frase para me denegrir mais do que eu já era. Mesmo assim eu fechava os olhos para tudo sonhadora como sempre achava que um dia a vida seria boa comigo e tentava achando que estudando fazendo muitos cursos mesmo sem recursos ia conseguir alguma oportunidade na vida para melhorar e ser um dia rica, sim sempre sonhei em ser rica, mas enfim, isto não aconteceu, mas agora não importa.
No ano seguinte com quinse anos voltei a estudar, por não ter boa consentração repeti de ano pasmem em matematica, pois nos dois primeiros semestres fiquei com D e os dois ultimos com B, mesmo assim a professora achou que era necessário repetir, neste mesmo ano comecei a fazer informática e continuei a fazer datilografia, nunca peguei certificado de datilografia, pois não alcançava a perfeição, mas estudei o quanto pude, quando estava estudando informática e datilografia eu continuei trabalhando em casas de familia, em varios locais cuidando de crianças cheguei aos meus 16 anos até cuidar de uma senhora que tinha problemas pisicologicos e ajudar ela com as crianças por um mes, logo finalizou o ano e passei de ano para o primeiro colegial no dia da formatura estava chovendo muito e foi muito dificil sair de casa para ir para a formatura, quando consegui sair mais meu pai que fomos para o ponto de onibus em um lugar distante, por causa da chuva o onibus não descia na minha rua, lá então ao pegar o onibus depois de muito tempo de espera fomos até o local de a pé e ao chegar cheguei muito atrasada e a minha tia que tinha vindo de São Paulo ficou até um pouco brava por termos chegado atrasados, mas mesmo assim peguei o certificado, não era nada facil para mim, mas eu não desistia, chegava atrasada, mas mesmo assim ia, a colação foi feita em uma igreja católica, com apenas poucos alunos, pois era considerado aqui cidade do interior, sem fotos para quem como eu não tinha como pagar nem uma passagem direito, sem festa, apenas participar, poderia nem ter ido, mas achava importante, mas uma fase terminou e veio os dezessete anos.
Antes ainda comecei a procurar outros trabalhos é quando começa a vontade de sair daquela situação de ridiculo e pobreza e achar que trabalhar em casa de familia não era mais para mim e que ja estava na hora de novas oportunidades, mas é claro que bati a cara, trabalhei vendendo sacos de lixo, roupas trabalhos sem sentido nenhum que achava em Osasco, e chegava em casa, sem dinheiro e sem nada, porque eu não sabia vender nada, e acabava que as pessoas não compravam então eu fui procurar serviços em lojas e outros trabalhos diferente e consegui um e sim comecei a trabalhar em lojas como auxiliar de crediario e logo como sempre não sei porque na minha vida eu tinha estes fetiches gente armar arapucas e eu cair, no primeiro trabalho em uma loja eu fui dispensada porque uma pessoa disse que eu errei os procedimentos, e eu não tinha como provar que não errei, então deixei tudo para traz e também por uma descepção e humilhação que passei no colegio a noite que não vou contar, pois é ruim para mim até lembrar, então resolvi estudar a tarde e fazer magistério na verdade eu tinha mesmo vontade de ser professora então fui fazer magistério e fazer de tudo para fazer bradesco, onde me falaram que era muito bom, eu já vinha há tempos fazendo os testes lá e por benção de Deus consegui passar, e minha mãe foi na escola e conseguiu minha mudança de horario para a tarde para o magistério e como já estava com 17 anos então logo eu teria a oportunidade de começar a dar aula, eu aproveitava o tempo para estudar bastante, e desisti de ficar atras de trabalhos por enquanto, achei que estava tudo resolvido na minha familia isto, mas não infelizmente não tinham aceitado esta nova condição eu saia dois dias por semana ia para o bradesco fazer o curso e de lá voltava e ia para a escola eu ia as 5hs e 30min para a estação pegava o trem para a estação de osasco e lá eu ia para a cidade de Deus de a pé, pois não tinha condições de pagar o onibus, na volta ia a pé até a estação e depois de lá ia para a escola e voltava somente a noite para casa.
Um dia já findando o ano cheguei em casa, e meu pai disse que minha tia tinha me chamado para ir lá na casa dela para falar sobre um trabalho, pois eu apesar de estar estudando eu fazia bicos com vendas de catalogo algumas coisas para manter pelo menos uma passagem e comia somente na escola, por sorte tanto no bradesco, como na escola davam de comer então eu não passava fome e nos outros dias eu ia apé para a escola, as vezes alguma pessoa por dó me dava carona, mas nem sempre isto acontecia, mas mesmo se esforçando tanto eu não era compreendida, e ficavam em rodas, falando que eu era preguiçosa que não trabalhava que queria ser rica sendo pobre, entre outras coisas, e em uma destas situações, porque sim a minha casa era uma miséria, mas não fui eu quem escolhi para esta miseria, e eu tinha muitos irmãos que assim como eu tinha que trabalhar eles também tinham, mas não preferiam escolher outros caminhos, mas preferiam falar as pessoas somente de mim, era mais facil cobrar de mim, e em uma destas cobranças como disse acima, meu pai disse para ir a casa de minha tia e lá ela ia me arrumar um trabalho e eu fui lá e eu de vez e nunca ia as vezes na casa de minha avó ou tia, mas por ser longe eu tentava não ir, mas neste dia como meu pai pediu eu fui, e ao chegar lá fiquei horas, esperando pelo trabalho que ela ia indicar, que eu achava que seria importante para mim que não atrapalharia nos meus estudos, e enfim resumindo ela não me passou nenhum trabalho e sim tanto ela como minha avó falou tanta da coisa que não vem ao caso agora, que isto me fez desistir de tudo, e revoltante que faltava um mês para findar o ano, e no próximo ano como eu estava indo bem no bradesco e também no magistério eu ia começar a trabalhar e eu na verdade iria ter escolha de trabalho, pois eu tanto poderia trabalhar no banco, e também poderia dar aulas, pois no segundo ano de magistério já dava aulas, e não eu sai de lá da casa da minha tia aquele dia eu tinha faltado no curso e não podia faltar, eu sai revoltada, e determinada a procurar qualquer coisa para fazer para "ajudar os meus pais" já que toda a miseria era culpa minha por não trabalhar, você ha de condizer comigo que se faltava um mês para mim terminar não era melhor meu pai ter esperado do que ter ido falar de mim para minha avó e tia que eu só queria estudar em vez de trabalhar?
Enfim o que achei de trabalho, foram apenas como nos anos anterior coisas para vender pela rua, como quando eu estava com 16 anos uma vez fui vender roupas e sacos de lixos que tinha achado este trabalho em Osasco, desta vez novamente, novamente, fui vender em Itaquera uma tal de ensiclopédia barsa que antigamente se vendia muito estas coisas, e acabei que fiquei um mês fazendo isto de novembro a dezembro, e não ganhei nada, graças a Deus que desta vez não sofri nenhum acidente como quando cai da perua, embora era perigozo, pegava trens para lugares muito ruins como Guaianezes andava oferecendo nos prédios de coohab e casas e não vendia nada, como disse acima eu não sabia vender e era estas porcarias de trabalho que eu conseguia, poderia ter optado por costura, como as minhas colegas foram, mas a idiotisse de achar que estudar era melhor só me afundava mais ainda, e eu não consegui nenhuma coisa, nem outra eu deveria sim, mesmo que tivessem me feito toda esta briga ter eu também me acalmado e ido para a escola feito alguns bicos para pagar a passagem porque pelo menos eu conseguia vender coisas de catalogo, e continuado, mas a revolta falou mais alto, a Bíblia condena fortemente a precipitação, retratando-a como insensatez que leva ao pecado, contendas e desvios do caminho correto. O livro de Provérbios destaca que há mais esperança para um tolo do que para alguém precipitado nas palavras ou decisões, enfatizando a necessidade de ser "pronto para ouvir, tardio para falar e lento para se irar" (Tiago 1:19). Agir sem refletir leva ao pecado e desvia do caminho, conforme Provérbios 19:2, e isto foi um dos pecados causados, era mais facil sair correndo sem olhar para traz pela raiva e revolta, do que parar e tentar resolver o problema ou até mesmo esperar, mais um pouco, porque se tinhamos passado o ano inteiro naquela situação, porque não ter paciencia por mais uns dias, e outra e o serviço que me foi prometido não tinha, era apenas para mim aplicar as bloncas, por ser uma pessoa que não trabalhava que só queria estudar que quem não trabalha não pode comer, mas eu nem comia em casa praticamente, comia na escola, porque tinha que acontecer isto as roupas que usava era as que ainda tinha que havia ganhado da minha ex patroa que agora eu tinha vergonha de ir lá e voltar, e detalhes se eu tivesse ido ela sim teria me apoiado para poder trabalhar e estudar que isto ela ja fazia antes, mas não eu preferi engolir o orgulho e tentar outras coisas, e achei um tal de um falso trabalho que foi pior para os meus pais, que esperavam minha ajuda trabalhando e para mim que andei errante por lugares ruim e até passei fome e não consegui nada nem de dinheiro e nem de trabalho, o que dou graças a Deus que apesar de minhas pricipitações ele sempre me guardou de muitas coisas, como moral, fisica, entre outros, como por exemplo, uma vez que um homem me ofereceu um emprego na barra funda e pediu para mim o aguardar em um lugar na escada de um escritório e uma jovem do escritório me pediu para ir embora, porque o homem estava mentindo. Foram muitos livramentos em tantas buscas pelo emprego ideal, e que nunca consegui.


