Minha infancia no Jardim Vista Alegre (bairro de caichoeirinha zona norte de SP) parte 2

 

 

                                            Como não tenho fotos de antigamente peguei esta foto para representar mais ou menos esta foto é de brasilandia


Minha infancia no Jardim Vista Alegre (bairro de caichoeirinha zona norte de SP) parte 2

Eu aqui volto a escrever história e não vou fazer mais diario por enquanto. Tenho outros blogs vou colocar o link para seguirem


No capitulo anterior lembrava de minha avó ( ver informações e continuar...)

Morava no Elisa maria um dia ela ficou até tarde da noite em casa e a gente ficou brincando com ela de correr atras de vagalumes e ela sentada em uma cadeira no quintal porque estava calor. Já quando mudamos para o vista Alegre lembro de uma vez que ela ficou até de noite e estava chovendo e quando ela foi pegar o onibus ela abriu a sombrinha dela e eu amava olhar para a sombrinha dela toda colorida. A gente quase nunca tinha sombrinha ou guarda chuvas naquela época porque era muito caro, então era por isto que eu amava ver a da minha avó. As vezes inventavamos de pegar folhas de momona e falava que era nosso guarda chuva quando estava chovendo. Mas enfim o maior sofrimento era de minha mãe porque sempre estava enferma tinha uma ferida brava no pé e bronquite que ela carregou por toda a vida.

Mas vou aqui continuar falando de como era o Jardim Vista Alegre embora vivi só cinco anos la, mas tenho muitas lembranças de lá.

Voltando a falar sobre a questão do lugar e suas melhorias, minha mãe e meu pai eram bem ativos e trabalhadores embora minha mãe tinha as limitações de enfermidades, mas isto não a impedia de lutar e trabalhar e fazer tanto para ela como para os vizinhos. 

A minha mãe ela além de trabalhar em casa de familia cuidar da quantidade de filhos que tinha ela tinha uma especie de comunidade com suas amigas que faziam costura para fora e também para si. Também as vezes pegavam produção para fazer em varias fabricas como, por exemplo, chupetas e outras coisas. Mas isto que estou contando é sobre minha mãe, mas vou falar agora um pouco sobre mim e por que acredito eu vendo hoje meus sobrinhos que precisaram mudar de perto de mim, que o lugar da nossa primeira infancia e adolescencia marca muito lugar que pode formar nosso carater e desensolver aprendizado. Sabe que se tiver de ensinar pena que descobri isto tarde algo para um filho, o melhor é nesta primeira faze, porque depois como arvore fica quase que impossivel para trabalhar. Mas graças a Deus na pouca força de minha mãe mesmo sem saber ler ela me desenvolveu muito bem até digitando aqui lembro como ela dizia que queria que eu aprendesse datilografia pra datilografar como as moças que trabalhavam em escritório e por minha mãe sempre me incentivar a fazer sempre vou agradecer a ela.

Quero contar sobre minha infancia e o porque eu gostava do Jardim Vista Alegre, vamos lá no Jardim Vista Alegre. 

No Jardim Vista Alegre, a gente apesar de também morar em barracos, tinhamos os vizinhos muito perto não perto de casa grudada e sim de harmonia de união, as pessoas antigamente eram mais amorosas eram mais amigaveis, vou dar exemplo destas pessoas amigaveis, as pessoas cuidavam umas das outras as vizinhanças proximas, onde os pais saiam para trabalhar e aqueles que não trabalhavam cuidava dos filhos dos que trabalhavam, ficava doente um cuidava da casa do outro, é claro que tinha uns chatos que faziam alguma briga ou coisa do tipo, mas eram amigos. O lugar tinha mercados, farmacia, padaria, feira livre tudo perto a escola era um pouco longe, mas nem tanto. A minha mãe participava de comunidades que a ajudava a crescer profissionalmente e trazer melhoria para a população. Apesar de morarmos em favela que se chama hoje comunicadade tinhamos uma vida boa, não faltava nada em casa seja alimento, roupas e calçados, o que eu não gostava lá era da escola, os professores nem tanto só não gostava de uma, mas eu não gostava da maioria dos alunos eles faziam muito bulee da gente, mas quando cheguei no quarto ano começou a mudar mais pessoas lá e tinha uns adolecentes legais. Tinha um que morava em frente a nossa casa não me lembro do nome dele, mas ele ia levar a irmã dele na escola e cuidava de nós por ele ser o mais alto da turma o povo o respeitava e já não fazia bule conosco. E foi muito triste o dia que mudamos ele se dispediu dizendo que um dia viria nos visitar, mas como ele morava de aluguel não sei nem se ele mudou logo depois, porque voltamos la uns anos depois para visitar os vizinhos e resolver documentação escolar e o não vimos mais. Enfim vou falar aqui abaixo de cada vizinho que me marcou na historia .

Os vizinhos que nunca vou me esquecer do Jardim Vista Alegre

Vou começar pela dona Cida, Dona Cida era assim que a chamavamos ela veio depois ser vizinha nossa sim ela foi das ultimas tinha que começar pelas primeiras mas depois eu volto nas primeiras, ela era uma pessoa muito amorosa uma pessoa de confiança que fazia tudo por seus filhos e pelos vizinhos e cuidava de nós quando nossos pais saiam e eu confiava nela como uma tia. 

Uma coisa de todas as coisas boas que ela me fez foi uma vez que aconteceu de eu ter visto um dezenho em um pano de plato de uma pequenique e eu contei para ela que tinha vontadade de fazer um e ela pegou e fez um bolo e me deu enteiro eu não consegui fazer o pequenique eu era criança, mas ela por ver minha vontade me deu algo que me marcou para todo o restante da vida.

Eu era uma menina que dava muito trabalho, não trabalho de bagunçar eu ajudava minha mãe e tudo, mas para o meu tamanho eu brigava querendo defender território e cuidar das coisas da minha mãe e até mesmo de outras pessoas, mas ela sempre estava por perto enquanto minha mãe ia trabalhar além de olhar seus filhos nos olhava também e dava ensinamentos. Ela já se foi mais eu nunca vou me esquecer dela. 

A dona Graça: A dona Graça ela era mãe da Sonia, da Cintia da Bianca do peca (aplido de um de seus filhos) entre outros. Ela tinha vários filhos. A sua filha Sonia tinha mais ou menos a faixa de idade minha eu sempre estava na casa dela a ajudando a lavar louças, ou outras coisas. Lembro que era um barraquinho azul a casa ainda estava começando ser construida, a gente brincava de fingir que um grampo de cabelo, colocando um plastico de limpador de ouvido era uma presilha, quando não pegava um monte de arames e falava que eram nossas joias. Tinha uma parente da dona graça que morava em uma rua depois do campo, as vezes o marido dela levava um monte de bola para a gente brincar. Tinha um pessoal de uma fabrica que levava bolas de plastico para encherem em casa, assim como montar chupeta entre outras coisas e ele levava varias.

Era muito diferente daqui de Itapevi, morar lá. Tinha a dona Maria que morava de frente de casa que ja tinha uns filhos rapaz, ela as vezes quando chegava fim de ano ela trocava de moveis e dava os dela para minha mãe. Tinha a dona Odete que eu sempre ia na casa dela também lavar louças eu não lembro do nome dos filhos dela, mas lembro que tinha dois meninos e uma menina. 

Tinha uma senhora que vivia doente com turberculose e eu também ia as vezes na casa dela lavar louças ela tinha um neto chamado Vicente as vezes eu deixava um cha pronto para ele que a mãe dele dizia que ele gostava.

A gente ia para a escola um pouco longe a escola João Amos comenius, e quando eu ia sempre a gente sofria bulem, na época isto não tinha nome, mas acontecia várias coisas desde zombaria, até agreções fisicas como jogarem pedras na gente, ou até mesmo bater no caso nos meninos, mas Deus sempre nos livrava que nem uma pedra nos acertava.

Até que graças a Deus um dia um rapaz que tinha uns 15 anos mudou ali e tinha suas irmãs que estudavam no mesmo lugar ele morava em frente a nossa casa, e ele nos levava para a escola meu irmão Moises e eu e assim nunca mais passamos por bulem, mas infelizmente logo mudamos de lá.

Tenho lembranças de quando minha mãe costurava com suas amigas, e depois ela foi trabalhar a noite e eu ficava cuidando de meus irmãos até o meu pai chegar e depois elas chegava.

Meu pai gostava de estar sempre na igreja e também de tocar violão, de estar com seus amigos, de vez em quando ele levava uns amigos na nossa casa.

Falo casa, mas era um barrco de madeira, feita com madeirite e colunas e pilares de madeira, umas vigas grande e tinha telhas que chamava francesa com algumas de vidro. A casa era feita de dois comodos grandes e depois divididos com moveis e os ambientes formando assim quartos, sala e cozinha, tinha uma varanda onde era uma segunda cozinha com fogão a lenha e pia e tanque no fundo no quintal era banheiro, isto que era uma pratica de antigamente.

Tinha um poço fundo, e depois chegou agua da rua. A gente no inicio puchava agua no poço, mas com o tempo foi colocado bomba de agua e quando chegou a agua da rua tinhamos duas opções de agua.

Iamos a igreja em vários locais tanto no bairro como em outros bairros como Elisa maria, pedreiras, parque belem onde minha avó morava e também na cidade tanto na igreja Deus é amor como assembleia e brasil para cristo.

Algumas vezes minha mãe nos levava na congregação cristã no Brasil, igreja que ela tinha vontade de frequentar que ficava ali perto do vista Alegre no Jardim recanto. Sempre aos domingos iamos a igreja praticamente o dia todo, quando não vinha gente em nossa casa, pois pela manhã passava uma turma de irmãs que levava as crianças da cidade para as igrejas na escola dominical, quando elas não passavam iamos a uma igreja que ficava do outro lado da avenida na frente da padaria ao lado do parquinho que existia la na época. E por falar em parquinho lá sempre tinha ou parquinho ou um circo e nós nunca fomos neles e mais pra frente na serra da Cantareira tinha um clube a gente sabia que tinha, mas nunca nem fomos nem na porteira de entrada que ficava perto do mercado chamado capela.

Voltando a falar em igreja, as vezes tinha uns pastores e evangelistas que abriam igrejas e salões grande dentro da favela e era muito cheio de gente e assim as pessoas não iam para as igrejas por praca, somente iam, e também as vezes eles faziam nos terrenos vazios tipo uns campos culto ao ar livre que era cheio de gente.

Tanto no Elisa Maria como no Vista Alegre as pessoas viviam como familias uns ajudavam aos outros em tudo se uma mulher ganhava filho a outra ia na casa para ajudar limpar a casa lavar roupas, ver a criança, e assim por diante. Hoje favela chama comunidade, mas não sei se existe este expirito de comunidade que tinha antes. Vi falar que o nome dado a favela, era porque as casas eram feitas de madeira, e favela vem de madeira nome de uma arvore que tem nome de favela, e as pessoas antigamente tinham mais facilidades de construir casas, ou barracos de madeira do que de material e nas areas livres também era mais facil realizar a construção assim para se precisasse mudar logo por algum motivo era melhor para desmanchar. Hoje em dia já fazem com alvenaria e quase nunca precisa as pessoas mudar as pressas e se acontecer o estado ou prefeitura acabam por indenizar ou levar para um apartamento ou outra casa.

Mas voltando a minha história vou falar do nosso barraco eram feito quatro comodos sendo na verdade um comodo bem grande de duas aguas como conseito aberto e divido em quatro com movéis sendo armarios e guarda roupas com duas portas de saida, depois foi aumentado com mais um comodo e uma varanda e passou a ter somente uma porta de saida, quanto ao banheiro era feito do lado de fora, com buraco no meio banheiro estilo antigo, com o tempo meu pai chegou até a fazer na frente de casa um outro banheiro com vaso sanitario e tudo mais, mas acabou que não me lembro se desmanchou, não lembro mais.

Só sei que quando estava nossa vida toda arrumada com agua, luz, melhorando o ambiente do barraco já com ideia para construir uma casa, as amizadez mais consolidadas com os vizinhos, tendo mais paz na escola, ou seja, meus pais decidiram a mudar para Itapevi, no próximo capitulo vou contar sobre esta mudança e na medida que lembrar de alguns pontos do Jardim Vista alegre e dos lugares que morei em São Paulo eu vou contar até porque já fazem 43 anos que mudei eu tinha apenas 11 anos.

Próximo capitulo a mudança para Itapevi.











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