Minha infância (Parte 3): memórias de luta, fé e sobrevivência

Minha infância – memórias de luta, fé e sobrevivência

 “Em cada capítulo deste blog compartilho relatos de uma infância marcada pela simplicidade, pelo trabalho precoce, pela fé e pela luta diária para sobreviver em meio às dificuldades — onde cada degrau representava resistência e esperança.”


No Jardim Vista Alegre passamos a morar, como dito no capítulo anterior, no primeiro dia embaixo de uma cabana. Depois, os irmãos da igreja da qual participávamos, no Elisa Maria — Assembleia de Deus Ministério do Belém, dirigida pelo Pastor Lourival —, entre eles o irmão Sebastião e outros, foram ajudar meu pai a construir o barraco.

Esse barraco tinha dois cômodos e, no fundo do quintal, havia um banheiro fora de casa. Para chegar até ele, subíamos alguns degraus de uma escada de terra. Lá ficava o banheiro, com a fossa: um assoalho de madeira com um buraco no meio.

Não tínhamos chuveiro nem água encanada. A água buscávamos em uma mina, perto de um córrego. Nesse meio tempo, meu pai cavava um poço para termos água em casa, e minha mãe colocava grandes tambores e uma banheira que havíamos ganhado, onde, em época de chuva, armazenava água. Essa água era usada para lavar louça, roupa e para o banheiro. Para beber, buscávamos água no poço de uma vizinha próxima.

Em época de calor, às vezes minha mãe não estava bem, pois tinha uma ferida no pé. Nessas ocasiões, ela pagava um jovem para buscar água e encher essas vasilhas. Quando estava melhor, ela mesma ia até a bica e ficava quase o dia todo lavando roupas. As louças, quando traziam água, muitas vezes eu mesma já lavava em casa.

Com o tempo, minha mãe foi melhorando e logo começou a trabalhar fora. Meu pai também finalizou o poço, e logo já tínhamos água e luz elétrica. No início, usávamos vela e lamparina. Depois, minha mãe conseguiu puxar energia de um poste que ficava na casa da vizinha de cima, que emprestava luz para todos os barracos e para as casas da rua de baixo. Naquele tempo, a Light não cobrava energia tão caro quanto hoje. Mais tarde, quando a energia chegou oficialmente à rua de baixo, cada pessoa colocou seu próprio poste.

Minha infancia na escola

Comecei a estudar logo que chegamos, no pré. Íamos de shorts vermelho, saia e camisa branca, meia branca e conga vermelho. Na escola, sentávamos em bancos cor de abóbora e rabiscávamos mesas da mesma cor. A escola era legal, tinha muitas brincadeiras, mas eu não queria ficar lá. Chorava demais e queria ir embora, seja com minha mãe, meu pai ou com alguma pessoa que eles pediam para me levar à escola. Isso foi nos primeiros anos.

Quando eu estava com oito anos, já ia sozinha para a escola, para o mercado, padaria, açougue e outros lugares que minha mãe pedia. No primeiro ano, tive um professor cujo nome não lembro. No segundo ano, passei a faltar muito, pois minha mãe estava muito doente. Ela estava grávida e com problemas de alergias e outras coisas que nem ela entendia, que não a deixavam sair da cama.

Eu, com apenas oito anos, tinha que ajudar a cuidar da casa, da comida e dos meus irmãos. Muitas vezes não conseguia ir à escola. Deus preparou algumas pessoas que começaram a nos ajudar, mas infelizmente foi um pouco tarde, pois acabei repetindo de ano. Outro fator que contribuiu foi que a professora saiu de licença, e quando eu ia à escola havia muita troca de professores. Lembro de um episódio em que uma professora, em vez de dar aula, ficava passeando de um lado para o outro.

Já naquela época sofríamos muito bullying, eu e meus irmãos. Cheguei até a ser apedrejada. Em um desses episódios, um garoto começou a me xingar e me ameaçar de bater. Eu disse:
— “Por que você não fala isso na frente da professora?”

Quando a professora chegou, ele distorceu o que eu tinha falado, e a classe o defendeu, a ponto de a professora me bater. Fui para casa e contei à minha mãe. Quando ela melhorou, foi à escola falar com a professora, que negou tudo. No fim, acabei repetindo aquele ano.

No ano seguinte, tive uma nova professora muito boa, chamada Salete. Às vezes ela tinha uma Brasília e queria me levar para casa. Eu tinha vergonha de dizer que morava em um barraco e pedia para ela parar em uma casa abaixo da minha rua. Como é curioso: desde criança já carregamos nossas vergonhas.

Nesse novo ano, passei para o terceiro e depois para o quarto ano. Ainda sofria perseguições, mas já tinha algumas amigas, como a Luciana e a Rogéria — uma moça de 15 anos que já tinha namorado, algo comum naquele tempo. Pessoas mais velhas estudavam junto com crianças, pois muitos começavam a estudar tarde, depois dos nove ou dez anos. Isso era difícil, porque muitos “marmanjos” praticavam bullying com os menores, especialmente por ser uma escola da favela.

Lembro de um episódio em que várias pessoas saíram me perseguindo pela rua e me apedrejando. Dou graças a Deus porque nenhuma pedra me acertou. Muitas vezes eu chegava atrasada à escola e ficava perambulando pela rua para não entrar até a hora de ir embora. Às vezes ia para a casa de uma menina chamada Luciana ou de outra chamada Cláudia, lá nas pedreiras. Um dia, Cláudia me levou até lá para conhecer. Vejo nisso a mão de Deus me dando livramentos.

Certa vez, minha mãe me viu quando eu estava indo para o caminhão do mercado Cobal — veículos que eram colocados em pontos estratégicos para vender alimentos mais baratos às comunidades carentes. Ela me levou para casa, e meu pai me bateu. Eu nunca contei a eles que fugia da escola por causa do bullying. Na época, nem existia esse nome; só sabíamos que apanhávamos.

Lembro de um dia em que estava chovendo e jogaram meu irmão Moisés, com roupa branca, no meio da lama e bateram muito nele. Se não fosse a mão de Deus, ele poderia ter morrido.

Depois disso, uma família mudou para uma casa em frente à nossa, com várias meninas e um jovem mais velho. Esse jovem passou a cuidar de nós, levando e trazendo da escola a pedido da minha mãe. Com isso, conseguimos estudar melhor, pois ele era mais velho e os outros tinham medo.



Minha infância em casa: a convivência com meus pais e meus irmãos

A minha infância em casa, apesar de termos que ajudar nossos pais, para mim não era pesada, pois meus pais não eram ignorantes no quesito de nos fazer trabalhar à base de pancadas. Não éramos espancados, e sim cuidados.

Na época, levantávamos sempre muito cedo e íamos para a escola. Às vezes, meus irmãos iam trabalhar de carrinho de rolimã na feira; eles mesmos criavam seus carrinhos. Meus irmãos eram muito inteligentes. Depois, quando estávamos em casa, ajudávamos na limpeza e no cuidado com os irmãos menores. Eu era a que mais cuidava de lavar a louça, por exemplo.

Sempre fazíamos as coisas cedo para depois brincarmos, mas às vezes a gente vacilava. Esquecíamos os pequenos dormindo, e algumas vezes eles caíam da cama; ainda bem que o chão era de terra batida. Depois meu pai cimentou, e aí o cuidado teve que ser redobrado.

Às vezes ficávamos brincando e esquecíamos de cuidar da casa, e quando víamos que nossa mãe estava para chegar, corríamos para fazer o serviço. Mas nem sempre dava tempo, e acabávamos fazendo pela metade. Ela às vezes ficava um pouco brava, como em uma vez em que tentei agradá-la colocando flores nos seus bules, e ela acabou quebrando sem querer porque estava nervosa. (Eu sempre tentei comprar louças assim para dar para ela, mas nunca mais consegui.)

Nesse dia, eu mascarei o serviço colocando cobertas sem dobrar sobre as camas, e isso a deixou chateada. Mas, no geral, eu ligava o rádio em programas evangélicos e limpava toda a casa.

Na medida em que fui crescendo, fui melhorando. Era muito sofrimento para ela, que às vezes estava muito doente ou com a ferida aberta no pé. Quantas vezes, para não deixar de lavar roupa, ela colocava uma bacia sobre uma cadeira, sentava em outra, apoiava o pé em uma terceira à frente, e assim lavava a roupa à mão. Nós pegávamos água para ela, eu enxaguava e colocava no varal.

Tinha vezes em que usávamos uma banheira grande (daquelas de casa). Na época, meus pais ganhavam muitas coisas para construção, mas infelizmente acabaram dando depois que nos mudamos. Usávamos essa banheira para enxaguar roupas e colocar no varal. Às vezes também usávamos para brincar; meus pais deixavam. Teve vezes em que brincávamos nela até debaixo da chuva, com a água caindo da calha.

Enfim, quase sempre meu pai levava irmãos da igreja e amigos em casa, e um deles nos deu uma pia de lavar louça de pedra de mármore, daquelas com pedrinhas aparentes, não pintadas, eram pedras mesmo. Minha mãe, quando estava bem, sempre a deixava muito branquinha. Isso facilitou para nós lavarmos a louça, a princípio com a mangueira do poço, porque o poço já tinha dado água.

Meus irmãos, principalmente o Moisés, sempre puxavam água do poço. Deus o guardava de muitos acidentes, inclusive uma vez em que o sarrafo (madeira usada para colocar a corda no poço e puxar a água) voltou e não bateu na cabeça dele.

Com o tempo, meus pais colocaram bomba no poço e, logo depois, veio também a água da rua. Passamos a ter torneira em casa, e eu lavava a louça na pia com a torneira.

Às vezes minha mãe ia trabalhar e meu pai ia para a igreja, e quando eles não traziam mistura, eu pegava chuchu do pé que eles sempre plantavam, preparava a comida, dava banho nas crianças, dava comida e colocava todos para dormir.

Mas, quando era para eu dormir, só dormia quando minha mãe chegava. Meu pai às vezes falava:
Vai dormir, menina.

Eu ficava acordada, às vezes chorando, porque minha mãe demorava. Eu era a mais velha e também a mais chorona.

Não coloquei aqui, mas quando eu era menor vivia sonhando com minha mãe morrendo com uma escova, como se a escova se tornasse algo que entrasse na garganta dela e ela morresse. Mal sabia eu que isso era um sinal de que ela morreria com um tubo na garganta, pois ela faleceu entubada em 2019.

Acredito que era um sonho de aviso, mas nunca contei esses sonhos para minha mãe. Creio que isso explique também por que eu chorava tanto quando ela saía e demorava, principalmente à noite, época em que ela trabalhava no período noturno.



Minha infância na igreja

Minha infância na igreja era diferente da escola. Meus pais frequentavam igrejas pentecostais, ainda não eram batizados. Eu quase não sabia louvores de cor, apenas alguns corinhos, mas adorava pedir para cantar. Uma vez, vi uma folha de um louvor caída no chão da harpa, com partitura. Eu sabia ler a letra, mas não o tom, então inventei um e cantei.

Meu pai passou vergonha certa vez. Como minha mãe estava doente, eu não conseguia pentear o cabelo, enchi-o de grampos e fui para a igreja. O Pastor Lourival me chamou para cantar, colocou uma cadeira para eu alcançar o púlpito. Quando chegamos em casa, meu pai ficou bravo e disse:
— “Essa menina só me faz passar vergonha.”

Hoje não quero julgá-lo. Ele já dorme no Senhor (in memoriam). Era o jeito deles.

Cresci indo atrás dos meus pais nas igrejas. Uma vez, minha mãe me levou com meu irmão à Igreja Brasil Para Cristo, na Pompeia, do Missionário Manoel de Mello. Ele era muito humilde, nos colocou no palco, fez perguntas sobre nossa vida, sobre meu irmão que vendia sorvete, sobre meu pai, e sobre mim, que gostava de cantar. Nos deu vários livros da igreja. Foi um dos melhores dias da nossa vida.

Na casa da minha avó também havia uma pequena igreja no quintal, com cultos aos sábados. Eu louvava a Deus lá também, inclusive o Salmo 100, que minha avó gostava muito.


Vizinhos e convivência

Tínhamos vizinhos muito bons, como Dona Cida e Dona Maria (ambas já falecidas), Dona Graça, mãe da Sônia e da Cíntia, que está viva até hoje. Meu irmão Moisés orou por ela quando estava doente, e ela foi curada.

Mas também havia vizinhos difíceis. Uma senhora nos aterrorizava, jogava pedras no barraco, envenenava nossos animais e nos xingava muito. Ela acabou falecendo. Um menino que me odiava e me xingava muito mais tarde foi nos visitar para pedir perdão.


As comidas da minha infância

Minha mãe fazia muitas comidas. Nos aniversários, preparava bolos enormes, tortas de banana, balas e balas de coco. Para o dia a dia, arroz, feijão, linguiça, peixe, frango. Fazia massa de tomate, leite de soja, bolachas de trigo abertas com garrafa de vidro.

Uma vez, meus pais ganharam um porco do meu avô. Minha mãe fez tanto torresmo que comíamos toda hora. Também fazia cocada, geladinhos e outras coisas para vender.


Essas são algumas lembranças da minha infância — algumas tristes, outras alegres. Aos onze anos, em 22 de junho de 1982, nos mudamos para Itapevi. O bairro inteiro se despediu de nós. Minha mãe ficou sentada enquanto as pessoas se despediam, e meu pai colocava as coisas no caminhão. Foram dois caminhões. Muitas coisas tivemos que doar ou acabaram quebrando.

Aqui finalizo esta parte. Nos próximos capítulos contarei sobre a pré-adolescência e como foi morar em Itapevi.

Lembranças de minha infancia parte 2



Hoje comecei a pensar e a lembrar de minha infancia novamente e voltei aqui para registrar, entre as lembranças lembrei acho que ja contei aqui de meu pai que sofreu um acidente, onde ele foi atropelado por uma perua no qual bateu nele e jogou ele por cima dela ele andava de bicicleta, e por misericórdia de Deus ele apenas quebrou uma perna, eu lembro que eu ficava entrando em casa e correndo com meus irmãos brincando no quintal e as pessoas vindo visitar meu pai inclusive meu avô, depois logo ele se recuperou e voltou a trabalhar. Lembro de um episódio de meu irmão que vivia correndo atras de ir com meu pai em alguns lugares, e um dia destes ele pisou no meio do mato em um vidro e cordou o pé e foi aquela correria jogaram pó de café no pé dele para estancar com este procedimento o sangue, ele também ficou alguns dias para poder se recuperar. Lembrei que uma vez nossa familia estava indo para a igreja e tinha uma moça que era filha da amiga de minha mãe não entendo porque até hoje tinha um monte de gente batendo nela e depois ela desmaiou e a levaram para a casa dela, e eu perguntei para minha mãe e ela não me explicou o que era, mas eu pude entender depois que a moça estava embriagada e as pessoas estavam batendo nela, afinal na época  eu era uma criança, mas isto é um aprendizado de entender a quanto tempo existe violencia no mundo contra as pessoas principalmente crianças e mulheres, mas enfim deixa este assunto para lá, vou contar que eu lembrei que tinha a casa de uma outra amiga de minha mãe que se chamava Benedita ela tinha trez filhos, sendo a Hosana, o Ezequiel  o caçula e o Marcos o mais velho, e esta familia a minha mãe de vez em quando deixava eu lá na casa deles e tinha dois comodos e um quintal no fundo e eu sempre ficava brincando no fundo do quintal, tinha o pai deles que já tinha um pouco de idade na época e ele gostava de ficar lavando um monte de panelas, quando não ia para a cidade para vender coisas como canetas, tabuadas, entre outras coisas que era costume da época camelos vender. Ele depois ficou morando por muito tempo na rua eu já adulta e jovem o via as vezes na rua direita em São Paulo quando eu casei o Marcos veio no meu casamento depois ele desapareceu, (assim perdemos o contato) a menina e o outro menino e sua mãe também nunca mais vimos a mãe deles veio em nossa casa a uns quarenta anos atras e também perdemos o contato. O pai deles eu o vi a mais de trinta anos vendendo coisas na rua Direita em São Paulo, já na época de meu casamento seu filho disse que ele tinha se tornado andarilho e depois veio a falecer.

Voltando a históira deste lugar fomos morar no Elisa Maria, lá me lembro que era um lugar sem rua no pedaço que moravamos era um terreno que tinha muita gente morando junto assim: Tinha o nosso barraco (casa de madeira) na frente a da dona Maria mãe do Moises, na parte de baixo tinha uma mulher que acho que se chamava Isabel e tinha um monte de outros barracos, até chegar a um lugar plano que a gente seguia um pouco até chegar o asfalto e na parte de cima de nossa casa era a mesma coisa tinhamos que subir passar por um barranco e lá tinha um lugar plano e depois de andar um tanto descia por uma rua e saia no asfalto do outro lado. No lado direito a gente seguia em frente e saia em um lugar que tinha uma loginha de docê detalhe eu uma criança com cinco anos ia neste lugar para comprar docês sozinha, minha mãe tinha o costume de fazer docê, mas mesmo assim eu gostava de ir comprar alguns, imagina hoje uma criança de cinco anos ir em venda o que acontece, mas enfim os doces que eu mais gostava era suspiro e maria mole, ja desde pequena eu ajudava a minha mãe lavar louça a gente não tinha pia lavava louça na mesa de madeira que meu pai fez (meu pai tinha a arte da madeira com cerrote e madeira ele criava várias coisas, e minha mãe dos doces ),para lavar louça a gente colocava agua em duas bacias no qual ensaboava em uma e enxaguava em outra. A gente não tinha agua em casa a gente buscava em minas bem longe, e também as vezes em riacho, lembro que uma vez eu fui com meu irmão buscar agua em um riacho e estava muito calor e a gente estava voltando e lá tinha uns cavalos e a gente ficou com medo e ficamos aguardando os cavalos passar para ir para casa, também lembrei que neste lugar tinha muita briga das mulheres e era um tal de quebrarem o barraco de uma das outras e também de baterem até quando se juntavam acho que era reunião de bairro não sei direito afinal eu era criança só sei que em uma dessas quase mataram meu irmão. Eu achava que era até por isto que mudamos para o Vista Alegre, mas minha mãe contou depois que era as maquinas da prefeitura que estava passando atras da nossa casa e fazendo reinvidicação de posse porque lá era area verde, mas lá não era muito seguro, meu pai um dia foi para a feira e roubaram todo o salário dele, meu irmão tinha um brinquedo que na época era muito valioso e entraram no quintal a noite nós estavamos acordado esperando meu pai chegar da igreja e roubaram e só Deus para nos guardar que o nosso banheiro era do lado de fora, (fui ter banheiro dentro de casa quando casei, era uma pratica antiga). Ainda com cinco anos comecei a estudar, mas fiquei poucos dias nesta escola, porque mudamos era o pré escola, mas eu tinha muito medo de ficar na escola e chorava muito, para falar a verdade só fui parar de chorar na escola com uns nove a dez anos, depois falo mais sobre isto.  Enfim lembro que ainda naquele ano meu avo acabou ficando muito doente e minhas tias me levaram para o ver no hospital não me lembro o motivo junto com meu pai, mas eu vomitei tanto no onibus que tiveram de voltar do meio do caminho e não conseguiram chegar no hospital e ele acabou falecendo sem nós vermos. Por falar em avo as vezes meu avo ia na nossa casa e levava coquinhos que ele vendia eu acho eu gostava muito e minha avó as vezes ia e ficava olhando no quintal principalmente no verão a gente correr atraz de vagalumes a noite.  Mas uma das lembranças a minha mãe costumava a lavar a roupa mas as amigas dela e um lugar longe e era muito ruim para chegar até lá sei que tinha um tipo de um corrego que eu tinha medo de cair dentro e neste meio tempo meu pai até que estava cavando um poço, mas não deu agua, o vizinho seu José marido da dona Maria ajudava o meu pai e as vezes a gente ia no barraco deles brincar com os meninos eu lembro mais do Moises que era um moço já grande e ele tinha uma vez ganhado um brinquedo de pista de corrida que a gente ia as vezes brincar lá, as vezes iamos para uma igreja que tinha na avenida esta igreja chamava presbiteriana não sei se ainda tem no local, pois me lembro que uma época contaram que caiu um caminhão dentro dela, enfim la era uma grande avenida subindo que dava para o penteado, e sempre acontecia acidentes, lá também as vezes a gente via coisas estranhas, como acho que era época de carnaval que tinha uns homens que andavam na rua com perna de pau. 

Depois disto nós mudamos para o Vista Alegre, no dia que foi para ver o bairro eu fui com minha mãe de a pé, e eu lembro que tinha uma senhora cortando umas batatas sentada na porta do barraco dela e eu fiquei imaginando que ela estava mostrando a faca para nós (olha a imaginação fertil da criança). No Elisa Maria eu tinha entrado na escola no pré, mas fiquei pouco tempo, pois já iamos mudar para o outro bairro - Voltando a mudança (quando mudamos do Parque Belem para o Elisa Maria a minha mãe deixou a gente dormindo na casa da vizinha porque mudamos a noite lembro que um dia ela contou que até roubaram alguns cobertores da gente) Enfim quando mudamos para o Vista Alegre meus pais optaram nos levar juntos e também mudamos a noite, detalhe o barraco (casa de madeira) não tinha sido feito então a gente mudou e meu pai colocou uma grande lona daquelas de fazer tendas e foi onde passamos a noite em baixo, no dia seguinte foram varios irmãos da igreja que pertenciamos e ajudou o meu pai a construir o barraco no qual fizeram um grande comodo de telha parecendo um galpão de fabrica mais não tão grande quanto no qual tinha duas portas e duas janelas e como sempre o banheiro no fundo do quintal, o do Elisa Maria era quase igual dividido com cortinas, e este minha mãe fez um meio de fazer a divisão com os moveis fazendo com que a parte de traz de um movel se juntasse a parte de traz do outro e assim se tornava comodos separados e ela transformou este espaço em quatro comodos, com o tempo meus pais fizeram uma area grande na frente que a principio fizeram de fogão a lenha mais quando ganhamos a nossa primeira pia ela foi instalada no lugar do fogão a lenha, no fundo continuou o banheiro e fizeram mais um comodo que era uma sala e cozinha junto, com o tempo meu pai mudou o banheiro para a frente de casa neste meio tempo já tinha agua de rua. -  Enfim agora vou voltar a falar de episódios que lembro de minha infancia, enfim, quando mudamos para o Vista Alegre não tinhamos agua de rua também como no Elisa Maria, então meu pai passou também a cavar um poço, no qual a minha mãe também tinha que buscar agua na mina e rio para cuidar da casa, mas lavar roupa ela lavava la as vezes eu ia com ela, e lá era um lugar bem melhor que todos que moramos, mesmo que tinha a mesma dificuldade em quesito de agua e luz, mas tinha tudo por perto, mercado padaria, escolas, igreja embora meu pai gostava de ir na do outro bairro, mas iamos nas de perto de casa também, moravamos na beira da rua, mesmo que era de barro, mas em menos de cinco minutos estavamos no asfalto tinha onibus a toda a hora, e era muito facil para meu pai ir para o trabalho de bicicleta. Meu pai me levava as vezes de bicicleta para a escola (ele sempre costumava me levar para varios lugares de bicicleta quando bebe, minha mãe contava que um dia ele acabou caindo comigo em uma poça de agua, mas nada que me machucasse).

Por hoje é só próximo capitulo vou contar lembranças episódios de minha infancia parte final. Continue acompanhando.

Um diário que virou história - por que decidi contar minha vida aqui

 

Nota da autora (2025):

Este texto foi escrito originalmente em dezembro de 2022. Hoje, no fim de 2025 (Data: 09/12/2022), retomo este projeto com mais maturidade, fé e clareza. Algumas coisas mudaram, outras continuam, e aos poucos vou atualizando minha caminhada nas próximas postagens.


Antes de iniciar a contar minha história, quero explicar o propósito inicial deste blog.


Ele nasceu como um diário pessoal, com a intenção de me orientar, organizar minha vida e registrar o que eu fazia todos os dias. A ideia era simples: escrever diariamente, contar o que vivi, registrar com fotos e alguns vídeos.

E assim comecei.


Escrevi do dia 1º até o dia 20 de janeiro de 2022. Tirei fotos, gravei vídeos, tentei manter uma rotina. Porém, no dia 21, escrevi apenas o título, salvei como rascunho e parei. Nos dias seguintes aconteceu o mesmo. Até o dia 28 de janeiro, quando eu havia iniciado o brechó e também comecei a anotar ganhos, movimentos e atividades — e novamente parei.

Cadernos de diário ficaram incompletos.
A caixa do brechó ficou parada.
As dicas de casa, os cuidados com as plantas, os projetos… tudo ficou sem sequência.

Mas isso não significa que minha vida parou.
Significa que eu parei de me organizar.

Houve dias turbulentos, verdadeiros furacões. Sempre me lembro de um hino que cantamos na igreja:

Quando esse furacão passar,
O que será que vai sobrar de mim?
Será que volto a sorrir, se volto a cantar?
O que será que vai ficar?”

Muitas vezes acordei pensando: “O ano acabou e tudo o que tentei fazer, não fiz.”
A Palavra de Deus diz: “O bem que quero fazer, não faço; mas o mal que não quero, esse faço.”
Isso não significa que fiz mal a alguém, mas que deixei de fazer o bem que eu queria fazer por mim mesma.

Ainda assim, uma coisa permaneceu firme: eu não me afastei do meu Deus.
Ele tem me sustentado até aqui.


Uma breve cronologia – janeiro de 2022

A partir do dia 21 de janeiro de 2022, minha rotina seguiu assim:

21 de janeiro – Fui ao ensaio das irmãs. Escrevi apenas o título e não concluí o texto.

22 de janeiro – Santa Ceia e um dia de grande tribulação. Chorei muito, mas também vivi o cuidado de Deus e da igreja. O pastor Fabiano pediu oração por mim, leu o Salmo 10, e desde então tenho visto o agir de Deus nessa área da minha vida.

23 de janeiro – Saí com meu esposo e filhos para Alumínio. À noite, fui ao culto com meu esposo e minha filha. Foi um dia simples, mas abençoado.

24 de janeiro – Iniciamos a montagem do brechó na garagem. Com a ajuda da minha cunhada Viviane e da minha filha Miriã, começamos esse trabalho. Vendemos R$14,00 naquele dia. Esse brechó havia começado antes, na casa da minha mãe, com roupas que ganhei de uma amiga da igreja, mas após os acontecimentos do dia 22, decidimos mudar o local. Tudo estava — e está — sob o controle de Deus.

25 de janeiro – Continuei organizando o brechó, fiz algumas vendas (cerca de R$15,00) e à noite fui ao culto.

26 de janeiro – Lavei roupas, cuidei das plantas, conversei com minha cunhada Neide e fui ao culto.

27 de janeiro – Ganhei um vaso lindo de flores da minha amiga Fabiana e um maço de couve da amiga Geralda. Trabalhei no brechó, vendi R$21,00 e fui ao culto.

28 de janeiro – Trabalhei no brechó, mas vendi apenas R$2,00. Esse foi o último registro que fiz na época, ainda assim sem desenvolver um texto completo.

A postagem do dia 20 de janeiro só foi publicada em 3 de fevereiro. Depois disso, o blog ficou parado. Continuei gravando alguns vídeos para o meu canal, fiz poucas postagens no blog de receitas, o marketing digital ficou irregular, e apenas o brechó continuou funcionando — ainda sem um blog próprio.

Só voltei a escrever em dezembro de 2022, quando resolvi iniciar este diário e contar a minha história. Comecei falando da minha infância, que separei por bairros onde morei em São Paulo. Falei de onde nasci e, depois, do bairro onde vivemos por cerca de seis meses — um lugar que marcou muito a minha mãe, principalmente pela convivência com pessoas muito amáveis.

Depois disso, novamente parei de escrever. Com a correria da vida, o projeto ficou interrompido por um tempo. Já no dia 16 de agosto de 2023, retomei o diário falando um pouco da minha infância no Jardim Vista Alegre e tentei, mais uma vez, dar continuidade a esses registros. Ainda assim, escrevi de forma irregular, em dias alternados e até com meses de intervalo.

Então, no dia 03 de janeiro de 2025, resolvi contar meu testemunho daquele ano e, a partir dali, assumir de vez este espaço como um testemunho de vida e de história. Desde então, venho tentando compartilhar aqui com meus leitores a minha trajetória completa, com testemunhos da minha família, perdas, dores e superações.

Este não é um drama, nem falta de compromisso. É o relato de uma pessoa comum, cheia de trabalhos e, às vezes, de tristezas. Há tristeza aqui, sim, mas também há alegrias. Porque, se Deus é por nós, quem será contra nós?

Ao longo desse caminho, além de registrar minha história, também venho desenvolvendo outros trabalhos aos poucos, dentro do tempo que me é possível, nesses últimos anos — que são curtos, sim.

Pois a Palavra de Deus diz que, se aqueles dias não fossem abreviados, nenhuma carne se salvaria. E é com essa consciência que seguimos lutando, vivendo e perseverando até a volta do Senhor Jesus Cristo.

E, acima de tudo, permanece algo essencial que preciso retomar com mais constância: a leitura da Bíblia, que é fundamento, direção e sustento em todas essas fases da minha vida.


Um novo formato, o mesmo propósito

Agora, retomando este projeto em 2025, entendi que não fazia mais sentido mantê-lo como um diário. O tempo passou, o ano terminou, e eu não consegui seguir daquela forma.

Por isso, decidi transformar este espaço em um blog de história e testemunho.

Tenho um problema de esquecimento, poucas fotos da minha vida, e escrever aqui será uma forma de guardar minha história. As fotos que eu encontrar, vou postar. As lembranças que surgirem, vou registrar.

Criarei uma página “Quem sou eu” no início do blog e, aos poucos, publicarei memórias da minha infância, da minha família, da minha fé, do meu trabalho e da minha caminhada na internet e no marketing digital — com dúvidas, perdas, tentativas e aprendizados.

Aqui não há histórias de riqueza ou sucesso rápido.
história real, fé, recomeços e superação.
E isso, para mim, é muito importante.


“E o SENHOR visitou a Sara, como tinha dito; e fez o SENHOR a Sara como tinha prometido.”
Gênesis 21:1

Este blog vem sendo escrito desde 2022. A partir de 2025, retomo este espaço com um novo olhar, revisando capítulos antigos e publicando novos textos para que você conheça, passo a passo, a minha história de vida.

Se você quiser começar por um dos capítulos mais marcantes da minha história familiar, recomendo a leitura de:  A história da minha mãe – um começo marcado por dor e resistência

 

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Episódios da minha infância: memórias, livramentos e a mão de Deus

Vou contar aqui algumas lembranças que me aconteceram desde a minha infância. Vou iniciar por alguns episódios que minha mãe me contava e depois por aqueles dos quais eu mesma me lembro. Um deles, inclusive, eu estava contando recentemente para minha filha.
Esses episódios me fazem perceber que, em cada detalhe, Deus estava ali me guardando e cuidando de mim.

Este primeiro episódio minha mãe me contava com frequência. Era necessário que ela trabalhasse, e ela não tinha com quem me deixar. Nesse caso, ela me deixava no berço para ir trabalhar. Detalhe: ela trabalhava na cidade, e eu ficava sozinha no barraco, na Vila Penteado, em São Paulo.

Ela fazia isso porque não tinha ninguém que cuidasse de mim e do meu irmão, e também porque havia casas de família em que ela não podia levar duas crianças. Além disso, havia a dificuldade de se locomover com duas crianças no transporte público. Ela chegou a cogitar deixar meu irmão por um tempo com minha avó, mas não deu muito certo.

Por fim, ela me deixava no berço com uma mamadeira. Naquele tempo usavam-se fraldas de pano, e ela deixava bolachas comigo. Às vezes, segundo ela, algumas amigas iam até lá, me pegavam e me levavam para a casa delas. Outras vezes, infelizmente, quando minha mãe chegava, minhas bolachas estavam misturadas com fezes, e eu ainda estava no berço. Graças a Deus, eu ainda não me levantava, pois poderia cair e me machucar. Sei que ali o anjo do Senhor me guardava.

Eu escutava minha mãe contando suas lutas e acontecimentos. Nunca me vitimizei — como se fala hoje — apenas ouvia. Mas, depois de anos, fico pensando em quanto ela sofreu. Hoje, ela não está mais aqui para que eu possa agradecer por tudo o que fez, por seus sacrifícios e dores, assim como meu pai, que também lutou para que nunca nos faltasse comida nem um teto.

Hoje é um período próximo ao Natal, e faz vinte anos que perdi meu pai. Estou triste por tudo o que está acontecendo e pela falta dos meus pais, mas sigo aqui tentando escrever mais um pouco da minha história e da história da minha família.

Voltando aos episódios: minha mãe contava que, ao chegar em casa, corria para me dar banho, me alimentar direito e cuidar da casa antes que meu pai chegasse do trabalho. Às vezes, amigas a ajudavam — principalmente uma senhora chamada Dona Luzia, que morava perto. Mas isso não acontecia sempre.

Com o tempo, graças a Deus, minha mãe conseguiu uma patroa que cuidava de mim como se eu fosse filha. Ela dizia que essa mulher me trocava e deixava fraldas em qualquer lugar, até em cima da mesa, e saía comigo pendurada de lado, passeando, como se nada tivesse acontecido.

Depois de um tempo, já um pouco maior, lembro que minha mãe começou a me levar algumas vezes ao trabalho. Lembro de uma ocasião em que estavam reformando o porão de um prédio, e eu desci até lá. Por misericórdia de Deus, não me perdi. Voltamos tarde para casa, e lembro que passamos em frente a um local onde instalavam uma porta de aço. As faíscas refletiam na luz fraca da noite, pareciam uma luz roxa, e aquilo me deu medo. Curiosamente, por muitos anos, não gostei da cor roxa.

Mais tarde, minha mãe colocou uma moça para cuidar de mim e dos meus irmãos. Essa moça era muito ruim e judiava de mim. Fingindo brincar, jogava bolas pesadas em mim com força. Um dia, em vez de me ajudar no banheiro, pegou uma cinta e começou a me bater muito. Naquele dia, por Deus, minha mãe voltou do caminho do trabalho e a encontrou me agredindo. Ela ficou muito brava, mandou a moça embora e me levou pelo bairro. Lembro que Dona Luzia e seu filho ficaram indignados com o que havia acontecido.

Depois disso, minha mãe não colocou mais ninguém em casa. Dona Luzia passou a nos ajudar, diminuindo suas diárias para ficar mais conosco. Com o tempo, nasceram meus irmãos Moisés, Raquel e Elias. Minha mãe parou de trabalhar fora e passou a fazer doces para vender. Meu pai trabalhava como jardineiro e, depois, aceitou a Jesus. Isso trouxe mais paz ao nosso lar.

Passamos a frequentar mais a igreja Assembleia de Deus, ministério do Belém. Houve muitos livramentos: atravessando avenidas, acidentes evitados, curas, quedas, perigos. Em tudo, vejo hoje a mão de Deus.

Foram muitas dores, mas também muitas bênçãos. Se eu lembrar de mais episódios, trarei aqui.
Obrigada por ler até aqui.


🔗 Continue lendo sobre minha infância:


Minha infância na Vila Penteado  

Minha infância na Vila Penteado e  Elisa Maria 


Cada texto traz lembranças diferentes de um mesmo período da minha vida, escritas em momentos distintos, mas que se completam.








Superação e construção de uma nova história e de que e de quem tenho saudade

 



Depois de anos e tudo que passamos começamos olhar para traz e começamos a ver e tentar entender onde nos perdemos e porque nos perdemos e não só a perda do amor, sim isto é muito importante, mas não só isto, mas as perdas das vidas, as pessoas que se foram e sim é neste contesto que a gente foca e quando paramos para lembrar, mesmo a memória sendo um pouco curta, porque sim a minha memória esta ficando curta como a de todas as pessoas que assim como eu já esta passando dos 50, eu estou quase chegando a 55. E sim vou contar aqui neste post algumas coisas que eu lembrar e que achar importante e que faz com que sim eu sinta saudades: Pessoas, acontecimentos, dias, casas, aquela situação, aquele dia, aquela hora; Momentos estes que nunca irão voltar, pessoas aquelas que nunca mais vou ver a não ser no dia do Senhor vou colocar aqui abaixo conforme a minha memória for trazendo eu vou escrevendo para que possa ficar aqui anotado todas estas lembranças. 

Entre estas lembranças estes dias eu chorei porque eu estava me lembrando do Jardim Vista Alegre e algumas coisas que tinhamos lá e como lá seria muito mais facil de meus pais construir. Lembrei que meu pai tinha comprado uma mobilete, que é tipo uma moto antiga e também estava pensando em fazer a garagem na parte de baixo de casa para poder colocar ela para não ficar subindo escadas para guardar dentro de casa, lembrei também que tinhamos vários materiais entre eles até uma banheira de ferro, enfim são coisas bobas para esta lembrança, mas é uma coisa que pensamos, porque muitas vezes a pessoa tem um sonho esta como diz com a benção perto para realizar aquele sonho e do nada acaba tudo, porque as vezes não ouvimos a voz de Deus não guardamos a vontade dele e por causa de alguém que fala alguma coisa perdemos tudo. Não foi só meus pais que deixaram de construir no Vista Alegre e mudou todo um curso, sim eles foram alertados pela palavra não saia dai que não é tempo se não vai passar sete anos de fome e preferireu sofrer, mas eu mesma sai tantas vezes de trabalho, por isto não tenho estabilidade por causa de uma humilhação ou por conta de problemas pessoais saude entre outros, temos que reconhecer que é terrivel estar cego espiritualmente e não entender que mesmo no sofrimento do momento é melhor esperar do que sofrer muito mais, ha tenho certeza que se minha mãe e meu pai tivesse aberto os olhos e visto o futuro eles não teriam vindo para esta cidade, mesmo assim eu se tivesse visto com os olhos espirituais não teria mudado muitas coisas em minha vida.

Pessoas que sinto saudade de minha mãe primeiro que apesar de muitas vezes falar coisas que me magoava mais ela tinha muito carater era esforçada era muito mãe, trabalhava doente ela sim tinha dores dia e noite com a terrivel ferida no pé, mas ela fazia de tudo para não deixar os filhos passar fome ela ia trabalhar nas casas, quantas vezes correndo para pegar trem com uma ferida aberta ela chegava a cair e até se machucar mais ainda ralando a sua ferida nas pedras do caminho e ela ia em busca do pão para os filhos, ela quando estava em casa, costurava, criava meio de fazer doces até de caule de mamão para que os filhos tivesse algo para comer e até os filhos dos outros, plantava com meu pai, fazia cural de milho, fazia mandioca e também deixava na agua para fazer bolo, fazia poço mais meu pai, cavou todo o barranco para construir a casa e quantas outras coisas que não dar para lembrar, e sim ela era muito e muito esforçada e a maldita doença do bronquite em tudo isto a acompanhava a ponto de levar a doença pior no qual ela acabou falecendo. Tinha momentos que ela me magoava sim, mas muitas vezes ela se esforçava para cuidar de mim quando estava doente sendo que ela também estava doente.

Meu pai, como eu lembro de tanto esforço que ele fez para criar tanto seus filhos como até filhos dos outros que as vezes ele acabava ajudando, o amor que tinha assim como minha mãe por sua familia, pela obra de Deus pela igreja pelo evangelismo, mesmo com dificuldades e depois até com suas doenças, mas sim ele fazia de tudo para estar presente tanto na igreja como no trabalho, trabalhava de tudo que viesse em suas mãos quantas vezes chegava tarde do trabalho e ia inventar coisas para fazer como uma cerca no quintal, por exemplo, ou cuidar de um animal quantas vezes ele me chamava para ajudar ele, o trabalho dele era de jardineiro, na época da prova de sete anos ele não achava as vezes nem bico para fazer, ele ia trabalhar em outros lugares de coisas que nunca fez se arriscava a fazer trabalho de pedreiro sem ser, encanador trabalho temporarios em fabrica, mesmo quando ele ja estava muito doente por causa da doença de chagas e sem se aposentar por ser novo ele ia fazer trabalhos que as prefeituras inventava de frente de trabalho limpando ruas, enfim meu pai se esforçava o maximo para cuidar dos filhos e deixar alguma coisa para eles.

Meus irmãos que se foram o José Aparecido eu não convivi muito com ele, mas sei que era muito trabalhador, infelizmente não foi criado nos caminhos do Senhor então não sei qual motivo que ele acabou em um momento por algum tempo sendo preso, mas sei que minha mãe lutou muito para ele sair daquele lugar, e Deus tirou ele de lá, ele tinha um bom emprego e também montou um negócio, mas não sei o que aconteceu que ele acabou sendo assassinado, mas a lembrança que tenho dele é que ele me amava como irmã e me defendia se precisasse. O meu irmão Samuel a mesma coisa também me defendia e era um menino que me ajudava muito, mas ele acabou se perdendo tendo amizades ruins e se envolvendo com pessoas que o levaram a morte, sim eu me lembro do dia que foi pregado em uma quarta feira não sabemos com que morte havemos de glorificar a Deus, e foi com esta morte de tiro que meu irmão acabou morrendo um menino bonito e que ainda tinha muito pela frente, mas Deus sabe de todas as coisas. 

Lembro de todos meus irmãos quando antes de conhecer o mundo pegava cadeiras e falavam que era sua igreja e colocavam um caixote de pulbito e faziam cultos em casa, enfim é disso que tenho saudade, mas Deus sabe de todas as coisas e ele sabe de como dar a sauvação da alma de cada um, sabemos que Jó perdeu tudo, mas continuou servindo a Deus, nós também devemos continuar servindo a Deus sabendo que ele pode tudo  a respeito de cada um e finalizando esta postagem quero deixar aqui como uma reflexão a respeito do que cada um de nós devemos fazer para podermos viver em familia unidos, pois depois cada um de nós queremos culpar nossos pais o que não fez para nossas vidas ser diferente, mas e nós o que fazemos por nossos filhos, é como uma queda de dominó os de cima vai caindo sobre os outros, e os de baixo acaba se esmagando, então cada um de nós devemos fazer algo para quebrar esta situação e fazer diferente dos anteriores para esta queda parar. E assim seguirmos em frente.

Pronto pessoal até aqui contei um pouco de minha história se eu lembrar de algum epsódio marcante volto aqui para contar.


Marcas deixadas pela história de uma familia de 12 pessoas


 

Foram muitas coisas e marcas que aconteceram mais toda familia tem marcas e as nossas não foram piores que de outros, as de muitas que vemos até por perto de nós foram piores, mas isto não isenta de dizermos que não tivemos marcas, que sim tivemos e vou contar de cada um abaixo.

Há ia me esquecendo que durante tudo isto, meus pais cuindando e tentando cuidar de todos estes filhos eles também tentaram cuidar de filhos de outras pessoas, que como disse antes tinham marcas piores do que as nossas, tinha um jovem, exemplo, que veio morar conosco, mas como nosso barraco não cabia nem nós dentro meu pai alugou uma casa para ele e ele foi trabalhar para pagar, que não tinha mãe nem pai, ainda bem que ele foi responsavel o bastante para pagar o seu aluguel apesar de ser menor.

Teve uma bebe que minha mãe trouxe que a mãe tinha abandona, mas graças a Deus a mãe se arrependeu e a levou de volta para sua familia. Digo graças a Deus que mal podiamos dar alimento aos que já tinha em casa avalia cuidar de outros. Na época para nós a gente não via esta dificuldade, mas quando olhamos para traz damos graças a Deus aos livramentos. Mas vamos ao assunto principal.

Vou começar pelo meu irmão quarto que tem um ano mais novo que eu ele quando moravamos em São Paulo era muito increnquerinho, mas tudo bem também moravamos em um lugar que a escola tinha muitas brigas e muito buling, pessoalzinho que vivia para bater na gente e um dia foi muito ruim um menino bateu nele tanto que rolaram no meio de uma lama estava chovendo estavamos indo para a escola, neste ponto eu agradeço a Deus por ter saido de lá. Por isto por mais que em todas postagens anterior eu falo que não era para termos vindo para cá mais entendo a preocupação de minha mãe, porque viviamos também a merce de sofrer na escola, pois era muito bulling e a gente vivia apanhando e a escola não nos protegia, meu irmão mais velho uma vez chegou sangrando em casa da escola porque bateram nele em um escadão. Então era muito dificil, mas o que fazer? E ao chegar aqui este meu irmão abaixo de mim passou a não querer mais ir para a escola, mesmo que aqui a escola não tinha tanta briga tanto, mas tinha também que eles acabaram apanhando algumas vezes, mas tinha uns rapaz mais velho que os defendinham e que logo isto parou, mas eles não queriam mesmo assim ir para a escola, porque aqui não tinha trabalho e eles não tinham condições financeira de ir a escola e logo começaram a conhecer o lado ruim do lugar, mesmo que foram para longe e até arrumaram algum trabalho em mercado, montadora de radio, entre outros mas acabavam não ficando, pois as amizades que eles conseguiram aqui facilitava eles a ficar no mundo que eles estavam propicio, foi quando este meu irmão do meio teve a sua primeira overdose alcolica com uns 13 anos, e não morreu por milagre de Deus, você vai falar, tão novo assim sim, pois as coisas aqui de ruim acontecia muito rápido, logo ele começou a ser perseguido por pessoas de indole ruim e teve que sair de casa, foi morar com meu avo e em outros lugares, vindo a voltar para a cidade já com mais de vinte anos quando logo se cazol acho que com 25 não me lembro direito, onde por misericórdia de Deus estava ja na igreja, hoje não esta mais tão firme tem uns pensamentos meio dificil e as vezes até de ganancia e ganancia e maldade, pois foi a sequela que se tornou, nada justifica, mais infelizmente aconteceu.

Meu irmão mais velho nunca foi morar fora, mais era muito violento, na verdade todos eles o que falei antes também eram todos os mais velhos violentos viviam nos batendo o tempo todo na gente e as vezes maltratavam até nossos pais, também acho que como o anterior vivia usando intorpecentes, trabalhava mais o dinheiro quando trabalhava era para ele, também abandonou  a escola, vivia atras de time de futebol, também tinha umas amizades extranhas, não se influenciava tanto como o mais novo, mas foram amizades que influenciou a outros mais novos que aliciou um dos mais novos a ponto deste ultimo que vou contar depois vir  a perder sua vida.  Mas depois de alguns anos por graça de Deus também veio a se batizar novamente na igreja digo novamente que antes que tudo isto de ruim acontecesse com eles ele havia se batizado comigo na igreja assembleia de Deus, mas infelizmente as mas influencia o tiraram logo da igreja mas bem mais velho acho que com uns 25 anos ele passou a ir para a congregação onde rebatizou, mas parou de novo por causa de julgamentos que teve e voltou com uns 30 anos mais ou menos onde casou, este continua na igreja até hoje e é musico.

Minha irmã a unica que tenho ficou por alguns anos com amizades extranhas acho que com 16 ou 17 anos sumiu de casa por um mês e aos 18 anos casou, e depois batizou na igreja deles da congregação tem quatro filhas esta casada até hoje, e na igreja. 

Meu irmão abaixo dela tem uma doença chamada exclisofenia, chegou a dar trabalho algumas vezes, mas não tinha amizades, o trabalho era por conta da doença e de as vezes querer beber bebida alcoolica se batizou cedo na igreja logo se tornou musico com mais de 40 anos se casou onde hoje tem uma filha. Foi o ultimo filho de meus pais a casar mais dou graças a Deus por isto, por que se não eu teria que cuidar dele por conta das infermidades dele não tem tanta instabilidade e ja passou por muitas humilhações por isto, mas não esta em vicios e esta na igreja musico sua esposa o ajuda muito, mas temos o problema de ser o unico que ficou na casa de minha mãe e meus irmãos brigam muito com ele por causa da herança.

Meu irmão abaixo dele até uma certa idade não deu muito trabalho, mas depois começou a se tornar muito violento, parecendo pessoa bipolar, nunca foi diagnosticado por nunca irmos atras agora um homem formado tem uma filha do primeiro casamento e do segundo não tem filhos, mas a sua segunda esposa o ajuda muito assim ele não tem mais este transtornos sempre. E se da bem com sua familia esposa e filha.  A Esposa dele trata muito bem a filha dele embora ela sempre morou com sua mãe vem de vez em quando em sua casa.

Agora meus dois irmãos depois dele cresceram muito crente embora em meio a tanto sofrimento nunca se envolveram com nada quando tiveram idade se envolveram com as coisas da igreja se batizaram cedo depois de formados em faculdade vieram a casar, um com influencia da esposa tem agora se envolvido em coisas erradas não é vicio, mas é preocupante, e o outro por influencia da esposa tem cada vez mais crecido tanto profissional como na igreja, tinha este ultimo ficado morando na casa de minha mãe até feito uma farmacia que minha mãe o autorizou mais a minha mãe depois que faleceu os outros mais velhos e outros mais novos também começaram a brigar tanto que ele fechou e foi embora sinto muita falta dele e dos filhos por isto de vez em quando eles vem nos ver.

Ja os dois caçulas, um se influenciou nas amizadades dos tres mais velhos que se envolveu com coisas erradas, embora não tinha vicios, mas as companhias que viviam e onde ele andava fez com que ele foi levado para a morte, o revoltante é que já neste meio tempo não estavamos vivendo na pobreza estrema do inicio ele poderia e ja teria como aprender algo melhor, ja tinha escola perto de casa, tinha tudo para ser melhor mais as sequelas do aprendizado fez com que preferiu seguir este caminho sinto muito falta deste irmão que sei que se tivesse tido a oportunidade talvez de ir para outra cidade, ou estado, talvez tivesse ficado vivo, porque apesar de tudo, não era violento, nem estupido era lindo e tinha um bom coração, e mais triste que ele veio a falecer quando estava querendo sair, estava procurando ir a igreja, mas não conseguia se firmar, meu esposo estava o ensinando uma profissão, mas Deus sabe o que faz e porque permitiu ele morrer. O outro esta vivo até hoje ja casou por tres vezes e não sabemos se vai continuar casado um bom musico tem muitas profissões, mas o vicio destroi a vida dele, ja destrui varias coisas por causa do vicio e trocou parte de nossa herança por vicio. Enfim estas foram as sequelas, e vou falar das minhas.

As minhas foram mais fisicas e financeira, dou graças a Deus que Deus me livrou de violencias traumaticas que acontece com mulheres pelo mundo, Deus muitas vezes cegou pessoas e não deixou me tocar, mesmo eu sendo sem malicia, Deus me guardava nos caminhos, agora a questão fisica aos quatorze anos sofri um acidente, que foi por conta de ir trabalhar em um trabalho dificil, acidente este que tenho uma sequela até hoje. Depois de casada, tinha muita dificuldade de lidar com a familia por causa dos meus problemas pessoais de saude e sofri também um outro acidente onde quebrei o braço, mas mesmo tendo ele ficado paralizado por quase um ano Deus me curou. Financeiro por que a maioria dos meus irmãos acabaram bom ou ruim apesar de tudo graças a Deus por isto se desenvolvendo em alguma profissão e eu apesar de ter estudado mais que todos eu acabei não se desenvolvendo, porque você vai perguntar. Porque todas as vezes que alguém precisava eu largava de tudo para cuidar de quem estava doente principalmente de minha mãe e depois de meus filhos. Mas não estou reclamando, só contando que esta é a minha história e de minha familia.

No próximo capitulo vou contar agora mais sobre mim e como temos superado a cada passo.


 


Os ultimos momentos dos sete anos de prova

 


Estes ultimos anos passaram algumas coisas a mudar, minha mãe se batizou na congregação e passou a ter fé que teria uma casa, e ela mesma começou a cavar o barranco do quintal e a preparar o terreno para receber a casa, isto é uma grande lição que aprendemos, quando você recebe uma promeça de Deus, você tem que ja preparar o espaço. E assim foi ela passou a cavar a terra, compraram um pouco de brocos, no qual um vizinho tomou emprestado dizendo que logo devolveria e nunca devolveu, mas isto não fez ela desanimar, confesso que eu ja estava em uma idade que não tinha mais sentimentos e vontades de nada, então pra mim tanto fazia fazer a casa e ou mudar dali, mas este era o sonho da minha mãe e ela passou a lutar por este objetivo, mas não pensem que havia condições dinheiro, pedreiro, etc, não como disse minha mãe começou pela fé, não que ela não tinha antes, mas sim porque o periodo do cativeiro estava acabando para ela, neste sentido, porque em outros sentidos este cativeiro nunca mais saiu. Infelizmente quando não é para as coisas dar certo em certos momentos e não é para fazermos algo e teimamos, sempre as coisas da muito errado e assim um erro que você comete contra a vontade de Deus é para sua geração.



Enfim, conforme a gente fazia algum trabalho ou prestava serviço e meu pai fazia o que na época chamava de fico hoje free lance ele trabalhava de jardineiro ele entregava o dinheiro na mão de minha mãe e ela orava a Deus e comprava de material de construção, até que o pessoal da igreja vendo a nossa dificuldade, passaram a ajudar com a mão de obra e logo em algum tempo a casa foi erguida dois comodos sem banheiro e em ponto de laje, mas para quem estava morando no barraco, minha mãe e pai, somente fizeram um piso de cimento grosso a casa, estava sem reboco nenhum, colocaram uma porta improvisada entramos para dentro. Já nesta casa, tinhamos ainda a dificuldade de banheiro, porque como disse não fizeram até hoje não sei porque antigamente faziam algumas casas sem banheiro, mas enfim, meus pais lutaram e conseguiram fazer mais um comodo com um banheiro com area de serviço o banheiro ficava na area de serviço, neste meio tempo eu ja trabalhava em escritório e passei a ajudar em casa, mas meu irmão mais velho com um pouco de dinheiro, onde conseguimos comprar chuveiro e comprei um tanquinho eletrico para minha mãe, compramos pela misericórdia de Deus alguns moveis, e tinha uma pia grande dentro de casa, pia esta que esta lá até hoje, neste meio tempo, ja estavamos com idade de casamento, e as coisas não havia melhorado em outros aspectos, embora meu pai ja tinha um trabalho registrado e meus irmãos alguns, mas outros ainda estavam na mesma situação de falta de trabalho, um até fora de casa, envolvidos em coisas incorretas. Não vou me estender neste assunto, porque quero finalisar apenas contando que os dias abrilhantaram um pouco...

Sendo assim a casa, foi depois contruido mais um outro comando somando se assim quatro comodos, e minha mãe como tinha sonho de fazer um sobrado ela pagou para construir uma escada atras, onde logo foi feito mais um anexo corredor para agregar esta escada, neste meio tempo eu já vinha de vários trabalhos e terminei meu colegio ( nome dado ao ensino médio na época) colegio técnico de contabilidade, fiz estagio no Banco do Brasil, e depois fui trabalhar em uma empresa de auxiliar de escritório e depois de auxiliar de contabilidade e neste meio tempo eu já estava namorando, minha irmã casou neste meio tempo e precisou vir a morar dentro da casa da minha mãe, e no outro ano eu me casei, onde fui morar de aluguel em uma casa em frente a casa da minha mãe. Meus pais continuaram na luta da construção, onde contruiram uma casa no fundo do quintal para minha irmã e eu fui morar de aluguel em outra casa próximo.

Minha mãe estava sempre focada na construção da casa, mas mesmo assim passou por situações terriveis que aos poucos vou contar aqui, conforme for lembrando no momento isto é só, ou seja, a casa e o fim dos sete anos de prova. Mas para mim foram sete anos da parte da escassez tremenda, mas ainda as provas diversas continuaram e ainda continuam até hoje, não sabemos se um dia deixaremos esta história para traz, o que sei é que ficaram muitas marcas e a perda de meus pais foi a mais dolorosa, estou pensando como continuar contando algumas das outras marcas, lutas e humilhações logo nos próximos capitulos.

Como foi a vida neste lugar nos primeiros dias



No dia seguinte ao iniciar o dia foi tudo muito dificil, onde tive que descer a mina de água para buscar água para fazer café, depois lavar louças e fazer comida, minha mãe fez o pouco de comida que nos restou, haja vista que não fizeram uma compra para trazer, não me lembro o motivo o dinheiro que vendeu a casa foi tão barato que gastou se praticamente na mudança, nem na construção do novo barraco, pois já tinha barraco no local que meu pai havia construido em um tempo antes, tanto que isto foi o pivor da mudança, pois deixou nele ferramentas e as pessoas daqui estavam roubando as ferramentas e plantando no quintal, houve até briga com as pessoas porque diziam eles ser donos do terreno e tudo mais, este já seria um dos motivos para se vender o lugar e ficar onde estava até Deus preparar algo melhor a respeito. Lembrando que devo já ter contato aqui se não contei vou contar agora que antes de mudarmos meus pais foram para a igreja e independente de qualquer denominação a palavra era não va para aquele lugar porque se for haverá sete anos de fome. Então a fome começou no dia que chegou, pois não sei qual foi o pensamento de meus pais que não trouxeram compra. E neste dia de domingo passamos o dia no cuidado de arrumar as coisas nos pequenos comodos do local e minha mãe já estava doente com muita dor de cabeça o local tinha muito mato um trio para descer uma escada alta para o barraco e outro trio para descer para a mina (local que se pega agua onde alguns chamam de bica, onde sai agua por um cano), passamos o dia nestes cuidados e a noite. No outro dia meu pai foi para o trabalho e minha mãe procurar escola para estudarmos. E a prova ali começou ao chegar ao trabalho eles disseram para meu pai que ele teria sido mandado embora, sendo assim ele voltou para casa e as coisas começaram a ser dificil, minha mãe conseguiu a escola para nós longe de casa e para os pequenos em uma pequena escola parecida com escola rural de duas salas. A outra também era como se fosse escola rural,  mais tinha mais salas. Começamos a estudar já no mes de julho, e as coisas começaram a ficar confusa, ainda bem que pelo menos a escola era talvez por ser parecida com escola rural de pessoas calmas sem ter muitas brigas e ou bulen entre outras pertubações talvez por ser a maioria dos seus alunos como nós pessoas que chegaram em situação de pobreza, fome e sem um acolhimento legal, claro que nós tinhamos pai e mãe quase todos, mas acredito que a maioria de nossos pais buscavam assim como muitos buscam até hoje o direito a casa própria e a busca por um local que se fugisse do que se poderia acontecer com a superpopulação de São Paulo que é claro que aconteceu anos depois, mas enfim. Voltando a nossa casa que na verdade era um barraco de dois comodos, e começou a vir algumas pessoas fazer amizade com meus pais e irmãos entre eles uns para ajudar a limpar o matos e outros como o Pastor Valetim nos chamar para a igreja que na época somente tinha um pequeno barraco azul que apilidavam de tabernaculo, lá também nos acolheram e passaram a nos dar um apoio espiritual. Mas independente de tudo isto as coisas e consequencia da vida começou a acontecer muito rapido, em pouco tempo tudo que minha mãe temia começou a acontecer. Tenho até medo de relatar aqui o que aconteceu, mas vou tentar contar. 

Só lembro que era dificil um barraco de dois comodos, um banheiro com uma privada no fundo do quintal fora de casa, e não tinha agua, luz e nada. Nós usavamos luz de vela e lamparina para alumiar e eu as vezes quando chegava a noite da escola usava aquela lamparina ou vela para no meio do escuro ajudar meu pai a fazer a serca no quintal de arame, pois ele chegava do serviço e ia arrumar estas coisas, porque meus irmãos não ajudava, por sorte, minha mãe com a experiência com algumas coisas que ela tinha em poucos dias conseguiu a instalação da energia junto a antiga eletropaulo, porém agua demorou-se mais de dez anos para conseguir e mesmo meu pai cavando o poço era pouca agua que tinha, e eles não tinham condições para comprar uma caixa de água, minha mãe conseguiu comprar uma caixa de agua eu ja tinha 16 anos e foi por um voto que fez a Deus esta caixa esta na casa até hoje. Foi muito sofrimento, nestes dias minha mãe ficou doente e a gente tinha muitas roupas que trouxemos de São Paulo inclusive porque além de ganharmos minha mãe era costureira e eu era pequena e levava as roupas para lavar na mina e as vezes não dava conta e as vezes vinha a chuva com enchorrada e acabava levando embora, esta mina ficava situada no fundo do quintal não tinhamos ajuda de outras pessoas, algum tempo depois que uma ou outra pessoa começou a solidariezar e ajudar um pouco a lavar as roupas e assim não perdia mais se tanto. 

Logo falaram para minha mãe onde se tinha posto de saude para fazer as vacinas das crianças e também pegar doações de alimentos, nós fomos ali no centro de Itapevi perto da escola chamada Briquet tinha um barraco azul de madeira onde era o posto de saude lá eles fizeram os cartões e nos deram alguns poucos alimentos depois viemos embora de onibus, onde tinha que descer em frente a antiga fabrica de cimento Santa Rita e andar de a pé para casa e era bem longe com sacolas e meus irmãos no colo e minha mãe com uma ferida na perna o calor o poeirão da estrada, e viemos ao chegar em casa quando abrimos aquelas sacolas para fazer alguma coisa para comermos era um feijão preto duro com muitas bandinhas arroz papa todo quebrado e o leite em pó que colocava na vazia e voava para todos os lados, mas era o que tinha naquele momento. Enfim os dias foram passando e as coisas sempre bem piores, cada vez pior, teve vez que até na igreja a gente pedia algo e as vezes a própria dispensa da igreja esta vazia, é por isto que acredito que a igreja tem que ter sempre alimentos para os pobres. Enfim continuando, a vida de adolescencia e tudo que temos que passar nossos dias chegou para mim e minha irmã em meio a este caos e a vergonha foi ficando cada vez pior, mas nós disfarçavamos e fingiamos quando passavamos nossas vergonhas para não ser mais pior do que o que já estava. Logo no inicio tinha uma grande mata no fundo do terreno com arbustos e arvores baixas meu pai passou a limpar todo este terreno e a plantar algo para nós comermos e com mais ou menos uns seis meses a gente já tinha feijão e milho para comer e a minha mãe nos levava junto para ajudar eu e alguns poucos irmãos porque outros não queriam fazer nada logo falo sobre eles, e também minha mãe plantou muitas verduras que a gente comia também, mas muitas vezes nem isso tinhamos.

A minha mãe quando melhorava ia para o ceaza buscar alimento e trabalhava em casa de familia e algum lugar em limpeza, aquele tempo se pagava muito pouco, mas era o que tinha para o momento, uma vez uma vizinha foi no ceaza e trouxe muitos figados de boi eu levei para a mina e lavei e tinha um fedor horrivel, e depois que lavei coloquei em agua fervente e fiz um pouco de macarrão que tinha com colorau e foi que meus irmãos que estavam em casa comeram e até um amigo nosso estava em casa comeu era muito pouco para cada um, e comiamos muitas vezes coisas selvagem como moranguinho do mato ou amora outras coisas que viamos no mato para enganar o estomago. Algumas vezes os meninos se arriscavam a entrar em algumas lavouras de caqui de uma pessoa próximo para pegar caqui, mas isto não era necessário era um por safadeza mesmo, mas enfim a vida parecia até um pouco calma no começo, mas as dores e sofrimentos iam piorando conforme os anos e dias se passavam, quantas vezes tomavam cha no lugar de café de folhas de laranja, mechericas entre outras coisas, porque não tinhamos o que tomar, ou então comiamos pão seco que as pessoas davam ou que meu pai pedia em padarias, ou então meu pai comprava sacos de bolachas misturada que vendia em lugar chamado a bolachinha em Itapevi, por ser um lugar muito pobre eles faziam estas coisas, se bem que também foi a época da recessão no Brasil e estava muitas pessoas passando por necessidades e até em açougues vendiam pedaços de frango apelidados de carcaças que eram a um preço mais acessivel onde era praticamente a mistura que a maioria das vezes tinhamos, mas as vezes nem isto tinhamos.

Neste meio tempo meus irmãos já começaram a ter amizades e eu tinha que cuidar dos menores para meus pais sairem para encontrar comida e meus irmãos saiam para a rua para "brincar" quantas vezes chegavam a tarde não tinha comida e ficavam irados comigo, a violencia entrou dentro da nossa casa, eram brigas constante meses pareciam anos e anos seculos, era assim minha vida levantar 6hs da manhã preparar meus irmãos menores para a escola, fazer café da manhã as vezes no fogão de lenha levar eles para a escola, pegar pão fiado quando conseguia no barzinho de uma senhora e depois ir para a mina lavar louça e cuidar da casa, meus irmãos fazendo o tempo todo briga em casa. 

 Enquanto isto eu servia a Deus na igreja que ja citei acima pegava nos domingos levantava cedo tomava banho de bacia, (quando tomava que as vezes não tinha agua em casa e não tinha como ir para a mina buscar por conta do tempo e ou algo que ocorria, muitas vezes a agua ficava barrenta ou suja, porque na verdade era um corrego que transformaram em mina), e ia para a escola dominical, as vezes minha mãe ficava brava porque precisava de mim para ajudar ela, mas eu as vezes não a entendia e acabava indo mesmo assim, e esta era nossa vida. Quantas vezes olhavamos para os lados e não tinhamos o que comer, lembro de minha mãe as vezes mandando pedir para as pessoas ou até em igrejas comida para dar para nós e muitas vezes as pessoas negavam. 

Neste meio tempo a minha mãe ficou gravida de meu irmão Samuel, e o dia que ele nasceu dia 12 de outubro de 1983, eu já tinha 12 anos era um domingo dia das crianças, ela um dia antes foi de a pé com uma ferida no pé que ela adquiriu em meio a este sofrimento foi para o hospital de pegando o trem a uns quarenta minutos de a pé de nossa casa e eu fiquei em casa com as crianças, e os médicos mandaram ela voltar para casa que não era tempo ainda, ela voltou novamente de a pé e na madrugada o menino veio a nascer. Ela nos contou depois que ela mesmo fez seu próprio parto conosco dormindo e mesmo com todas as dores ela não fez nem um só barulho, detalhes este vinha a ser o sexto filho que ela teve em casa em outros lugares que moramos minha mãe também teve outros filhos em casa e com todos vinha a se somar agora dez filhos, e não parou por ai que depois ela teve mais um que foi seu ultimo e que por pouco ela vinha a falecer assim me contava a vizinha que a levou para o hospital no qual o médico pediu para a vizinha assinar um termo de responsabilidade de vida e por misericórdia de Deus sairam os dois vivos, mas voltando neste dia quando cheguei em casa sem enter nada da escola dominical dia em que nasceu o Samuel, eu não entendia, pois minha mãe diferente de hoje que as crianças e adolecentes se aprende muita coisa não nos contava nada ficou um tanto brava comigo por não conseguir ajudar o suficiente em casa, mas ela estava de pé sei hoje que com muitas dores fazendo comida e cuidando das coisas, mas eu não sabia naquele tempo, o que hoje me revolta é que em São Paulo quando ela teve filhos assim também ela teve pessoas parteiras que a ajudou, pessoas que nos ajudou no cuidado com a casa, entre outras coisas, lembro quando o Levitico meu irmão nasceu além de a Dna Maria e a dna Rosalina a ajudar ainda cuidou de nós e nos deu comida e tudo e agora viviamos em um meio de mato sem amigos, parentes e vizinhos e tinhamos que nos virar era tudo muito ruim. 

Os dias era muito dificil horas muita chuva e frio um vento terrivel que sempre achavamos que iria algo acontecer, horas muito calor que tinhamos que sair do barraco para fora porque a casa ficava cheia de pernelongos, que mesmo a gente queimando coisas como esterco de gados ou outros trapos, etc não espantava os pernelongos, nosso corpo ficava cheio de picadas parecendo peneira. Uma vez ventou tanto e choveu que o telhado voou todo da cozinha e ficamos debaixo da mesa eu e meus irmãos enquanto minha mãe gritava por ajuda a casa mais perto era a uns 500 metros ou mais da nossa e a pessoa foi nos ajudar e nos deram um jeito até meu pai conseguir comprar telha para por no barraco, e ficamos com umas tabuas colocada no telhado por algum tempo até conseguirmos telhas para colocar no lugar, depois meu pai conseguiu umas telhas e madeiras e até fez mais um puchadinho no barraco para termos mais um quarto que até então eu dormia na cozinha com alguns irmãos e outros dormiam no quarto o quarto era de terra e a cozinha também tudo chão batido. (em São Paulo meu pai tinha feito tudo com cimento). Mas aqui não foi possivel na época fazeer isto.

E de repente quando eu estava para completar doze anos meu pai começou a falar que ia me levar para trabalhar na casa de uma senhora que tinha o nome de Sakiba, engraçado que eu tinha maior medo deste nome achando que era uma pessoa ruim e tal, afinal eu era uma criança de doze anos, lembro até um dia que meu pai chegou falando sobre isto eu estava tentando ver o que fazer para meu irmão bebe comer, pois não tinha comida ele chegou e trouxe um pouco de leite eu fiz um mingau no fogão a lenha e o menino no desespero da fome enfiou a mão dentro do prato que a queimou, mas consegui vencer esta situação. E por fim eu comecei a trabalhar na casa desta senhora no qual de ruim não tinha nada a sua filha Valmir me tratava como filha no qual durante os anos a seguir passou a me vestir e calçar, mas eu ganhava muito pouco lá e também comecei a fazer datilografia na escola mais barata da região e a pagar o curso com este valor, então passei a vender coisas na rua de catalagos e até trabalhar em outras casas, porque nesta eu só trabalhava até então só nos fins de semana e dias de festa. Nisto uma vez as pessoas que não sabiam que eu trabalhava fim de semana e nas casas das pessoas na semana como diarista mesmo sendo uma menina e ainda estudando, fazendo vendas e ajudando minha mãe em casa, estavam fofocando na mina e minha mãe viu elas falavam "Como pode ter uma menina de quatorze anos dentro de casa sem trabalhar e ainda vive nesta miséria?" Minha mãe apesar de ser crente e tudo se irou, me pegou no outro dia de madrugada e me levou para procurar emprego e existia na época um jornal chamado o Amarelinho, e minha mãe pegou o jornal na época era gratuito e tinha umas vagas de emprego sendo elas de vários tipos, mas uma que me chamou atenção era uma para menores de meio periodo de segunda a sexta, eu achei ótimo que ia continuar estudando, mais não sabia que aquele seria o começo de mais um sofrimento.

Quando chegamos ao lugar para arrumar o trabalho era um trabalho de vendas de terreno de cemitério, mas na verdade no inicio não disseram que seriamos vendedores e sim seriamos somente pessoas que iria entregar panfletos. No outro dia eu fui trabalhar e levei um irmão meu comigo e o filho de uma vizinha também foi junto (ainda bem que foram porque o que aconteceu depois explica tudo), enfim quando chegamos lá aguardamos a divisão do trabalho e fomos para o campo, na rua já fomos nas casas entregar os panfetros batendo de porta em porta, por fim quando deu umas 11hs o homem que nos levou foi nos buscar com a perua, na perua que eu estava somente tinha eu e outra menina, não sei se ele tinha que buscar outras em outro lugar, não em lembro só sei que a perua estava em velocidade alta não me lembro quando entrei na perua e nem como foi que aconteceu só sei que houve um acidente em que eu cai da perua e bati a cabeça na guia. Fui dali levada a um hospital e passei por alguns dias neste hospital, depois fui para casa que ainda era o barraco, e agora era dificil para a minha mãe a filha que a ajudava estava nesta situação. Neste tempo eu havia mudado um pouco de igreja na verdade eu não queria mais ir para a igreja a minha mãe com medo deu ir para o mundo pediu para mim ir visitar a igreja Deus é amor com uma amiga já tinha um ano que eu não ia para a igreja, mas na verdade não era porque eu queria ir para o mundo, é porque se eu tinha que ajudar minha mãe em casa, e tinha que estudar e trabalhar eu não tinha mais animo para ir a igreja, e também eu tinha um pouco de vergonha da minha vida. Mesmo que a minha mãe coitada as vezes comprava uns panos quando ela tinha um dinherinho no fim de ano e fazia um vestido para mim, mas eu tinha esta tal vergonha. E já nesta igreja Deus é amor eu ia para a igreja com um pano no rosto, pois meu rosto ficou todo torto, com o tempo voltei a trabalhar, mesmo com o rosto torto tanto na casa de familia fim de semana como no lugar que era deste trabalho, porém lá eu não conseguia trabalhar direito eles eram muito estupidos e cobravam muito de nós era mentira que era para entregar folheto na verdade eles queriam que nós vendessemos e  venda de terreno de cemitério. E quando a gente não conseguia vender eles nos humilhavam, o meu irmão e amigo dele ja tinham desitido eu não podia, porque fui registrada por conta do acidente, registro este que um tempo  depois meu pai veio a perder a minha carteira, esta carteira profissional foi tirada na pressa por causa deste emprego e por causa do acidente, a empresa teve que me registrar, mas eu não conseguindo trabalhar acabei desistindo de ir porque pedi para me colocar no escritório eu fazia datilografia na época e não quiseram então pedi para me mudar de area e não quiseram então eu acabei pedindo para sair eu não estava bem e era cobrada estava ainda em tratamento do rosto e eles não me ajudavam e sim cobravam vendas, mas isto foi ruim porque meu pai acabou procurando advogados e mesmo com audiencia e tudo mais não conseguiamos nada por fim perdemos a carteira e o cartão das audiencias eu precisava voltar a minha rotina e acabamos deixando isto pra lá. Eu estava desgastada, e ainda por cima continuava com necessidades. Então voltei a trabalhar em casa de familia, uma aqui outra ali, e neste meio tempo meu rosto já havia melhorado, eu continuei estudando, embora era muito dificil para mim, mas eu disfarçava toda a situação e me apegava a Deus e fingia que não vivia naquela pobreza, mesmo tendo que muitas vezes sair sem tomar banho, sem ter uma higiene pessoal legal, mas eu me esforçava para viver mesmo assim dava graças por tudo, continuava ajudando meus pais e trabalhando no que me aparecia, comecei além da datilografia a fazer curso de computação que chamavam antigamente e outros cursos que eu conseguisse mesmo na minha condição, falhei muito em minhas escolhas poderia ter ido trabalhar como as meninas da minha época como arrematadeira de costura, eu não queria ainda era isibida kkkkk, isto quer dizer queria trabalhar em escritório, e minha mãe e pai também achavam que eu estava certa. Enfim os sete anos de prova estava terminando e uma luz de esperança estava começando. Vou contar no próximo capitulo.