Continuação de minha adolecencia em Itapevi, o inicio da juventude


No capitulo anterior eu falo do acidente que tive e agora quero descrever que depois do acidente voltei para casa na época ainda moravamos no barraco, fiquei poucos dias de cama, e logo voltei tanto a trabalhar na empresa como a fazer fisioterapias e a trabalhar no sabado em casa de familia e ir a igreja, mas no caso da empresa fiquei poucos dias, pois não conseguia trabalhar direito e acabei pedindo para ser dispensada, por não conseguir trabalhar meu pai abriu procedimentos com advogados, mas não conseguiu prosseguir, pois acabamos perdendo todos os documentos ainda hoje não sei como isto aconteceu. Quando a miséria é pouca tem que acontecer mais disgraça para aumentar. Enfim tive que seguir em frente, mesmo com a aparencia destruida e tudo trabalhando em casas de familia e fazendo o possivel para ajudar minha familia, muitas vezes sofria até dentro de casa descasos e risos e era até chamada de louca uma das frases que usavam "caiu da perua bateu a cabeça e ficou louca", ou seja, quando alguém queria brigar comigo por motivos futeis, usavam esta frase para me denegrir mais do que eu já era. Mesmo assim eu fechava os olhos para tudo sonhadora como sempre achava que um dia a vida seria boa comigo e tentava achando que estudando fazendo muitos cursos mesmo sem recursos ia conseguir alguma oportunidade na vida para melhorar e ser um dia rica, sim sempre sonhei em ser rica, mas enfim, isto não aconteceu, mas agora não importa. 




No ano seguinte com quinse anos voltei a estudar, por não ter boa consentração repeti de ano pasmem em matematica, pois nos dois primeiros semestres fiquei com D e os dois ultimos com B, mesmo assim a professora achou que era necessário repetir, neste mesmo ano comecei a fazer informática e continuei a fazer datilografia, nunca peguei certificado de datilografia, pois não alcançava a perfeição, mas estudei o quanto pude, quando estava estudando informática e datilografia eu continuei trabalhando em casas de familia, em varios locais cuidando de crianças cheguei aos meus 16 anos até cuidar de uma senhora que tinha problemas pisicologicos e ajudar ela com as crianças por um mes, logo finalizou o ano e passei de ano para o primeiro colegial no dia da formatura estava chovendo muito e foi muito dificil sair de casa para ir para a formatura, quando consegui sair mais meu pai que fomos para o ponto de onibus em um lugar distante, por causa da chuva o onibus não descia na minha rua, lá então ao pegar o onibus depois de muito tempo de espera fomos até o local de a pé e ao chegar cheguei muito atrasada e a minha tia que tinha vindo de São Paulo ficou até um pouco brava por termos chegado atrasados, mas mesmo assim peguei o certificado, não era nada facil para mim, mas eu não desistia, chegava atrasada, mas mesmo assim ia, a colação foi feita em uma igreja católica, com apenas poucos alunos, pois era considerado aqui cidade do interior, sem fotos para quem como eu não tinha como pagar nem uma passagem direito, sem festa, apenas participar, poderia nem ter ido, mas achava importante, mas uma fase terminou e veio os dezessete anos.

Antes ainda comecei a procurar outros trabalhos é quando começa a vontade de sair daquela situação de ridiculo e pobreza e achar que trabalhar em casa de familia não era mais para mim e que ja estava na hora de novas oportunidades, mas é claro que bati a cara, trabalhei vendendo sacos de lixo, roupas trabalhos sem sentido nenhum que achava em Osasco, e chegava em casa, sem dinheiro e sem nada, porque eu não sabia vender nada, e acabava que as pessoas não compravam então eu fui procurar serviços em lojas e outros trabalhos diferente e consegui um e  sim comecei a trabalhar em lojas como auxiliar de crediario e logo como sempre não sei porque na minha vida eu tinha estes fetiches gente armar arapucas e eu cair, no primeiro trabalho em uma loja eu fui dispensada porque uma pessoa disse que eu errei os procedimentos, e eu não tinha como provar que não errei, então deixei tudo para traz e também por uma descepção e humilhação que passei no colegio a noite que não vou contar, pois é ruim para mim até lembrar, então resolvi estudar a tarde e fazer magistério na verdade eu tinha mesmo vontade de ser professora então fui fazer magistério e fazer de tudo para fazer bradesco, onde me falaram que era muito bom, eu já vinha há tempos fazendo os testes lá e por benção de Deus consegui passar, e minha mãe foi na escola e conseguiu minha mudança de horario para a tarde para o magistério e como já estava com 17 anos então logo eu teria a oportunidade de começar a dar aula, eu aproveitava o tempo para estudar bastante, e desisti de ficar atras de trabalhos por enquanto, achei que estava tudo resolvido na minha familia isto, mas não infelizmente não tinham aceitado esta nova condição eu saia dois dias por semana ia para o bradesco fazer o curso e de lá voltava e ia para a escola eu ia as 5hs e 30min para a estação pegava o trem para a estação de osasco e lá eu ia para a cidade de Deus de a pé, pois não tinha condições de pagar o onibus, na volta ia a pé até  a estação e depois de lá ia para a escola e voltava somente a noite para casa.

Um dia já findando o ano cheguei em casa, e meu pai disse que minha tia tinha me chamado para ir lá na casa dela para falar sobre um trabalho, pois eu apesar de estar estudando eu fazia bicos com vendas de catalogo algumas coisas para manter pelo menos uma passagem e comia somente na escola, por sorte tanto no bradesco, como na escola davam de comer então eu não passava fome e nos outros dias eu ia apé para a escola, as vezes alguma pessoa por dó me dava carona, mas nem sempre isto acontecia, mas mesmo se esforçando tanto eu não era compreendida, e ficavam em rodas, falando que eu era preguiçosa que não trabalhava que queria ser rica sendo pobre, entre outras coisas, e em uma destas situações, porque sim a minha casa era uma miséria, mas não fui eu quem escolhi para esta miseria, e eu tinha muitos irmãos que assim como eu tinha que trabalhar eles também tinham, mas não preferiam escolher outros caminhos, mas preferiam falar as pessoas somente de mim, era mais facil cobrar de mim, e em uma destas cobranças como disse acima, meu pai disse para ir a casa de minha tia e lá ela ia me arrumar um trabalho e eu fui lá e eu de vez e nunca ia as vezes na casa de minha avó ou tia, mas por ser longe eu tentava não ir, mas neste dia como meu pai pediu eu fui, e ao chegar lá fiquei horas, esperando pelo trabalho que ela ia indicar, que eu achava que seria importante para mim que não atrapalharia nos meus estudos, e enfim resumindo ela não me passou nenhum trabalho e sim tanto ela como minha avó falou tanta da coisa que não vem ao caso agora, que isto me fez desistir de tudo, e revoltante que faltava um mês para findar o ano, e no próximo ano como eu estava indo bem no bradesco e também no magistério eu ia começar a trabalhar e eu na verdade iria ter escolha de trabalho, pois eu tanto poderia trabalhar no banco, e também poderia dar aulas, pois no segundo ano de magistério já dava aulas, e não eu sai de lá da casa da minha tia aquele dia eu tinha faltado no curso e não podia faltar, eu sai revoltada, e determinada a procurar qualquer coisa para fazer para "ajudar os meus pais" já que toda a miseria era culpa minha por não trabalhar, você ha de condizer comigo que se faltava um mês para mim terminar não era melhor meu pai ter esperado do que ter ido falar de mim para minha avó e tia que eu só queria estudar em vez de trabalhar?



 Enfim o que achei de trabalho, foram apenas como nos anos anterior coisas para vender pela rua, como quando eu estava com 16 anos uma vez fui vender roupas e sacos de lixos que tinha achado este trabalho em Osasco, desta vez novamente, novamente, fui vender em Itaquera uma tal de ensiclopédia barsa que antigamente se vendia muito estas coisas, e acabei que fiquei um mês fazendo isto de novembro a dezembro, e não ganhei nada, graças a Deus que desta vez não sofri nenhum acidente como quando cai da perua, embora era perigozo, pegava trens para lugares muito ruins como Guaianezes andava oferecendo nos prédios de coohab e casas e não vendia nada, como disse acima eu não sabia vender e era estas porcarias de trabalho que eu conseguia, poderia ter optado por costura, como as minhas colegas foram, mas a idiotisse de achar que estudar era melhor só me afundava mais ainda, e eu não consegui nenhuma coisa, nem outra eu deveria sim, mesmo que tivessem me feito toda esta briga ter eu também me acalmado e ido para a escola feito alguns bicos para pagar a passagem porque pelo menos eu conseguia vender coisas de catalogo, e continuado, mas a revolta falou mais alto,  a  Bíblia condena fortemente a precipitação, retratando-a como insensatez que leva ao pecado, contendas e desvios do caminho correto. O livro de Provérbios destaca que há mais esperança para um tolo do que para alguém precipitado nas palavras ou decisões, enfatizando a necessidade de ser "pronto para ouvir, tardio para falar e lento para se irar" (Tiago 1:19). Agir sem refletir leva ao pecado e desvia do caminho, conforme Provérbios 19:2, e isto foi um dos pecados causados, era mais facil sair correndo sem olhar para traz pela raiva e revolta, do que parar e tentar resolver o problema ou até mesmo esperar, mais um pouco, porque se tinhamos passado o ano inteiro naquela situação, porque não ter paciencia por mais uns dias, e outra e o serviço que me foi prometido não tinha, era apenas para mim aplicar as bloncas, por ser uma pessoa que não trabalhava que só queria estudar que quem não trabalha não pode comer, mas eu nem comia em casa praticamente, comia na escola, porque tinha que acontecer isto as roupas que usava era as que ainda tinha que havia ganhado da minha ex patroa que agora eu tinha vergonha de ir lá e voltar, e detalhes se eu tivesse ido ela sim teria me apoiado para poder trabalhar e estudar que isto ela ja fazia antes, mas não eu preferi engolir o orgulho e tentar outras coisas, e achei um tal de um falso trabalho que foi pior para os meus pais, que esperavam minha ajuda trabalhando e para mim que andei errante por lugares ruim e até passei fome e não consegui nada nem de dinheiro e nem de trabalho, o que dou graças a Deus que apesar de minhas pricipitações ele sempre me guardou de muitas coisas, como moral, fisica, entre outros, como por exemplo, uma vez que um homem me ofereceu um emprego na barra funda e pediu para mim o aguardar em um lugar na escada de um escritório e uma jovem do escritório me pediu para ir embora, porque o homem estava mentindo. Foram muitos livramentos em tantas buscas pelo emprego ideal, e que nunca consegui. 


Enfim aquele ano terminou e acredito que meu pai se sentiu mal pelo que fez, e me arrumou um emprego com uma pessoa que ele conseguiu fazer um jardim na empresa daquela pessoa, eu naquele ano tinha conseguido voltar a estudar a noite no colegio então ele me apresentou como auxiliar de escritório e eles me contrataram, e como nada é perfeito eu estava aprendendo muito naquela empresa, mais infelizmente eles tiveram que mudar para Guarulhos, e eu acabei sendo mandada embora, e neste momento eu volto novamente a procura de empregos e acredito que com o erro do passado, meus pais já não faziam mais tanta pressão, mas eu tinha dificuldades de encontrar emprego cheguei de novo optar por trabalhos de vendas e tantos outros onde encontrei um falso trabalho que  que me pedia um salario minimo para fazer o curso de datilografia eletrica, que na época eu somente tinha a mecanica e também para fazer  curso de auxiliar de escritório e eles me empregariam isto era uma pratica muito erronea que existia muito na época em SP, começou com a datilografia e depois passaram para  a informatica, e eu acabei pedindo para meu pai o dinheiro que ja na época não estava em situação tão ruim como no ano anterior, mas passei varios meses indo todos os dias para este curso e trabalho que é bom não conseguia, isto não quer dizer que eu não aproveitava por estar em SP, não procurava outros empregos e neste meio tempo eu já estava com 18 anos então já não havia a desculpa de ser menor e um dia  nestas procuras por misericórdia de Deus minha mãe pediu para pagar uma conta para ela em SP, que antigamente se pagava contas assim e eu andando na cidade e vendo placas de empregos que colocavam em posts, então vi uma placa de uma empresa que estava contratando auxiliar de escritório era uma agencia esta placa estava até molhada porque estava chovendo, então eu fui na agencia no mesmo momento e me mandaram ir na empresa que ficava ali perto fazer o teste e por graça de Deus eu passei, olha que eu já havia tentando em tantas empresas e agora eu consegui, que já tinha minha oportunidade e passei a trabalhar ali das 9hs da manhã até as 18hs. Vou contar mais sobre isto no próximo capitulo.

Minha pre adolecencia e adolecencia em itapevi

 


Para mim fica um pouco dificil de falar desta pré adolecencia, pois quando chegamos aqui neste lugar era muita mata não que eu não gosto de arvore e sim brigo por elas, mas faltava tudo para uma vida digna um monte de criança, sem nada para uma vida comum tudo ficou para traz.

Chegamos aqui no dia 22 de junho de 1982, neste dia estava sol apesar de ser inverno estavamos em férias escolares, não me lembro direito como acordamos para se preparar para vir para ca, mas me lembro que durante o dia meus pais e até os vizinhos se mobilizavam para levar as coisas para os caminhões sim foram dois caminhões que conseguiram para trazer as coisas, um de construção e o outro de um senhor que fabricava moveis e muitas das coisas acabaram doando, porque não coube para trazer e nós viemos no próprio caminhão, enquanto estavamos separando as coisas eu acabei machucando meu pé em um prego e passei a ter dificuldades para andar. Ao chegarmos aqui não tinha pessoas para nos ajudar e amigos e vizinhos como em SP,  mas antes de chegarmos em nossa rua por graça de Deus conhecemos o irmão João do Monte e nos ajudou, pois o caminhão quebrou um bairro antes na subida para a nossa rua, aqui as ruas eram todas de terra, e tivemos que esperar por um tempo em um barzinho destes de interior para depois seguir de viagem a pé, no qual eu tinha que ajudar a minha mãe a levar meus irmãos eram de colo, e os outros que tinha que dar a mão, por serem pequenos também mas que caminhavam. Chegamos em Itapevi com oito irmãos sendo dois bebes um de um ano e o outro de dois anos, e com outras crianças de quatro a dez anos e eu e meu irmão mais velhos ele com 13 e eu com onze. 

Agora chegando a minha luta de adolescencia começa, no qual eu sempre gostei de ajudar a minha mãe, mas nosso trabalho já estava amenizado a gente já tinha como já contei antes as coisas dignas no barraco (casa de madeira) na cidade de SP, já aqui o barraco era de dois comodos sem piso e sem agua, luz, e nada, por sorte que pelo menos a mina de agua, embora derivada de  um corrego era no fundo do quintal, e neste lugar que passei mais de sete anos de minha vida. Quando chegamos eu fiquei em casa com minha mãe e as crianças a minha mãe do nada ficou muito doente e com muita dor de cabeça forte, não tinhamos alimentos, fiz o que foi necessário para ajudar naquela noite, no outro dia fui para a mina lavar louça e ajudar no que foi necessário.

Logo conhecemos um pastor que nos direcionou a igreja dele ele como nossos pais também tinha muitos filhos acho que uns doze, e ele nos ajudava no pouco que podia, eu na outra semana fui para a escola que ficava em outro bairro e comecei a estudar lá o que eu achei melhor da escola que era uma escolhinha do interior e que as pessoas não faziam tanto bule é claro que tinha alguns meninos violentos que as vezes queriam bater nos meus irmãos, mas tinha uns que eram muito legais que os defendiam e até os ajudavam, mas infelizmente meus irmãos não quiseram mais estudar, é claro porque não tinham condições de comprar material eles até arrumaram algum trabalho foram vender no trem como as pessoas iam, mais aqui era tudo mais perigoso que em SP, foram muitos livramentos que Deus deu para eles, porque era muito dificil, as vezes até os critico, mas vejo que da um sentimento de tristeza quando se olha para traz, lugar insalubre sem oportunidades, porque dizem que na periferia não tem oportunidade, é claro que agora mudou muito lá, mas naquela época tinha muita tinha um mercado perto para fazer bico, tinha onibus perto para se ir para a cidade e aqui estavamos ilhados o unico meio de transporte era o trem e além do mais muito perigoso e longe de se tomar. 

Agora falando de mim a minha vida era levantar bem cedo, levar meu irmão na escola descer para a mina para lavar louças, pegar lenha fazer café ou chá no fogão de lenha para meus irmãos, detalhe muitas vezes acabavamos ficando praticamente o dia inteiro sem comer, muitas vezes meus irmãos saiam para a rua que faziam amizades com pessoas do lugar e quando chegavam em casa não tinha o que comer, porque as vezes eu fazia um pouco de coisa e dava para as crianças comerem em uma bacia todo mundo junto se eles tivessem junto comia se não ficava sem as vezes uma farinha misturada com feijão, uma sopa de broto de feijão, um fuba com folhas de mato tipo serraia, estas coisas agora chamamos de panc, comentamos como plantas boas, mas na nossa época era o unico alimento e se achassemos, as vezes comiamos, só chuchu, ou então quando tinha abóbora, mandioca, caxixi, entre outros alimentos que com o tempo meus pais plantavam aos poucos até chegar, o feijão e milho, teve uma época que minha mãe plantou tanta verdura que eu colhia uma verdura chamada almeirão que era tanto que eu cheguei a me chamar de menina do dedo verde, mas quando a terra resolvia secar e não dar nada não tinhamos nada para comer. Mas isto que estou falando foram no decorrer dos anos que se seguiam que meu pai, dividia seu tempo em procurar bicos para fazer, pois não conseguia emprego e em explorar a terra para plantar, ele ia abrindo a terra, e ao mesmo tempo plantando e eu ajudava a colher madeiras para fazer de lenha no fogão, tinha tempo que meus pais desistiram do fogão de lenha e desmancharam, mas o gaz sempre acabava eu eu mesmo implovisava no quintal e quando minha mãe chegava dos trabalhos eu já tinha dado um jeito e preparado algo para as crianças comerem, mas as vezes não tinha nada e ela doente não tinha como ganhar e meu pai sem encontrar bico, chegamos até a pedir nas igrejas, mas infelizmente nos negavam, porque diziam que a dispensa estava fazia, mas muitas vezes estavam eram muitas familias para cuidar e poucos que levavam na campanha do quilo. Todo este sofrimento foi passado por uns sete anos, para se cumprir a palavra que se mudassemos para aquela cidade, seriam sete anos de fome.

Mas de volta ao primeiro ano que chegamos, chegamos em uma época de inverno que logo ficou rigoroso, porque aqui era tudo mato, e iamos para a escola com muito medo, porque aqui tinha uma ventania terrivel que parecia que os fios iam voar nos posts, e eu terminei aquele ano a quarta série até que foi bem que o estudo era um pouco atrasado para SP, mas quando fui fazer a quinta série com doze anos, meus pais me colocaram para trabalhar em casa de familia a principio na dona Sakiba mãe da Valmir que eu no começo não queria ir por medo, mas depois acabei gostando muito delas, eu ia somente nos fins de semana para lavar louça, o primeiro dia minha mãe ensinou o andamento da casa depois eu me acostumei. O povo antigo tinha mania de fazer faxina no sabado e lavar todos os aluminios e dar brilho e depois ir mantendo na semana e eu fui para lá para fazer isto para lavar todas as panelas, mas depois fui aprendendo o desenvolvimento da casa e fazia outras coisas também como limpar a casa. Com o tempo fui caindo nas graças delas no qual me pediam para ajudar a preparar a ceia de natal também entre outros trabalhos, foi estas pessoas que por muitos anos me ajudou a se vestir, pois me doava sempre roupas, eu fui para lá o primeiro dia na sua casa minha mãe me levou a casa dela ficava nas perdizes em SP, e tinha que pegar o trem descer na barra funda e ir até a casa dela, nesta casa eu fiquei trabalhando até os meus 17 anos sempre neste periodo de fim de semana e por algum tempo na semana também. Na semana eu fazia vendas de produtos de catalago e também as vezes trabalhava em outras casas, também quando não tinha lugar para trabalhar ficava em casa cuidando de meus irmãos para minha mãe trabalhar que ela também fazia bicos. Em casa as vezes ela costurava, e fazia bolos, mas era mais pra nós quando ela conseguia algum dinheiro com seus bicos, ai iamos em Osasco em um culto da Deus amor pela manhã onde ela me levava para cantar lá e depois iamos nas lojas de tecidos comprar tecidos para ela fazer algum vestido ela gostava muito de tecidos com flores, ou o antigo chitão que o povo falava. Nesta de eu cantar ja falei aqui no blog, chegaram a me convidar para gravar mais ela não deixou, eu nunca me importei muito com isto, ficava com tudo guardado dentro de mim, como estava falando de minha pré adolecencia eu acabei seguindo e já escrevendo sobre a adolencencia, pois a vida passou muito rápido e cheio de problemas, um dos problemas que eu passei que foi muito ruim que hoje eu tenho raiva de ver pessoas postando videos lavando cabelo com sabão de solda ou detergente para fazer conteudo, gente eu antes de começar a trabalhar na Valmir eu não tinha shampoo nem eu nem minha irmã e tinhamos que lavar nossos cabelos quando tinha sabão em pedra ou então só molhar com agua, a sorte como já disse que o pessoal não fazia tanto bule na escola, porque sim iamos sebosos para a escola sem tomar um banho direito, porque não tinhamos chuveiro nem banheiro, as vezes nos lavavamos na bacia dentro de casa,  e quando eu ia para a Valmir la tomava um banho descente com Shampoo que eu já comecei a comprar e sabonetes ela mesmo me dava. Embora não tinha muito bolee na escola mas as vezes as amigas jogavam sim umas piadas falando de quem ganhava sabonetes e shampo de presente era porque estavam nos mandando tomar banho, mas eu acho que ja estava tão calejada com as coisas que eu já nem ouvia, o tempo foi passando e eu passei a trabalhar em outras casas junto como já dito e um dia, mesmo eu fazendo tudo isto eu já com quatorze anos, embora eu trabalhando meus pais as vezes fazendo bicos porque emprego ninguém conseguia, a gente ainda estava na miseria o que ganhava era muito pouco dava graças a Deus quando a dna Sakiba dava um saco de pão no sabado duro, que levava pra casa e na semana tomava café com as crianças esquentando na frigieira no óleo, lembro um dia que foi terrivel, meu irmão Samuel (in memorian) já era tarde e ele chorava por comida e não tinha o que dar meu pai tinha saido e chegou e começou a me dar bronca, por não ter feito nada, mas eu não tinha o que fazer e ele trouxe um leite naquele tempo se vendiam leite por saquinho eu fiz um mingau de fuba e fui dar para ele e na hora ele chorando muito eu esfriando o mingal e peguei ele no colo ele enfiou a mão dentro do mingal e queimou os dedos pensa na dor da criança com fome e com dedos queimado. 
Uma coisa eu dou graças a Deus que com todo este sofrimento nunca nossa casa de madeira pegou fogo, e também nunca estourou nenhuma panela de pressão em minhas mãos nem de ninguém em casa, as panelas de pressão, por exemplo, as vezes não queria pegar e eu costurava a borracha conforme minha mãe ensinava porque elas ficavam froxas e colocava pedaços de papeis para segurar e fazia a comida forçando elas até pegar a pressão. Muitas vezes a minha mãe estava trabalhando ou na roça e eu estava sozinha em casa com as crianças e Deus nos guardava. Mas voltando ao dia fatidico, quando minha mãe foi lavar roupa na mina e ela ouviu as mulheres que também lavavam roupas lá junto falando que ela tinha uma moça grande em casa e vivia na miseria e não punha para trabalhar, gente isto pensando hoje em dia em preno século XX é revoltante, como se eu já arriscava há tres anos minha vida indo pegar condução sozinha e trabalhar em casa de familia, e olha eu nunca contei para minha mãe mas muitas vezes eu era acediada na rua, exemplo disto uma vez indo para a escola de datilografia porque eu não era uma pessoa parada, eu era ativa na igreja, ia para a escola e não faltava ia em reunião de cursos que inventavam para adolescente com meus irmãos e pessoas de bairro uns tal de guarda mirim, fazia datilografia e eu pagava com o pouco que ganhava em casa de familia, comecei desde oito anos de idade já quando estava em SP, a lavar louça nas casas de familia em troca de ganhar sapatos, e roupas, e até brinquedos, as pessoas pediam para minha mãe para mim lavar aluminios deles que eu era uma exima lavadora de aluminio já com oito anos de idade, minha mãe ensinava a lavar aluminio que tinha que virar espelho. E as pessoas falar isto, a minha mãe poderia ter calma e não ter ouvido as falas das pessoas e manter eu no ritimo que estava afinal eu estava cursando datilografia logo poderia conseguir um trabalho de datilografa em algum lugar que depois no futuro cheguei a conseguir, mas não ela no impulso me levou a procurar serviço no outro dia de madrugada, e por falar em madrugada uma coisa que eu gostava de fazer hoje não guento era levantar de madrugada eu achava interessante pegar o trem de madrugada, nem pensava o quanto era perigoso, achava que era muito responsavel, mas voltando a minha mãe me levou na Lapa e lá pegamos o jornal o amarelinho gratuito e fomos ver emprego e logo vi uma vaga precisa se de menores até 15 anos para distribuir panfletos, gente isto foi a maior farça de trabalho que faziam antigamente. Minha mãe me levou até o local no alto da Lapa e lá passei a trabalhar no outro dia onde fui com um amigo de meu irmão e com meu irmão Moises, e as 11hs horas o dia estava chuvoso e depois ficou sol, nós voltariamos para casa, e na hora que o motorista foi fazer a curva correndo a perua abril a porta e eu cai para fora, e bati a cabeça na guia, calsando uma lesão onde fui parar no hospital, ali perdi muito sangue que saia pela boca e ouvido, ainda bem que saiu que se tivesse ficado dentro teria morrido. 

Continua no próximo capitulo.

Minha infância – memórias de luta, fé e sobrevivência

Minha infância – memórias de luta, fé e sobrevivência

 “Em cada capítulo deste blog compartilho relatos de uma infância marcada pela simplicidade, pelo trabalho precoce, pela fé e pela luta diária para sobreviver em meio às dificuldades — onde cada degrau representava resistência e esperança.”


No Jardim Vista Alegre passamos a morar, como dito no capítulo anterior, no primeiro dia embaixo de uma cabana. Depois, os irmãos da igreja da qual participávamos, no Elisa Maria — Assembleia de Deus Ministério do Belém, dirigida pelo Pastor Lourival —, entre eles o irmão Sebastião e outros, foram ajudar meu pai a construir o barraco.

Esse barraco tinha dois cômodos e, no fundo do quintal, havia um banheiro fora de casa. Para chegar até ele, subíamos alguns degraus de uma escada de terra. Lá ficava o banheiro, com a fossa: um assoalho de madeira com um buraco no meio.

Não tínhamos chuveiro nem água encanada. A água buscávamos em uma mina, perto de um córrego. Nesse meio tempo, meu pai cavava um poço para termos água em casa, e minha mãe colocava grandes tambores e uma banheira que havíamos ganhado, onde, em época de chuva, armazenava água. Essa água era usada para lavar louça, roupa e para o banheiro. Para beber, buscávamos água no poço de uma vizinha próxima.

Em época de calor, às vezes minha mãe não estava bem, pois tinha uma ferida no pé. Nessas ocasiões, ela pagava um jovem para buscar água e encher essas vasilhas. Quando estava melhor, ela mesma ia até a bica e ficava quase o dia todo lavando roupas. As louças, quando traziam água, muitas vezes eu mesma já lavava em casa.

Com o tempo, minha mãe foi melhorando e logo começou a trabalhar fora. Meu pai também finalizou o poço, e logo já tínhamos água e luz elétrica. No início, usávamos vela e lamparina. Depois, minha mãe conseguiu puxar energia de um poste que ficava na casa da vizinha de cima, que emprestava luz para todos os barracos e para as casas da rua de baixo. Naquele tempo, a Light não cobrava energia tão caro quanto hoje. Mais tarde, quando a energia chegou oficialmente à rua de baixo, cada pessoa colocou seu próprio poste.

Minha infancia na escola

Comecei a estudar logo que chegamos, no pré. Íamos de shorts vermelho, saia e camisa branca, meia branca e conga vermelho. Na escola, sentávamos em bancos cor de abóbora e rabiscávamos mesas da mesma cor. A escola era legal, tinha muitas brincadeiras, mas eu não queria ficar lá. Chorava demais e queria ir embora, seja com minha mãe, meu pai ou com alguma pessoa que eles pediam para me levar à escola. Isso foi nos primeiros anos.

Quando eu estava com oito anos, já ia sozinha para a escola, para o mercado, padaria, açougue e outros lugares que minha mãe pedia. No primeiro ano, tive um professor cujo nome não lembro. No segundo ano, passei a faltar muito, pois minha mãe estava muito doente. Ela estava grávida e com problemas de alergias e outras coisas que nem ela entendia, que não a deixavam sair da cama.

Eu, com apenas oito anos, tinha que ajudar a cuidar da casa, da comida e dos meus irmãos. Muitas vezes não conseguia ir à escola. Deus preparou algumas pessoas que começaram a nos ajudar, mas infelizmente foi um pouco tarde, pois acabei repetindo de ano. Outro fator que contribuiu foi que a professora saiu de licença, e quando eu ia à escola havia muita troca de professores. Lembro de um episódio em que uma professora, em vez de dar aula, ficava passeando de um lado para o outro.

Já naquela época sofríamos muito bullying, eu e meus irmãos. Cheguei até a ser apedrejada. Em um desses episódios, um garoto começou a me xingar e me ameaçar de bater. Eu disse:
— “Por que você não fala isso na frente da professora?”

Quando a professora chegou, ele distorceu o que eu tinha falado, e a classe o defendeu, a ponto de a professora me bater. Fui para casa e contei à minha mãe. Quando ela melhorou, foi à escola falar com a professora, que negou tudo. No fim, acabei repetindo aquele ano.

No ano seguinte, tive uma nova professora muito boa, chamada Salete. Às vezes ela tinha uma Brasília e queria me levar para casa. Eu tinha vergonha de dizer que morava em um barraco e pedia para ela parar em uma casa abaixo da minha rua. Como é curioso: desde criança já carregamos nossas vergonhas.

Nesse novo ano, passei para o terceiro e depois para o quarto ano. Ainda sofria perseguições, mas já tinha algumas amigas, como a Luciana e a Rogéria — uma moça de 15 anos que já tinha namorado, algo comum naquele tempo. Pessoas mais velhas estudavam junto com crianças, pois muitos começavam a estudar tarde, depois dos nove ou dez anos. Isso era difícil, porque muitos “marmanjos” praticavam bullying com os menores, especialmente por ser uma escola da favela.

Lembro de um episódio em que várias pessoas saíram me perseguindo pela rua e me apedrejando. Dou graças a Deus porque nenhuma pedra me acertou. Muitas vezes eu chegava atrasada à escola e ficava perambulando pela rua para não entrar até a hora de ir embora. Às vezes ia para a casa de uma menina chamada Luciana ou de outra chamada Cláudia, lá nas pedreiras. Um dia, Cláudia me levou até lá para conhecer. Vejo nisso a mão de Deus me dando livramentos.

Certa vez, minha mãe me viu quando eu estava indo para o caminhão do mercado Cobal — veículos que eram colocados em pontos estratégicos para vender alimentos mais baratos às comunidades carentes. Ela me levou para casa, e meu pai me bateu. Eu nunca contei a eles que fugia da escola por causa do bullying. Na época, nem existia esse nome; só sabíamos que apanhávamos.

Lembro de um dia em que estava chovendo e jogaram meu irmão Moisés, com roupa branca, no meio da lama e bateram muito nele. Se não fosse a mão de Deus, ele poderia ter morrido.

Depois disso, uma família mudou para uma casa em frente à nossa, com várias meninas e um jovem mais velho. Esse jovem passou a cuidar de nós, levando e trazendo da escola a pedido da minha mãe. Com isso, conseguimos estudar melhor, pois ele era mais velho e os outros tinham medo.



Minha infância em casa: a convivência com meus pais e meus irmãos

A minha infância em casa, apesar de termos que ajudar nossos pais, para mim não era pesada, pois meus pais não eram ignorantes no quesito de nos fazer trabalhar à base de pancadas. Não éramos espancados, e sim cuidados.

Na época, levantávamos sempre muito cedo e íamos para a escola. Às vezes, meus irmãos iam trabalhar de carrinho de rolimã na feira; eles mesmos criavam seus carrinhos. Meus irmãos eram muito inteligentes. Depois, quando estávamos em casa, ajudávamos na limpeza e no cuidado com os irmãos menores. Eu era a que mais cuidava de lavar a louça, por exemplo.

Sempre fazíamos as coisas cedo para depois brincarmos, mas às vezes a gente vacilava. Esquecíamos os pequenos dormindo, e algumas vezes eles caíam da cama; ainda bem que o chão era de terra batida. Depois meu pai cimentou, e aí o cuidado teve que ser redobrado.

Às vezes ficávamos brincando e esquecíamos de cuidar da casa, e quando víamos que nossa mãe estava para chegar, corríamos para fazer o serviço. Mas nem sempre dava tempo, e acabávamos fazendo pela metade. Ela às vezes ficava um pouco brava, como em uma vez em que tentei agradá-la colocando flores nos seus bules, e ela acabou quebrando sem querer porque estava nervosa. (Eu sempre tentei comprar louças assim para dar para ela, mas nunca mais consegui.)

Nesse dia, eu mascarei o serviço colocando cobertas sem dobrar sobre as camas, e isso a deixou chateada. Mas, no geral, eu ligava o rádio em programas evangélicos e limpava toda a casa.

Na medida em que fui crescendo, fui melhorando. Era muito sofrimento para ela, que às vezes estava muito doente ou com a ferida aberta no pé. Quantas vezes, para não deixar de lavar roupa, ela colocava uma bacia sobre uma cadeira, sentava em outra, apoiava o pé em uma terceira à frente, e assim lavava a roupa à mão. Nós pegávamos água para ela, eu enxaguava e colocava no varal.

Tinha vezes em que usávamos uma banheira grande (daquelas de casa). Na época, meus pais ganhavam muitas coisas para construção, mas infelizmente acabaram dando depois que nos mudamos. Usávamos essa banheira para enxaguar roupas e colocar no varal. Às vezes também usávamos para brincar; meus pais deixavam. Teve vezes em que brincávamos nela até debaixo da chuva, com a água caindo da calha.

Enfim, quase sempre meu pai levava irmãos da igreja e amigos em casa, e um deles nos deu uma pia de lavar louça de pedra de mármore, daquelas com pedrinhas aparentes, não pintadas, eram pedras mesmo. Minha mãe, quando estava bem, sempre a deixava muito branquinha. Isso facilitou para nós lavarmos a louça, a princípio com a mangueira do poço, porque o poço já tinha dado água.

Meus irmãos, principalmente o Moisés, sempre puxavam água do poço. Deus o guardava de muitos acidentes, inclusive uma vez em que o sarrafo (madeira usada para colocar a corda no poço e puxar a água) voltou e não bateu na cabeça dele.

Com o tempo, meus pais colocaram bomba no poço e, logo depois, veio também a água da rua. Passamos a ter torneira em casa, e eu lavava a louça na pia com a torneira.

Às vezes minha mãe ia trabalhar e meu pai ia para a igreja, e quando eles não traziam mistura, eu pegava chuchu do pé que eles sempre plantavam, preparava a comida, dava banho nas crianças, dava comida e colocava todos para dormir.

Mas, quando era para eu dormir, só dormia quando minha mãe chegava. Meu pai às vezes falava:
Vai dormir, menina.

Eu ficava acordada, às vezes chorando, porque minha mãe demorava. Eu era a mais velha e também a mais chorona.

Não coloquei aqui, mas quando eu era menor vivia sonhando com minha mãe morrendo com uma escova, como se a escova se tornasse algo que entrasse na garganta dela e ela morresse. Mal sabia eu que isso era um sinal de que ela morreria com um tubo na garganta, pois ela faleceu entubada em 2019.

Acredito que era um sonho de aviso, mas nunca contei esses sonhos para minha mãe. Creio que isso explique também por que eu chorava tanto quando ela saía e demorava, principalmente à noite, época em que ela trabalhava no período noturno.



Minha infância na igreja

Minha infância na igreja era diferente da escola. Meus pais frequentavam igrejas pentecostais, ainda não eram batizados. Eu quase não sabia louvores de cor, apenas alguns corinhos, mas adorava pedir para cantar. Uma vez, vi uma folha de um louvor caída no chão da harpa, com partitura. Eu sabia ler a letra, mas não o tom, então inventei um e cantei.

Meu pai passou vergonha certa vez. Como minha mãe estava doente, eu não conseguia pentear o cabelo, enchi-o de grampos e fui para a igreja. O Pastor Lourival me chamou para cantar, colocou uma cadeira para eu alcançar o púlpito. Quando chegamos em casa, meu pai ficou bravo e disse:
— “Essa menina só me faz passar vergonha.”

Hoje não quero julgá-lo. Ele já dorme no Senhor (in memoriam). Era o jeito deles.

Cresci indo atrás dos meus pais nas igrejas. Uma vez, minha mãe me levou com meu irmão à Igreja Brasil Para Cristo, na Pompeia, do Missionário Manoel de Mello. Ele era muito humilde, nos colocou no palco, fez perguntas sobre nossa vida, sobre meu irmão que vendia sorvete, sobre meu pai, e sobre mim, que gostava de cantar. Nos deu vários livros da igreja. Foi um dos melhores dias da nossa vida.

Na casa da minha avó também havia uma pequena igreja no quintal, com cultos aos sábados. Eu louvava a Deus lá também, inclusive o Salmo 100, que minha avó gostava muito.


Vizinhos e convivência

Tínhamos vizinhos muito bons, como Dona Cida e Dona Maria (ambas já falecidas), Dona Graça, mãe da Sônia e da Cíntia, que está viva até hoje. Meu irmão Moisés orou por ela quando estava doente, e ela foi curada.

Mas também havia vizinhos difíceis. Uma senhora nos aterrorizava, jogava pedras no barraco, envenenava nossos animais e nos xingava muito. Ela acabou falecendo. Um menino que me odiava e me xingava muito mais tarde foi nos visitar para pedir perdão.


As comidas da minha infância

Minha mãe fazia muitas comidas. Nos aniversários, preparava bolos enormes, tortas de banana, balas e balas de coco. Para o dia a dia, arroz, feijão, linguiça, peixe, frango. Fazia massa de tomate, leite de soja, bolachas de trigo abertas com garrafa de vidro.

Uma vez, meus pais ganharam um porco do meu avô. Minha mãe fez tanto torresmo que comíamos toda hora. Também fazia cocada, geladinhos e outras coisas para vender.


Essas são algumas lembranças da minha infância — algumas tristes, outras alegres. Aos onze anos, em 22 de junho de 1982, nos mudamos para Itapevi. O bairro inteiro se despediu de nós. Minha mãe ficou sentada enquanto as pessoas se despediam, e meu pai colocava as coisas no caminhão. Foram dois caminhões. Muitas coisas tivemos que doar ou acabaram quebrando.

Aqui finalizo esta parte. Nos próximos capítulos contarei sobre a pré-adolescência e como foi morar em Itapevi.

Lembranças de minha infancia parte 2



Hoje comecei a pensar e a lembrar de minha infancia novamente e voltei aqui para registrar, entre as lembranças lembrei acho que ja contei aqui de meu pai que sofreu um acidente, onde ele foi atropelado por uma perua no qual bateu nele e jogou ele por cima dela ele andava de bicicleta, e por misericórdia de Deus ele apenas quebrou uma perna, eu lembro que eu ficava entrando em casa e correndo com meus irmãos brincando no quintal e as pessoas vindo visitar meu pai inclusive meu avô, depois logo ele se recuperou e voltou a trabalhar. Lembro de um episódio de meu irmão que vivia correndo atras de ir com meu pai em alguns lugares, e um dia destes ele pisou no meio do mato em um vidro e cordou o pé e foi aquela correria jogaram pó de café no pé dele para estancar com este procedimento o sangue, ele também ficou alguns dias para poder se recuperar. Lembrei que uma vez nossa familia estava indo para a igreja e tinha uma moça que era filha da amiga de minha mãe não entendo porque até hoje tinha um monte de gente batendo nela e depois ela desmaiou e a levaram para a casa dela, e eu perguntei para minha mãe e ela não me explicou o que era, mas eu pude entender depois que a moça estava embriagada e as pessoas estavam batendo nela, afinal na época  eu era uma criança, mas isto é um aprendizado de entender a quanto tempo existe violencia no mundo contra as pessoas principalmente crianças e mulheres, mas enfim deixa este assunto para lá, vou contar que eu lembrei que tinha a casa de uma outra amiga de minha mãe que se chamava Benedita ela tinha trez filhos, sendo a Hosana, o Ezequiel  o caçula e o Marcos o mais velho, e esta familia a minha mãe de vez em quando deixava eu lá na casa deles e tinha dois comodos e um quintal no fundo e eu sempre ficava brincando no fundo do quintal, tinha o pai deles que já tinha um pouco de idade na época e ele gostava de ficar lavando um monte de panelas, quando não ia para a cidade para vender coisas como canetas, tabuadas, entre outras coisas que era costume da época camelos vender. Ele depois ficou morando por muito tempo na rua eu já adulta e jovem o via as vezes na rua direita em São Paulo quando eu casei o Marcos veio no meu casamento depois ele desapareceu, (assim perdemos o contato) a menina e o outro menino e sua mãe também nunca mais vimos a mãe deles veio em nossa casa a uns quarenta anos atras e também perdemos o contato. O pai deles eu o vi a mais de trinta anos vendendo coisas na rua Direita em São Paulo, já na época de meu casamento seu filho disse que ele tinha se tornado andarilho e depois veio a falecer.

Voltando a históira deste lugar fomos morar no Elisa Maria, lá me lembro que era um lugar sem rua no pedaço que moravamos era um terreno que tinha muita gente morando junto assim: Tinha o nosso barraco (casa de madeira) na frente a da dona Maria mãe do Moises, na parte de baixo tinha uma mulher que acho que se chamava Isabel e tinha um monte de outros barracos, até chegar a um lugar plano que a gente seguia um pouco até chegar o asfalto e na parte de cima de nossa casa era a mesma coisa tinhamos que subir passar por um barranco e lá tinha um lugar plano e depois de andar um tanto descia por uma rua e saia no asfalto do outro lado. No lado direito a gente seguia em frente e saia em um lugar que tinha uma loginha de docê detalhe eu uma criança com cinco anos ia neste lugar para comprar docês sozinha, minha mãe tinha o costume de fazer docê, mas mesmo assim eu gostava de ir comprar alguns, imagina hoje uma criança de cinco anos ir em venda o que acontece, mas enfim os doces que eu mais gostava era suspiro e maria mole, ja desde pequena eu ajudava a minha mãe lavar louça a gente não tinha pia lavava louça na mesa de madeira que meu pai fez (meu pai tinha a arte da madeira com cerrote e madeira ele criava várias coisas, e minha mãe dos doces ),para lavar louça a gente colocava agua em duas bacias no qual ensaboava em uma e enxaguava em outra. A gente não tinha agua em casa a gente buscava em minas bem longe, e também as vezes em riacho, lembro que uma vez eu fui com meu irmão buscar agua em um riacho e estava muito calor e a gente estava voltando e lá tinha uns cavalos e a gente ficou com medo e ficamos aguardando os cavalos passar para ir para casa, também lembrei que neste lugar tinha muita briga das mulheres e era um tal de quebrarem o barraco de uma das outras e também de baterem até quando se juntavam acho que era reunião de bairro não sei direito afinal eu era criança só sei que em uma dessas quase mataram meu irmão. Eu achava que era até por isto que mudamos para o Vista Alegre, mas minha mãe contou depois que era as maquinas da prefeitura que estava passando atras da nossa casa e fazendo reinvidicação de posse porque lá era area verde, mas lá não era muito seguro, meu pai um dia foi para a feira e roubaram todo o salário dele, meu irmão tinha um brinquedo que na época era muito valioso e entraram no quintal a noite nós estavamos acordado esperando meu pai chegar da igreja e roubaram e só Deus para nos guardar que o nosso banheiro era do lado de fora, (fui ter banheiro dentro de casa quando casei, era uma pratica antiga). Ainda com cinco anos comecei a estudar, mas fiquei poucos dias nesta escola, porque mudamos era o pré escola, mas eu tinha muito medo de ficar na escola e chorava muito, para falar a verdade só fui parar de chorar na escola com uns nove a dez anos, depois falo mais sobre isto.  Enfim lembro que ainda naquele ano meu avo acabou ficando muito doente e minhas tias me levaram para o ver no hospital não me lembro o motivo junto com meu pai, mas eu vomitei tanto no onibus que tiveram de voltar do meio do caminho e não conseguiram chegar no hospital e ele acabou falecendo sem nós vermos. Por falar em avo as vezes meu avo ia na nossa casa e levava coquinhos que ele vendia eu acho eu gostava muito e minha avó as vezes ia e ficava olhando no quintal principalmente no verão a gente correr atraz de vagalumes a noite.  Mas uma das lembranças a minha mãe costumava a lavar a roupa mas as amigas dela e um lugar longe e era muito ruim para chegar até lá sei que tinha um tipo de um corrego que eu tinha medo de cair dentro e neste meio tempo meu pai até que estava cavando um poço, mas não deu agua, o vizinho seu José marido da dona Maria ajudava o meu pai e as vezes a gente ia no barraco deles brincar com os meninos eu lembro mais do Moises que era um moço já grande e ele tinha uma vez ganhado um brinquedo de pista de corrida que a gente ia as vezes brincar lá, as vezes iamos para uma igreja que tinha na avenida esta igreja chamava presbiteriana não sei se ainda tem no local, pois me lembro que uma época contaram que caiu um caminhão dentro dela, enfim la era uma grande avenida subindo que dava para o penteado, e sempre acontecia acidentes, lá também as vezes a gente via coisas estranhas, como acho que era época de carnaval que tinha uns homens que andavam na rua com perna de pau. 

Depois disto nós mudamos para o Vista Alegre, no dia que foi para ver o bairro eu fui com minha mãe de a pé, e eu lembro que tinha uma senhora cortando umas batatas sentada na porta do barraco dela e eu fiquei imaginando que ela estava mostrando a faca para nós (olha a imaginação fertil da criança). No Elisa Maria eu tinha entrado na escola no pré, mas fiquei pouco tempo, pois já iamos mudar para o outro bairro - Voltando a mudança (quando mudamos do Parque Belem para o Elisa Maria a minha mãe deixou a gente dormindo na casa da vizinha porque mudamos a noite lembro que um dia ela contou que até roubaram alguns cobertores da gente) Enfim quando mudamos para o Vista Alegre meus pais optaram nos levar juntos e também mudamos a noite, detalhe o barraco (casa de madeira) não tinha sido feito então a gente mudou e meu pai colocou uma grande lona daquelas de fazer tendas e foi onde passamos a noite em baixo, no dia seguinte foram varios irmãos da igreja que pertenciamos e ajudou o meu pai a construir o barraco no qual fizeram um grande comodo de telha parecendo um galpão de fabrica mais não tão grande quanto no qual tinha duas portas e duas janelas e como sempre o banheiro no fundo do quintal, o do Elisa Maria era quase igual dividido com cortinas, e este minha mãe fez um meio de fazer a divisão com os moveis fazendo com que a parte de traz de um movel se juntasse a parte de traz do outro e assim se tornava comodos separados e ela transformou este espaço em quatro comodos, com o tempo meus pais fizeram uma area grande na frente que a principio fizeram de fogão a lenha mais quando ganhamos a nossa primeira pia ela foi instalada no lugar do fogão a lenha, no fundo continuou o banheiro e fizeram mais um comodo que era uma sala e cozinha junto, com o tempo meu pai mudou o banheiro para a frente de casa neste meio tempo já tinha agua de rua. -  Enfim agora vou voltar a falar de episódios que lembro de minha infancia, enfim, quando mudamos para o Vista Alegre não tinhamos agua de rua também como no Elisa Maria, então meu pai passou também a cavar um poço, no qual a minha mãe também tinha que buscar agua na mina e rio para cuidar da casa, mas lavar roupa ela lavava la as vezes eu ia com ela, e lá era um lugar bem melhor que todos que moramos, mesmo que tinha a mesma dificuldade em quesito de agua e luz, mas tinha tudo por perto, mercado padaria, escolas, igreja embora meu pai gostava de ir na do outro bairro, mas iamos nas de perto de casa também, moravamos na beira da rua, mesmo que era de barro, mas em menos de cinco minutos estavamos no asfalto tinha onibus a toda a hora, e era muito facil para meu pai ir para o trabalho de bicicleta. Meu pai me levava as vezes de bicicleta para a escola (ele sempre costumava me levar para varios lugares de bicicleta quando bebe, minha mãe contava que um dia ele acabou caindo comigo em uma poça de agua, mas nada que me machucasse).

Por hoje é só próximo capitulo vou contar lembranças episódios de minha infancia parte final. Continue acompanhando.

Um diário que virou história - por que decidi contar minha vida aqui

 

Nota da autora (2025):

Este texto foi escrito originalmente em dezembro de 2022. Hoje, no fim de 2025 (Data: 09/12/2022), retomo este projeto com mais maturidade, fé e clareza. Algumas coisas mudaram, outras continuam, e aos poucos vou atualizando minha caminhada nas próximas postagens.


Antes de iniciar a contar minha história, quero explicar o propósito inicial deste blog.

Ele nasceu como um diário pessoal, com a intenção de me orientar, organizar minha vida e registrar o que eu fazia todos os dias. A ideia era simples: escrever diariamente, contar o que vivi, registrar com fotos e alguns vídeos.

E assim comecei.



Escrevi do dia 1º até o dia 20 de janeiro de 2022. Tirei fotos, gravei vídeos, tentei manter uma rotina. Porém, no dia 21, escrevi apenas o título, salvei como rascunho e parei. Nos dias seguintes aconteceu o mesmo. Até o dia 28 de janeiro, quando eu havia iniciado o brechó e também comecei a anotar ganhos, movimentos e atividades — e novamente parei.

Cadernos de diário ficaram incompletos.
A caixa do brechó ficou parada.
As dicas de casa, os cuidados com as plantas, os projetos… tudo ficou sem sequência.

Mas isso não significa que minha vida parou.
Significa que eu parei de me organizar.

Houve dias turbulentos, verdadeiros furacões. Sempre me lembro de um hino que cantamos na igreja:

Quando esse furacão passar,
O que será que vai sobrar de mim?
Será que volto a sorrir, se volto a cantar?
O que será que vai ficar?”

Muitas vezes acordei pensando: “O ano acabou e tudo o que tentei fazer, não fiz.”
A Palavra de Deus diz: “O bem que quero fazer, não faço; mas o mal que não quero, esse faço.”
Isso não significa que fiz mal a alguém, mas que deixei de fazer o bem que eu queria fazer por mim mesma.

Ainda assim, uma coisa permaneceu firme: eu não me afastei do meu Deus.
Ele tem me sustentado até aqui.


Uma breve cronologia – janeiro de 2022

A partir do dia 21 de janeiro de 2022, minha rotina seguiu assim:

21 de janeiro – Fui ao ensaio das irmãs. Escrevi apenas o título e não concluí o texto.

22 de janeiro – Santa Ceia e um dia de grande tribulação. Chorei muito, mas também vivi o cuidado de Deus e da igreja. O pastor Fabiano pediu oração por mim, leu o Salmo 10, e desde então tenho visto o agir de Deus nessa área da minha vida.

23 de janeiro – Saí com meu esposo e filhos para Alumínio. À noite, fui ao culto com meu esposo e minha filha. Foi um dia simples, mas abençoado.

24 de janeiro – Iniciamos a montagem do brechó na garagem. Com a ajuda da minha cunhada Viviane e da minha filha Miriã, começamos esse trabalho. Vendemos R$14,00 naquele dia. Esse brechó havia começado antes, na casa da minha mãe, com roupas que ganhei de uma amiga da igreja, mas após os acontecimentos do dia 22, decidimos mudar o local. Tudo estava — e está — sob o controle de Deus.

25 de janeiro – Continuei organizando o brechó, fiz algumas vendas (cerca de R$15,00) e à noite fui ao culto.


26 de janeiro – Lavei roupas, cuidei das plantas, conversei com minha cunhada Neide e fui ao culto.

27 de janeiro – Ganhei um vaso lindo de flores da minha amiga Fabiana e um maço de couve da amiga Geralda. Trabalhei no brechó, vendi R$21,00 e fui ao culto.

28 de janeiro – Trabalhei no brechó, mas vendi apenas R$2,00. Esse foi o último registro que fiz na época, ainda assim sem desenvolver um texto completo.

A postagem do dia 20 de janeiro só foi publicada em 3 de fevereiro. Depois disso, o blog ficou parado. Continuei gravando alguns vídeos para o meu canal, fiz poucas postagens no blog de receitas, o marketing digital ficou irregular, e apenas o brechó continuou funcionando — ainda sem um blog próprio.

Só voltei a escrever em dezembro de 2022, quando resolvi iniciar este diário e contar a minha história. Comecei falando da minha infância, que separei por bairros onde morei em São Paulo. Falei de onde nasci e, depois, do bairro onde vivemos por cerca de seis meses — um lugar que marcou muito a minha mãe, principalmente pela convivência com pessoas muito amáveis.

Depois disso, novamente parei de escrever. Com a correria da vida, o projeto ficou interrompido por um tempo. Já no dia 16 de agosto de 2023, retomei o diário falando um pouco da minha infância no Jardim Vista Alegre e tentei, mais uma vez, dar continuidade a esses registros. Ainda assim, escrevi de forma irregular, em dias alternados e até com meses de intervalo.

Então, no dia 03 de janeiro de 2025, resolvi contar meu testemunho daquele ano e, a partir dali, assumir de vez este espaço como um testemunho de vida e de história. Desde então, venho tentando compartilhar aqui com meus leitores a minha trajetória completa, com testemunhos da minha família, perdas, dores e superações.

Este não é um drama, nem falta de compromisso. É o relato de uma pessoa comum, cheia de trabalhos e, às vezes, de tristezas. Há tristeza aqui, sim, mas também há alegrias. Porque, se Deus é por nós, quem será contra nós?

Ao longo desse caminho, além de registrar minha história, também venho desenvolvendo outros trabalhos aos poucos, dentro do tempo que me é possível, nesses últimos anos — que são curtos, sim.

Pois a Palavra de Deus diz que, se aqueles dias não fossem abreviados, nenhuma carne se salvaria. E é com essa consciência que seguimos lutando, vivendo e perseverando até a volta do Senhor Jesus Cristo.

E, acima de tudo, permanece algo essencial que preciso retomar com mais constância: a leitura da Bíblia, que é fundamento, direção e sustento em todas essas fases da minha vida.



Um novo formato, o mesmo propósito

Agora, retomando este projeto em 2025, entendi que não fazia mais sentido mantê-lo como um diário. O tempo passou, o ano terminou, e eu não consegui seguir daquela forma.

Por isso, decidi transformar este espaço em um blog de história e testemunho.

Tenho um problema de esquecimento, poucas fotos da minha vida, e escrever aqui será uma forma de guardar minha história. As fotos que eu encontrar, vou postar. As lembranças que surgirem, vou registrar.

Criarei uma página “Quem sou eu” no início do blog e, aos poucos, publicarei memórias da minha infância, da minha família, da minha fé, do meu trabalho e da minha caminhada na internet e no marketing digital — com dúvidas, perdas, tentativas e aprendizados.

Aqui não há histórias de riqueza ou sucesso rápido.
história real, fé, recomeços e superação.
E isso, para mim, é muito importante.


“E o SENHOR visitou a Sara, como tinha dito; e fez o SENHOR a Sara como tinha prometido.”
Gênesis 21:1

Este blog vem sendo escrito desde 2022. A partir de 2025, retomo este espaço com um novo olhar, revisando capítulos antigos e publicando novos textos para que você conheça, passo a passo, a minha história de vida.

Se você quiser começar por um dos capítulos mais marcantes da minha história familiar, recomendo a leitura de:  A história da minha mãe – um começo marcado por dor e resistência

 

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Cada espaço faz parte da minha história.

 

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Episódios da minha infância: memórias, livramentos e a mão de Deus

Vou contar aqui algumas lembranças que me aconteceram desde a minha infância. Vou iniciar por alguns episódios que minha mãe me contava e depois por aqueles dos quais eu mesma me lembro. Um deles, inclusive, eu estava contando recentemente para minha filha.
Esses episódios me fazem perceber que, em cada detalhe, Deus estava ali me guardando e cuidando de mim.

Este primeiro episódio minha mãe me contava com frequência. Era necessário que ela trabalhasse, e ela não tinha com quem me deixar. Nesse caso, ela me deixava no berço para ir trabalhar. Detalhe: ela trabalhava na cidade, e eu ficava sozinha no barraco, na Vila Penteado, em São Paulo.

Ela fazia isso porque não tinha ninguém que cuidasse de mim e do meu irmão, e também porque havia casas de família em que ela não podia levar duas crianças. Além disso, havia a dificuldade de se locomover com duas crianças no transporte público. Ela chegou a cogitar deixar meu irmão por um tempo com minha avó, mas não deu muito certo.

Por fim, ela me deixava no berço com uma mamadeira. Naquele tempo usavam-se fraldas de pano, e ela deixava bolachas comigo. Às vezes, segundo ela, algumas amigas iam até lá, me pegavam e me levavam para a casa delas. Outras vezes, infelizmente, quando minha mãe chegava, minhas bolachas estavam misturadas com fezes, e eu ainda estava no berço. Graças a Deus, eu ainda não me levantava, pois poderia cair e me machucar. Sei que ali o anjo do Senhor me guardava.

Eu escutava minha mãe contando suas lutas e acontecimentos. Nunca me vitimizei — como se fala hoje — apenas ouvia. Mas, depois de anos, fico pensando em quanto ela sofreu. Hoje, ela não está mais aqui para que eu possa agradecer por tudo o que fez, por seus sacrifícios e dores, assim como meu pai, que também lutou para que nunca nos faltasse comida nem um teto.

Hoje é um período próximo ao Natal, e faz vinte anos que perdi meu pai. Estou triste por tudo o que está acontecendo e pela falta dos meus pais, mas sigo aqui tentando escrever mais um pouco da minha história e da história da minha família.

Voltando aos episódios: minha mãe contava que, ao chegar em casa, corria para me dar banho, me alimentar direito e cuidar da casa antes que meu pai chegasse do trabalho. Às vezes, amigas a ajudavam — principalmente uma senhora chamada Dona Luzia, que morava perto. Mas isso não acontecia sempre.

Com o tempo, graças a Deus, minha mãe conseguiu uma patroa que cuidava de mim como se eu fosse filha. Ela dizia que essa mulher me trocava e deixava fraldas em qualquer lugar, até em cima da mesa, e saía comigo pendurada de lado, passeando, como se nada tivesse acontecido.

Depois de um tempo, já um pouco maior, lembro que minha mãe começou a me levar algumas vezes ao trabalho. Lembro de uma ocasião em que estavam reformando o porão de um prédio, e eu desci até lá. Por misericórdia de Deus, não me perdi. Voltamos tarde para casa, e lembro que passamos em frente a um local onde instalavam uma porta de aço. As faíscas refletiam na luz fraca da noite, pareciam uma luz roxa, e aquilo me deu medo. Curiosamente, por muitos anos, não gostei da cor roxa.

Mais tarde, minha mãe colocou uma moça para cuidar de mim e dos meus irmãos. Essa moça era muito ruim e judiava de mim. Fingindo brincar, jogava bolas pesadas em mim com força. Um dia, em vez de me ajudar no banheiro, pegou uma cinta e começou a me bater muito. Naquele dia, por Deus, minha mãe voltou do caminho do trabalho e a encontrou me agredindo. Ela ficou muito brava, mandou a moça embora e me levou pelo bairro. Lembro que Dona Luzia e seu filho ficaram indignados com o que havia acontecido.

Depois disso, minha mãe não colocou mais ninguém em casa. Dona Luzia passou a nos ajudar, diminuindo suas diárias para ficar mais conosco. Com o tempo, nasceram meus irmãos Moisés, Raquel e Elias. Minha mãe parou de trabalhar fora e passou a fazer doces para vender. Meu pai trabalhava como jardineiro e, depois, aceitou a Jesus. Isso trouxe mais paz ao nosso lar.

Passamos a frequentar mais a igreja Assembleia de Deus, ministério do Belém. Houve muitos livramentos: atravessando avenidas, acidentes evitados, curas, quedas, perigos. Em tudo, vejo hoje a mão de Deus.

Foram muitas dores, mas também muitas bênçãos. Se eu lembrar de mais episódios, trarei aqui.
Obrigada por ler até aqui.


🔗 Continue lendo sobre minha infância:


Minha infância na Vila Penteado  

Minha infância na Vila Penteado e  Elisa Maria 


Cada texto traz lembranças diferentes de um mesmo período da minha vida, escritas em momentos distintos, mas que se completam.








Superação e construção de uma nova história e de que e de quem tenho saudade

 



Depois de anos e tudo que passamos começamos olhar para traz e começamos a ver e tentar entender onde nos perdemos e porque nos perdemos e não só a perda do amor, sim isto é muito importante, mas não só isto, mas as perdas das vidas, as pessoas que se foram e sim é neste contesto que a gente foca e quando paramos para lembrar, mesmo a memória sendo um pouco curta, porque sim a minha memória esta ficando curta como a de todas as pessoas que assim como eu já esta passando dos 50, eu estou quase chegando a 55. E sim vou contar aqui neste post algumas coisas que eu lembrar e que achar importante e que faz com que sim eu sinta saudades: Pessoas, acontecimentos, dias, casas, aquela situação, aquele dia, aquela hora; Momentos estes que nunca irão voltar, pessoas aquelas que nunca mais vou ver a não ser no dia do Senhor vou colocar aqui abaixo conforme a minha memória for trazendo eu vou escrevendo para que possa ficar aqui anotado todas estas lembranças. 

Entre estas lembranças estes dias eu chorei porque eu estava me lembrando do Jardim Vista Alegre e algumas coisas que tinhamos lá e como lá seria muito mais facil de meus pais construir. Lembrei que meu pai tinha comprado uma mobilete, que é tipo uma moto antiga e também estava pensando em fazer a garagem na parte de baixo de casa para poder colocar ela para não ficar subindo escadas para guardar dentro de casa, lembrei também que tinhamos vários materiais entre eles até uma banheira de ferro, enfim são coisas bobas para esta lembrança, mas é uma coisa que pensamos, porque muitas vezes a pessoa tem um sonho esta como diz com a benção perto para realizar aquele sonho e do nada acaba tudo, porque as vezes não ouvimos a voz de Deus não guardamos a vontade dele e por causa de alguém que fala alguma coisa perdemos tudo. Não foi só meus pais que deixaram de construir no Vista Alegre e mudou todo um curso, sim eles foram alertados pela palavra não saia dai que não é tempo se não vai passar sete anos de fome e preferireu sofrer, mas eu mesma sai tantas vezes de trabalho, por isto não tenho estabilidade por causa de uma humilhação ou por conta de problemas pessoais saude entre outros, temos que reconhecer que é terrivel estar cego espiritualmente e não entender que mesmo no sofrimento do momento é melhor esperar do que sofrer muito mais, ha tenho certeza que se minha mãe e meu pai tivesse aberto os olhos e visto o futuro eles não teriam vindo para esta cidade, mesmo assim eu se tivesse visto com os olhos espirituais não teria mudado muitas coisas em minha vida.

Pessoas que sinto saudade de minha mãe primeiro que apesar de muitas vezes falar coisas que me magoava mais ela tinha muito carater era esforçada era muito mãe, trabalhava doente ela sim tinha dores dia e noite com a terrivel ferida no pé, mas ela fazia de tudo para não deixar os filhos passar fome ela ia trabalhar nas casas, quantas vezes correndo para pegar trem com uma ferida aberta ela chegava a cair e até se machucar mais ainda ralando a sua ferida nas pedras do caminho e ela ia em busca do pão para os filhos, ela quando estava em casa, costurava, criava meio de fazer doces até de caule de mamão para que os filhos tivesse algo para comer e até os filhos dos outros, plantava com meu pai, fazia cural de milho, fazia mandioca e também deixava na agua para fazer bolo, fazia poço mais meu pai, cavou todo o barranco para construir a casa e quantas outras coisas que não dar para lembrar, e sim ela era muito e muito esforçada e a maldita doença do bronquite em tudo isto a acompanhava a ponto de levar a doença pior no qual ela acabou falecendo. Tinha momentos que ela me magoava sim, mas muitas vezes ela se esforçava para cuidar de mim quando estava doente sendo que ela também estava doente.

Meu pai, como eu lembro de tanto esforço que ele fez para criar tanto seus filhos como até filhos dos outros que as vezes ele acabava ajudando, o amor que tinha assim como minha mãe por sua familia, pela obra de Deus pela igreja pelo evangelismo, mesmo com dificuldades e depois até com suas doenças, mas sim ele fazia de tudo para estar presente tanto na igreja como no trabalho, trabalhava de tudo que viesse em suas mãos quantas vezes chegava tarde do trabalho e ia inventar coisas para fazer como uma cerca no quintal, por exemplo, ou cuidar de um animal quantas vezes ele me chamava para ajudar ele, o trabalho dele era de jardineiro, na época da prova de sete anos ele não achava as vezes nem bico para fazer, ele ia trabalhar em outros lugares de coisas que nunca fez se arriscava a fazer trabalho de pedreiro sem ser, encanador trabalho temporarios em fabrica, mesmo quando ele ja estava muito doente por causa da doença de chagas e sem se aposentar por ser novo ele ia fazer trabalhos que as prefeituras inventava de frente de trabalho limpando ruas, enfim meu pai se esforçava o maximo para cuidar dos filhos e deixar alguma coisa para eles.

Meus irmãos que se foram o José Aparecido eu não convivi muito com ele, mas sei que era muito trabalhador, infelizmente não foi criado nos caminhos do Senhor então não sei qual motivo que ele acabou em um momento por algum tempo sendo preso, mas sei que minha mãe lutou muito para ele sair daquele lugar, e Deus tirou ele de lá, ele tinha um bom emprego e também montou um negócio, mas não sei o que aconteceu que ele acabou sendo assassinado, mas a lembrança que tenho dele é que ele me amava como irmã e me defendia se precisasse. O meu irmão Samuel a mesma coisa também me defendia e era um menino que me ajudava muito, mas ele acabou se perdendo tendo amizades ruins e se envolvendo com pessoas que o levaram a morte, sim eu me lembro do dia que foi pregado em uma quarta feira não sabemos com que morte havemos de glorificar a Deus, e foi com esta morte de tiro que meu irmão acabou morrendo um menino bonito e que ainda tinha muito pela frente, mas Deus sabe de todas as coisas. 

Lembro de todos meus irmãos quando antes de conhecer o mundo pegava cadeiras e falavam que era sua igreja e colocavam um caixote de pulbito e faziam cultos em casa, enfim é disso que tenho saudade, mas Deus sabe de todas as coisas e ele sabe de como dar a sauvação da alma de cada um, sabemos que Jó perdeu tudo, mas continuou servindo a Deus, nós também devemos continuar servindo a Deus sabendo que ele pode tudo  a respeito de cada um e finalizando esta postagem quero deixar aqui como uma reflexão a respeito do que cada um de nós devemos fazer para podermos viver em familia unidos, pois depois cada um de nós queremos culpar nossos pais o que não fez para nossas vidas ser diferente, mas e nós o que fazemos por nossos filhos, é como uma queda de dominó os de cima vai caindo sobre os outros, e os de baixo acaba se esmagando, então cada um de nós devemos fazer algo para quebrar esta situação e fazer diferente dos anteriores para esta queda parar. E assim seguirmos em frente.

Pronto pessoal até aqui contei um pouco de minha história se eu lembrar de algum epsódio marcante volto aqui para contar.


Marcas deixadas pela história de uma familia de 12 pessoas


 

Foram muitas coisas e marcas que aconteceram mais toda familia tem marcas e as nossas não foram piores que de outros, as de muitas que vemos até por perto de nós foram piores, mas isto não isenta de dizermos que não tivemos marcas, que sim tivemos e vou contar de cada um abaixo.

Há ia me esquecendo que durante tudo isto, meus pais cuindando e tentando cuidar de todos estes filhos eles também tentaram cuidar de filhos de outras pessoas, que como disse antes tinham marcas piores do que as nossas, tinha um jovem, exemplo, que veio morar conosco, mas como nosso barraco não cabia nem nós dentro meu pai alugou uma casa para ele e ele foi trabalhar para pagar, que não tinha mãe nem pai, ainda bem que ele foi responsavel o bastante para pagar o seu aluguel apesar de ser menor.

Teve uma bebe que minha mãe trouxe que a mãe tinha abandona, mas graças a Deus a mãe se arrependeu e a levou de volta para sua familia. Digo graças a Deus que mal podiamos dar alimento aos que já tinha em casa avalia cuidar de outros. Na época para nós a gente não via esta dificuldade, mas quando olhamos para traz damos graças a Deus aos livramentos. Mas vamos ao assunto principal.

Vou começar pelo meu irmão quarto que tem um ano mais novo que eu ele quando moravamos em São Paulo era muito increnquerinho, mas tudo bem também moravamos em um lugar que a escola tinha muitas brigas e muito buling, pessoalzinho que vivia para bater na gente e um dia foi muito ruim um menino bateu nele tanto que rolaram no meio de uma lama estava chovendo estavamos indo para a escola, neste ponto eu agradeço a Deus por ter saido de lá. Por isto por mais que em todas postagens anterior eu falo que não era para termos vindo para cá mais entendo a preocupação de minha mãe, porque viviamos também a merce de sofrer na escola, pois era muito bulling e a gente vivia apanhando e a escola não nos protegia, meu irmão mais velho uma vez chegou sangrando em casa da escola porque bateram nele em um escadão. Então era muito dificil, mas o que fazer? E ao chegar aqui este meu irmão abaixo de mim passou a não querer mais ir para a escola, mesmo que aqui a escola não tinha tanta briga tanto, mas tinha também que eles acabaram apanhando algumas vezes, mas tinha uns rapaz mais velho que os defendinham e que logo isto parou, mas eles não queriam mesmo assim ir para a escola, porque aqui não tinha trabalho e eles não tinham condições financeira de ir a escola e logo começaram a conhecer o lado ruim do lugar, mesmo que foram para longe e até arrumaram algum trabalho em mercado, montadora de radio, entre outros mas acabavam não ficando, pois as amizades que eles conseguiram aqui facilitava eles a ficar no mundo que eles estavam propicio, foi quando este meu irmão do meio teve a sua primeira overdose alcolica com uns 13 anos, e não morreu por milagre de Deus, você vai falar, tão novo assim sim, pois as coisas aqui de ruim acontecia muito rápido, logo ele começou a ser perseguido por pessoas de indole ruim e teve que sair de casa, foi morar com meu avo e em outros lugares, vindo a voltar para a cidade já com mais de vinte anos quando logo se cazol acho que com 25 não me lembro direito, onde por misericórdia de Deus estava ja na igreja, hoje não esta mais tão firme tem uns pensamentos meio dificil e as vezes até de ganancia e ganancia e maldade, pois foi a sequela que se tornou, nada justifica, mais infelizmente aconteceu.

Meu irmão mais velho nunca foi morar fora, mais era muito violento, na verdade todos eles o que falei antes também eram todos os mais velhos violentos viviam nos batendo o tempo todo na gente e as vezes maltratavam até nossos pais, também acho que como o anterior vivia usando intorpecentes, trabalhava mais o dinheiro quando trabalhava era para ele, também abandonou  a escola, vivia atras de time de futebol, também tinha umas amizades extranhas, não se influenciava tanto como o mais novo, mas foram amizades que influenciou a outros mais novos que aliciou um dos mais novos a ponto deste ultimo que vou contar depois vir  a perder sua vida.  Mas depois de alguns anos por graça de Deus também veio a se batizar novamente na igreja digo novamente que antes que tudo isto de ruim acontecesse com eles ele havia se batizado comigo na igreja assembleia de Deus, mas infelizmente as mas influencia o tiraram logo da igreja mas bem mais velho acho que com uns 25 anos ele passou a ir para a congregação onde rebatizou, mas parou de novo por causa de julgamentos que teve e voltou com uns 30 anos mais ou menos onde casou, este continua na igreja até hoje e é musico.

Minha irmã a unica que tenho ficou por alguns anos com amizades extranhas acho que com 16 ou 17 anos sumiu de casa por um mês e aos 18 anos casou, e depois batizou na igreja deles da congregação tem quatro filhas esta casada até hoje, e na igreja. 

Meu irmão abaixo dela tem uma doença chamada exclisofenia, chegou a dar trabalho algumas vezes, mas não tinha amizades, o trabalho era por conta da doença e de as vezes querer beber bebida alcoolica se batizou cedo na igreja logo se tornou musico com mais de 40 anos se casou onde hoje tem uma filha. Foi o ultimo filho de meus pais a casar mais dou graças a Deus por isto, por que se não eu teria que cuidar dele por conta das infermidades dele não tem tanta instabilidade e ja passou por muitas humilhações por isto, mas não esta em vicios e esta na igreja musico sua esposa o ajuda muito, mas temos o problema de ser o unico que ficou na casa de minha mãe e meus irmãos brigam muito com ele por causa da herança.

Meu irmão abaixo dele até uma certa idade não deu muito trabalho, mas depois começou a se tornar muito violento, parecendo pessoa bipolar, nunca foi diagnosticado por nunca irmos atras agora um homem formado tem uma filha do primeiro casamento e do segundo não tem filhos, mas a sua segunda esposa o ajuda muito assim ele não tem mais este transtornos sempre. E se da bem com sua familia esposa e filha.  A Esposa dele trata muito bem a filha dele embora ela sempre morou com sua mãe vem de vez em quando em sua casa.

Agora meus dois irmãos depois dele cresceram muito crente embora em meio a tanto sofrimento nunca se envolveram com nada quando tiveram idade se envolveram com as coisas da igreja se batizaram cedo depois de formados em faculdade vieram a casar, um com influencia da esposa tem agora se envolvido em coisas erradas não é vicio, mas é preocupante, e o outro por influencia da esposa tem cada vez mais crecido tanto profissional como na igreja, tinha este ultimo ficado morando na casa de minha mãe até feito uma farmacia que minha mãe o autorizou mais a minha mãe depois que faleceu os outros mais velhos e outros mais novos também começaram a brigar tanto que ele fechou e foi embora sinto muita falta dele e dos filhos por isto de vez em quando eles vem nos ver.

Ja os dois caçulas, um se influenciou nas amizadades dos tres mais velhos que se envolveu com coisas erradas, embora não tinha vicios, mas as companhias que viviam e onde ele andava fez com que ele foi levado para a morte, o revoltante é que já neste meio tempo não estavamos vivendo na pobreza estrema do inicio ele poderia e ja teria como aprender algo melhor, ja tinha escola perto de casa, tinha tudo para ser melhor mais as sequelas do aprendizado fez com que preferiu seguir este caminho sinto muito falta deste irmão que sei que se tivesse tido a oportunidade talvez de ir para outra cidade, ou estado, talvez tivesse ficado vivo, porque apesar de tudo, não era violento, nem estupido era lindo e tinha um bom coração, e mais triste que ele veio a falecer quando estava querendo sair, estava procurando ir a igreja, mas não conseguia se firmar, meu esposo estava o ensinando uma profissão, mas Deus sabe o que faz e porque permitiu ele morrer. O outro esta vivo até hoje ja casou por tres vezes e não sabemos se vai continuar casado um bom musico tem muitas profissões, mas o vicio destroi a vida dele, ja destrui varias coisas por causa do vicio e trocou parte de nossa herança por vicio. Enfim estas foram as sequelas, e vou falar das minhas.

As minhas foram mais fisicas e financeira, dou graças a Deus que Deus me livrou de violencias traumaticas que acontece com mulheres pelo mundo, Deus muitas vezes cegou pessoas e não deixou me tocar, mesmo eu sendo sem malicia, Deus me guardava nos caminhos, agora a questão fisica aos quatorze anos sofri um acidente, que foi por conta de ir trabalhar em um trabalho dificil, acidente este que tenho uma sequela até hoje. Depois de casada, tinha muita dificuldade de lidar com a familia por causa dos meus problemas pessoais de saude e sofri também um outro acidente onde quebrei o braço, mas mesmo tendo ele ficado paralizado por quase um ano Deus me curou. Financeiro por que a maioria dos meus irmãos acabaram bom ou ruim apesar de tudo graças a Deus por isto se desenvolvendo em alguma profissão e eu apesar de ter estudado mais que todos eu acabei não se desenvolvendo, porque você vai perguntar. Porque todas as vezes que alguém precisava eu largava de tudo para cuidar de quem estava doente principalmente de minha mãe e depois de meus filhos. Mas não estou reclamando, só contando que esta é a minha história e de minha familia.

No próximo capitulo vou contar agora mais sobre mim e como temos superado a cada passo.