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Lembranças de minha infancia parte 2



Hoje comecei a pensar e a lembrar de minha infancia novamente e voltei aqui para registrar, entre as lembranças lembrei acho que ja contei aqui de meu pai que sofreu um acidente, onde ele foi atropelado por uma perua no qual bateu nele e jogou ele por cima dela ele andava de bicicleta, e por misericórdia de Deus ele apenas quebrou uma perna, eu lembro que eu ficava entrando em casa e correndo com meus irmãos brincando no quintal e as pessoas vindo visitar meu pai inclusive meu avô, depois logo ele se recuperou e voltou a trabalhar. Lembro de um episódio de meu irmão que vivia correndo atras de ir com meu pai em alguns lugares, e um dia destes ele pisou no meio do mato em um vidro e cordou o pé e foi aquela correria jogaram pó de café no pé dele para estancar com este procedimento o sangue, ele também ficou alguns dias para poder se recuperar. Lembrei que uma vez nossa familia estava indo para a igreja e tinha uma moça que era filha da amiga de minha mãe não entendo porque até hoje tinha um monte de gente batendo nela e depois ela desmaiou e a levaram para a casa dela, e eu perguntei para minha mãe e ela não me explicou o que era, mas eu pude entender depois que a moça estava embriagada e as pessoas estavam batendo nela, afinal na época  eu era uma criança, mas isto é um aprendizado de entender a quanto tempo existe violencia no mundo contra as pessoas principalmente crianças e mulheres, mas enfim deixa este assunto para lá, vou contar que eu lembrei que tinha a casa de uma outra amiga de minha mãe que se chamava Benedita ela tinha trez filhos, sendo a Hosana, o Ezequiel  o caçula e o Marcos o mais velho, e esta familia a minha mãe de vez em quando deixava eu lá na casa deles e tinha dois comodos e um quintal no fundo e eu sempre ficava brincando no fundo do quintal, tinha o pai deles que já tinha um pouco de idade na época e ele gostava de ficar lavando um monte de panelas, quando não ia para a cidade para vender coisas como canetas, tabuadas, entre outras coisas que era costume da época camelos vender. Ele depois ficou morando por muito tempo na rua eu já adulta e jovem o via as vezes na rua direita em São Paulo quando eu casei o Marcos veio no meu casamento depois ele desapareceu, (assim perdemos o contato) a menina e o outro menino e sua mãe também nunca mais vimos a mãe deles veio em nossa casa a uns quarenta anos atras e também perdemos o contato. O pai deles eu o vi a mais de trinta anos vendendo coisas na rua Direita em São Paulo, já na época de meu casamento seu filho disse que ele tinha se tornado andarilho e depois veio a falecer.

Voltando a históira deste lugar fomos morar no Elisa Maria, lá me lembro que era um lugar sem rua no pedaço que moravamos era um terreno que tinha muita gente morando junto assim: Tinha o nosso barraco (casa de madeira) na frente a da dona Maria mãe do Moises, na parte de baixo tinha uma mulher que acho que se chamava Isabel e tinha um monte de outros barracos, até chegar a um lugar plano que a gente seguia um pouco até chegar o asfalto e na parte de cima de nossa casa era a mesma coisa tinhamos que subir passar por um barranco e lá tinha um lugar plano e depois de andar um tanto descia por uma rua e saia no asfalto do outro lado. No lado direito a gente seguia em frente e saia em um lugar que tinha uma loginha de docê detalhe eu uma criança com cinco anos ia neste lugar para comprar docês sozinha, minha mãe tinha o costume de fazer docê, mas mesmo assim eu gostava de ir comprar alguns, imagina hoje uma criança de cinco anos ir em venda o que acontece, mas enfim os doces que eu mais gostava era suspiro e maria mole, ja desde pequena eu ajudava a minha mãe lavar louça a gente não tinha pia lavava louça na mesa de madeira que meu pai fez (meu pai tinha a arte da madeira com cerrote e madeira ele criava várias coisas, e minha mãe dos doces ),para lavar louça a gente colocava agua em duas bacias no qual ensaboava em uma e enxaguava em outra. A gente não tinha agua em casa a gente buscava em minas bem longe, e também as vezes em riacho, lembro que uma vez eu fui com meu irmão buscar agua em um riacho e estava muito calor e a gente estava voltando e lá tinha uns cavalos e a gente ficou com medo e ficamos aguardando os cavalos passar para ir para casa, também lembrei que neste lugar tinha muita briga das mulheres e era um tal de quebrarem o barraco de uma das outras e também de baterem até quando se juntavam acho que era reunião de bairro não sei direito afinal eu era criança só sei que em uma dessas quase mataram meu irmão. Eu achava que era até por isto que mudamos para o Vista Alegre, mas minha mãe contou depois que era as maquinas da prefeitura que estava passando atras da nossa casa e fazendo reinvidicação de posse porque lá era area verde, mas lá não era muito seguro, meu pai um dia foi para a feira e roubaram todo o salário dele, meu irmão tinha um brinquedo que na época era muito valioso e entraram no quintal a noite nós estavamos acordado esperando meu pai chegar da igreja e roubaram e só Deus para nos guardar que o nosso banheiro era do lado de fora, (fui ter banheiro dentro de casa quando casei, era uma pratica antiga). Ainda com cinco anos comecei a estudar, mas fiquei poucos dias nesta escola, porque mudamos era o pré escola, mas eu tinha muito medo de ficar na escola e chorava muito, para falar a verdade só fui parar de chorar na escola com uns nove a dez anos, depois falo mais sobre isto.  Enfim lembro que ainda naquele ano meu avo acabou ficando muito doente e minhas tias me levaram para o ver no hospital não me lembro o motivo junto com meu pai, mas eu vomitei tanto no onibus que tiveram de voltar do meio do caminho e não conseguiram chegar no hospital e ele acabou falecendo sem nós vermos. Por falar em avo as vezes meu avo ia na nossa casa e levava coquinhos que ele vendia eu acho eu gostava muito e minha avó as vezes ia e ficava olhando no quintal principalmente no verão a gente correr atraz de vagalumes a noite.  Mas uma das lembranças a minha mãe costumava a lavar a roupa mas as amigas dela e um lugar longe e era muito ruim para chegar até lá sei que tinha um tipo de um corrego que eu tinha medo de cair dentro e neste meio tempo meu pai até que estava cavando um poço, mas não deu agua, o vizinho seu José marido da dona Maria ajudava o meu pai e as vezes a gente ia no barraco deles brincar com os meninos eu lembro mais do Moises que era um moço já grande e ele tinha uma vez ganhado um brinquedo de pista de corrida que a gente ia as vezes brincar lá, as vezes iamos para uma igreja que tinha na avenida esta igreja chamava presbiteriana não sei se ainda tem no local, pois me lembro que uma época contaram que caiu um caminhão dentro dela, enfim la era uma grande avenida subindo que dava para o penteado, e sempre acontecia acidentes, lá também as vezes a gente via coisas estranhas, como acho que era época de carnaval que tinha uns homens que andavam na rua com perna de pau. 

Depois disto nós mudamos para o Vista Alegre, no dia que foi para ver o bairro eu fui com minha mãe de a pé, e eu lembro que tinha uma senhora cortando umas batatas sentada na porta do barraco dela e eu fiquei imaginando que ela estava mostrando a faca para nós (olha a imaginação fertil da criança). No Elisa Maria eu tinha entrado na escola no pré, mas fiquei pouco tempo, pois já iamos mudar para o outro bairro - Voltando a mudança (quando mudamos do Parque Belem para o Elisa Maria a minha mãe deixou a gente dormindo na casa da vizinha porque mudamos a noite lembro que um dia ela contou que até roubaram alguns cobertores da gente) Enfim quando mudamos para o Vista Alegre meus pais optaram nos levar juntos e também mudamos a noite, detalhe o barraco (casa de madeira) não tinha sido feito então a gente mudou e meu pai colocou uma grande lona daquelas de fazer tendas e foi onde passamos a noite em baixo, no dia seguinte foram varios irmãos da igreja que pertenciamos e ajudou o meu pai a construir o barraco no qual fizeram um grande comodo de telha parecendo um galpão de fabrica mais não tão grande quanto no qual tinha duas portas e duas janelas e como sempre o banheiro no fundo do quintal, o do Elisa Maria era quase igual dividido com cortinas, e este minha mãe fez um meio de fazer a divisão com os moveis fazendo com que a parte de traz de um movel se juntasse a parte de traz do outro e assim se tornava comodos separados e ela transformou este espaço em quatro comodos, com o tempo meus pais fizeram uma area grande na frente que a principio fizeram de fogão a lenha mais quando ganhamos a nossa primeira pia ela foi instalada no lugar do fogão a lenha, no fundo continuou o banheiro e fizeram mais um comodo que era uma sala e cozinha junto, com o tempo meu pai mudou o banheiro para a frente de casa neste meio tempo já tinha agua de rua. -  Enfim agora vou voltar a falar de episódios que lembro de minha infancia, enfim, quando mudamos para o Vista Alegre não tinhamos agua de rua também como no Elisa Maria, então meu pai passou também a cavar um poço, no qual a minha mãe também tinha que buscar agua na mina e rio para cuidar da casa, mas lavar roupa ela lavava la as vezes eu ia com ela, e lá era um lugar bem melhor que todos que moramos, mesmo que tinha a mesma dificuldade em quesito de agua e luz, mas tinha tudo por perto, mercado padaria, escolas, igreja embora meu pai gostava de ir na do outro bairro, mas iamos nas de perto de casa também, moravamos na beira da rua, mesmo que era de barro, mas em menos de cinco minutos estavamos no asfalto tinha onibus a toda a hora, e era muito facil para meu pai ir para o trabalho de bicicleta. Meu pai me levava as vezes de bicicleta para a escola (ele sempre costumava me levar para varios lugares de bicicleta quando bebe, minha mãe contava que um dia ele acabou caindo comigo em uma poça de agua, mas nada que me machucasse).

Por hoje é só próximo capitulo vou contar lembranças episódios de minha infancia parte final. Continue acompanhando.