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Minha infância (Parte 3): memórias de luta, fé e sobrevivência

Minha infância – memórias de luta, fé e sobrevivência

 “Em cada capítulo deste blog compartilho relatos de uma infância marcada pela simplicidade, pelo trabalho precoce, pela fé e pela luta diária para sobreviver em meio às dificuldades — onde cada degrau representava resistência e esperança.”


No Jardim Vista Alegre passamos a morar, como dito no capítulo anterior, no primeiro dia embaixo de uma cabana. Depois, os irmãos da igreja da qual participávamos, no Elisa Maria — Assembleia de Deus Ministério do Belém, dirigida pelo Pastor Lourival —, entre eles o irmão Sebastião e outros, foram ajudar meu pai a construir o barraco.

Esse barraco tinha dois cômodos e, no fundo do quintal, havia um banheiro fora de casa. Para chegar até ele, subíamos alguns degraus de uma escada de terra. Lá ficava o banheiro, com a fossa: um assoalho de madeira com um buraco no meio.

Não tínhamos chuveiro nem água encanada. A água buscávamos em uma mina, perto de um córrego. Nesse meio tempo, meu pai cavava um poço para termos água em casa, e minha mãe colocava grandes tambores e uma banheira que havíamos ganhado, onde, em época de chuva, armazenava água. Essa água era usada para lavar louça, roupa e para o banheiro. Para beber, buscávamos água no poço de uma vizinha próxima.

Em época de calor, às vezes minha mãe não estava bem, pois tinha uma ferida no pé. Nessas ocasiões, ela pagava um jovem para buscar água e encher essas vasilhas. Quando estava melhor, ela mesma ia até a bica e ficava quase o dia todo lavando roupas. As louças, quando traziam água, muitas vezes eu mesma já lavava em casa.

Com o tempo, minha mãe foi melhorando e logo começou a trabalhar fora. Meu pai também finalizou o poço, e logo já tínhamos água e luz elétrica. No início, usávamos vela e lamparina. Depois, minha mãe conseguiu puxar energia de um poste que ficava na casa da vizinha de cima, que emprestava luz para todos os barracos e para as casas da rua de baixo. Naquele tempo, a Light não cobrava energia tão caro quanto hoje. Mais tarde, quando a energia chegou oficialmente à rua de baixo, cada pessoa colocou seu próprio poste.

Minha infancia na escola

Comecei a estudar logo que chegamos, no pré. Íamos de shorts vermelho, saia e camisa branca, meia branca e conga vermelho. Na escola, sentávamos em bancos cor de abóbora e rabiscávamos mesas da mesma cor. A escola era legal, tinha muitas brincadeiras, mas eu não queria ficar lá. Chorava demais e queria ir embora, seja com minha mãe, meu pai ou com alguma pessoa que eles pediam para me levar à escola. Isso foi nos primeiros anos.

Quando eu estava com oito anos, já ia sozinha para a escola, para o mercado, padaria, açougue e outros lugares que minha mãe pedia. No primeiro ano, tive um professor cujo nome não lembro. No segundo ano, passei a faltar muito, pois minha mãe estava muito doente. Ela estava grávida e com problemas de alergias e outras coisas que nem ela entendia, que não a deixavam sair da cama.

Eu, com apenas oito anos, tinha que ajudar a cuidar da casa, da comida e dos meus irmãos. Muitas vezes não conseguia ir à escola. Deus preparou algumas pessoas que começaram a nos ajudar, mas infelizmente foi um pouco tarde, pois acabei repetindo de ano. Outro fator que contribuiu foi que a professora saiu de licença, e quando eu ia à escola havia muita troca de professores. Lembro de um episódio em que uma professora, em vez de dar aula, ficava passeando de um lado para o outro.

Já naquela época sofríamos muito bullying, eu e meus irmãos. Cheguei até a ser apedrejada. Em um desses episódios, um garoto começou a me xingar e me ameaçar de bater. Eu disse:
— “Por que você não fala isso na frente da professora?”

Quando a professora chegou, ele distorceu o que eu tinha falado, e a classe o defendeu, a ponto de a professora me bater. Fui para casa e contei à minha mãe. Quando ela melhorou, foi à escola falar com a professora, que negou tudo. No fim, acabei repetindo aquele ano.

No ano seguinte, tive uma nova professora muito boa, chamada Salete. Às vezes ela tinha uma Brasília e queria me levar para casa. Eu tinha vergonha de dizer que morava em um barraco e pedia para ela parar em uma casa abaixo da minha rua. Como é curioso: desde criança já carregamos nossas vergonhas.

Nesse novo ano, passei para o terceiro e depois para o quarto ano. Ainda sofria perseguições, mas já tinha algumas amigas, como a Luciana e a Rogéria — uma moça de 15 anos que já tinha namorado, algo comum naquele tempo. Pessoas mais velhas estudavam junto com crianças, pois muitos começavam a estudar tarde, depois dos nove ou dez anos. Isso era difícil, porque muitos “marmanjos” praticavam bullying com os menores, especialmente por ser uma escola da favela.

Lembro de um episódio em que várias pessoas saíram me perseguindo pela rua e me apedrejando. Dou graças a Deus porque nenhuma pedra me acertou. Muitas vezes eu chegava atrasada à escola e ficava perambulando pela rua para não entrar até a hora de ir embora. Às vezes ia para a casa de uma menina chamada Luciana ou de outra chamada Cláudia, lá nas pedreiras. Um dia, Cláudia me levou até lá para conhecer. Vejo nisso a mão de Deus me dando livramentos.

Certa vez, minha mãe me viu quando eu estava indo para o caminhão do mercado Cobal — veículos que eram colocados em pontos estratégicos para vender alimentos mais baratos às comunidades carentes. Ela me levou para casa, e meu pai me bateu. Eu nunca contei a eles que fugia da escola por causa do bullying. Na época, nem existia esse nome; só sabíamos que apanhávamos.

Lembro de um dia em que estava chovendo e jogaram meu irmão Moisés, com roupa branca, no meio da lama e bateram muito nele. Se não fosse a mão de Deus, ele poderia ter morrido.

Depois disso, uma família mudou para uma casa em frente à nossa, com várias meninas e um jovem mais velho. Esse jovem passou a cuidar de nós, levando e trazendo da escola a pedido da minha mãe. Com isso, conseguimos estudar melhor, pois ele era mais velho e os outros tinham medo.



Minha infância em casa: a convivência com meus pais e meus irmãos

A minha infância em casa, apesar de termos que ajudar nossos pais, para mim não era pesada, pois meus pais não eram ignorantes no quesito de nos fazer trabalhar à base de pancadas. Não éramos espancados, e sim cuidados.

Na época, levantávamos sempre muito cedo e íamos para a escola. Às vezes, meus irmãos iam trabalhar de carrinho de rolimã na feira; eles mesmos criavam seus carrinhos. Meus irmãos eram muito inteligentes. Depois, quando estávamos em casa, ajudávamos na limpeza e no cuidado com os irmãos menores. Eu era a que mais cuidava de lavar a louça, por exemplo.

Sempre fazíamos as coisas cedo para depois brincarmos, mas às vezes a gente vacilava. Esquecíamos os pequenos dormindo, e algumas vezes eles caíam da cama; ainda bem que o chão era de terra batida. Depois meu pai cimentou, e aí o cuidado teve que ser redobrado.

Às vezes ficávamos brincando e esquecíamos de cuidar da casa, e quando víamos que nossa mãe estava para chegar, corríamos para fazer o serviço. Mas nem sempre dava tempo, e acabávamos fazendo pela metade. Ela às vezes ficava um pouco brava, como em uma vez em que tentei agradá-la colocando flores nos seus bules, e ela acabou quebrando sem querer porque estava nervosa. (Eu sempre tentei comprar louças assim para dar para ela, mas nunca mais consegui.)

Nesse dia, eu mascarei o serviço colocando cobertas sem dobrar sobre as camas, e isso a deixou chateada. Mas, no geral, eu ligava o rádio em programas evangélicos e limpava toda a casa.

Na medida em que fui crescendo, fui melhorando. Era muito sofrimento para ela, que às vezes estava muito doente ou com a ferida aberta no pé. Quantas vezes, para não deixar de lavar roupa, ela colocava uma bacia sobre uma cadeira, sentava em outra, apoiava o pé em uma terceira à frente, e assim lavava a roupa à mão. Nós pegávamos água para ela, eu enxaguava e colocava no varal.

Tinha vezes em que usávamos uma banheira grande (daquelas de casa). Na época, meus pais ganhavam muitas coisas para construção, mas infelizmente acabaram dando depois que nos mudamos. Usávamos essa banheira para enxaguar roupas e colocar no varal. Às vezes também usávamos para brincar; meus pais deixavam. Teve vezes em que brincávamos nela até debaixo da chuva, com a água caindo da calha.

Enfim, quase sempre meu pai levava irmãos da igreja e amigos em casa, e um deles nos deu uma pia de lavar louça de pedra de mármore, daquelas com pedrinhas aparentes, não pintadas, eram pedras mesmo. Minha mãe, quando estava bem, sempre a deixava muito branquinha. Isso facilitou para nós lavarmos a louça, a princípio com a mangueira do poço, porque o poço já tinha dado água.

Meus irmãos, principalmente o Moisés, sempre puxavam água do poço. Deus o guardava de muitos acidentes, inclusive uma vez em que o sarrafo (madeira usada para colocar a corda no poço e puxar a água) voltou e não bateu na cabeça dele.

Com o tempo, meus pais colocaram bomba no poço e, logo depois, veio também a água da rua. Passamos a ter torneira em casa, e eu lavava a louça na pia com a torneira.

Às vezes minha mãe ia trabalhar e meu pai ia para a igreja, e quando eles não traziam mistura, eu pegava chuchu do pé que eles sempre plantavam, preparava a comida, dava banho nas crianças, dava comida e colocava todos para dormir.

Mas, quando era para eu dormir, só dormia quando minha mãe chegava. Meu pai às vezes falava:
Vai dormir, menina.

Eu ficava acordada, às vezes chorando, porque minha mãe demorava. Eu era a mais velha e também a mais chorona.

Não coloquei aqui, mas quando eu era menor vivia sonhando com minha mãe morrendo com uma escova, como se a escova se tornasse algo que entrasse na garganta dela e ela morresse. Mal sabia eu que isso era um sinal de que ela morreria com um tubo na garganta, pois ela faleceu entubada em 2019.

Acredito que era um sonho de aviso, mas nunca contei esses sonhos para minha mãe. Creio que isso explique também por que eu chorava tanto quando ela saía e demorava, principalmente à noite, época em que ela trabalhava no período noturno.



Minha infância na igreja

Minha infância na igreja era diferente da escola. Meus pais frequentavam igrejas pentecostais, ainda não eram batizados. Eu quase não sabia louvores de cor, apenas alguns corinhos, mas adorava pedir para cantar. Uma vez, vi uma folha de um louvor caída no chão da harpa, com partitura. Eu sabia ler a letra, mas não o tom, então inventei um e cantei.

Meu pai passou vergonha certa vez. Como minha mãe estava doente, eu não conseguia pentear o cabelo, enchi-o de grampos e fui para a igreja. O Pastor Lourival me chamou para cantar, colocou uma cadeira para eu alcançar o púlpito. Quando chegamos em casa, meu pai ficou bravo e disse:
— “Essa menina só me faz passar vergonha.”

Hoje não quero julgá-lo. Ele já dorme no Senhor (in memoriam). Era o jeito deles.

Cresci indo atrás dos meus pais nas igrejas. Uma vez, minha mãe me levou com meu irmão à Igreja Brasil Para Cristo, na Pompeia, do Missionário Manoel de Mello. Ele era muito humilde, nos colocou no palco, fez perguntas sobre nossa vida, sobre meu irmão que vendia sorvete, sobre meu pai, e sobre mim, que gostava de cantar. Nos deu vários livros da igreja. Foi um dos melhores dias da nossa vida.

Na casa da minha avó também havia uma pequena igreja no quintal, com cultos aos sábados. Eu louvava a Deus lá também, inclusive o Salmo 100, que minha avó gostava muito.


Vizinhos e convivência

Tínhamos vizinhos muito bons, como Dona Cida e Dona Maria (ambas já falecidas), Dona Graça, mãe da Sônia e da Cíntia, que está viva até hoje. Meu irmão Moisés orou por ela quando estava doente, e ela foi curada.

Mas também havia vizinhos difíceis. Uma senhora nos aterrorizava, jogava pedras no barraco, envenenava nossos animais e nos xingava muito. Ela acabou falecendo. Um menino que me odiava e me xingava muito mais tarde foi nos visitar para pedir perdão.


As comidas da minha infância

Minha mãe fazia muitas comidas. Nos aniversários, preparava bolos enormes, tortas de banana, balas e balas de coco. Para o dia a dia, arroz, feijão, linguiça, peixe, frango. Fazia massa de tomate, leite de soja, bolachas de trigo abertas com garrafa de vidro.

Uma vez, meus pais ganharam um porco do meu avô. Minha mãe fez tanto torresmo que comíamos toda hora. Também fazia cocada, geladinhos e outras coisas para vender.


Essas são algumas lembranças da minha infância — algumas tristes, outras alegres. Aos onze anos, em 22 de junho de 1982, nos mudamos para Itapevi. O bairro inteiro se despediu de nós. Minha mãe ficou sentada enquanto as pessoas se despediam, e meu pai colocava as coisas no caminhão. Foram dois caminhões. Muitas coisas tivemos que doar ou acabaram quebrando.

Aqui finalizo esta parte. Nos próximos capítulos contarei sobre a pré-adolescência e como foi morar em Itapevi.

Um diário que virou história - por que decidi contar minha vida aqui

 

Nota da autora (2025):

Este texto foi escrito originalmente em dezembro de 2022. Hoje, no fim de 2025 (Data: 09/12/2022), retomo este projeto com mais maturidade, fé e clareza. Algumas coisas mudaram, outras continuam, e aos poucos vou atualizando minha caminhada nas próximas postagens.


Antes de iniciar a contar minha história, quero explicar o propósito inicial deste blog.


Ele nasceu como um diário pessoal, com a intenção de me orientar, organizar minha vida e registrar o que eu fazia todos os dias. A ideia era simples: escrever diariamente, contar o que vivi, registrar com fotos e alguns vídeos.

E assim comecei.


Escrevi do dia 1º até o dia 20 de janeiro de 2022. Tirei fotos, gravei vídeos, tentei manter uma rotina. Porém, no dia 21, escrevi apenas o título, salvei como rascunho e parei. Nos dias seguintes aconteceu o mesmo. Até o dia 28 de janeiro, quando eu havia iniciado o brechó e também comecei a anotar ganhos, movimentos e atividades — e novamente parei.

Cadernos de diário ficaram incompletos.
A caixa do brechó ficou parada.
As dicas de casa, os cuidados com as plantas, os projetos… tudo ficou sem sequência.

Mas isso não significa que minha vida parou.
Significa que eu parei de me organizar.

Houve dias turbulentos, verdadeiros furacões. Sempre me lembro de um hino que cantamos na igreja:

Quando esse furacão passar,
O que será que vai sobrar de mim?
Será que volto a sorrir, se volto a cantar?
O que será que vai ficar?”

Muitas vezes acordei pensando: “O ano acabou e tudo o que tentei fazer, não fiz.”
A Palavra de Deus diz: “O bem que quero fazer, não faço; mas o mal que não quero, esse faço.”
Isso não significa que fiz mal a alguém, mas que deixei de fazer o bem que eu queria fazer por mim mesma.

Ainda assim, uma coisa permaneceu firme: eu não me afastei do meu Deus.
Ele tem me sustentado até aqui.


Uma breve cronologia – janeiro de 2022

A partir do dia 21 de janeiro de 2022, minha rotina seguiu assim:

21 de janeiro – Fui ao ensaio das irmãs. Escrevi apenas o título e não concluí o texto.

22 de janeiro – Santa Ceia e um dia de grande tribulação. Chorei muito, mas também vivi o cuidado de Deus e da igreja. O pastor Fabiano pediu oração por mim, leu o Salmo 10, e desde então tenho visto o agir de Deus nessa área da minha vida.

23 de janeiro – Saí com meu esposo e filhos para Alumínio. À noite, fui ao culto com meu esposo e minha filha. Foi um dia simples, mas abençoado.

24 de janeiro – Iniciamos a montagem do brechó na garagem. Com a ajuda da minha cunhada Viviane e da minha filha Miriã, começamos esse trabalho. Vendemos R$14,00 naquele dia. Esse brechó havia começado antes, na casa da minha mãe, com roupas que ganhei de uma amiga da igreja, mas após os acontecimentos do dia 22, decidimos mudar o local. Tudo estava — e está — sob o controle de Deus.

25 de janeiro – Continuei organizando o brechó, fiz algumas vendas (cerca de R$15,00) e à noite fui ao culto.

26 de janeiro – Lavei roupas, cuidei das plantas, conversei com minha cunhada Neide e fui ao culto.

27 de janeiro – Ganhei um vaso lindo de flores da minha amiga Fabiana e um maço de couve da amiga Geralda. Trabalhei no brechó, vendi R$21,00 e fui ao culto.

28 de janeiro – Trabalhei no brechó, mas vendi apenas R$2,00. Esse foi o último registro que fiz na época, ainda assim sem desenvolver um texto completo.

A postagem do dia 20 de janeiro só foi publicada em 3 de fevereiro. Depois disso, o blog ficou parado. Continuei gravando alguns vídeos para o meu canal, fiz poucas postagens no blog de receitas, o marketing digital ficou irregular, e apenas o brechó continuou funcionando — ainda sem um blog próprio.

Só voltei a escrever em dezembro de 2022, quando resolvi iniciar este diário e contar a minha história. Comecei falando da minha infância, que separei por bairros onde morei em São Paulo. Falei de onde nasci e, depois, do bairro onde vivemos por cerca de seis meses — um lugar que marcou muito a minha mãe, principalmente pela convivência com pessoas muito amáveis.

Depois disso, novamente parei de escrever. Com a correria da vida, o projeto ficou interrompido por um tempo. Já no dia 16 de agosto de 2023, retomei o diário falando um pouco da minha infância no Jardim Vista Alegre e tentei, mais uma vez, dar continuidade a esses registros. Ainda assim, escrevi de forma irregular, em dias alternados e até com meses de intervalo.

Então, no dia 03 de janeiro de 2025, resolvi contar meu testemunho daquele ano e, a partir dali, assumir de vez este espaço como um testemunho de vida e de história. Desde então, venho tentando compartilhar aqui com meus leitores a minha trajetória completa, com testemunhos da minha família, perdas, dores e superações.

Este não é um drama, nem falta de compromisso. É o relato de uma pessoa comum, cheia de trabalhos e, às vezes, de tristezas. Há tristeza aqui, sim, mas também há alegrias. Porque, se Deus é por nós, quem será contra nós?

Ao longo desse caminho, além de registrar minha história, também venho desenvolvendo outros trabalhos aos poucos, dentro do tempo que me é possível, nesses últimos anos — que são curtos, sim.

Pois a Palavra de Deus diz que, se aqueles dias não fossem abreviados, nenhuma carne se salvaria. E é com essa consciência que seguimos lutando, vivendo e perseverando até a volta do Senhor Jesus Cristo.

E, acima de tudo, permanece algo essencial que preciso retomar com mais constância: a leitura da Bíblia, que é fundamento, direção e sustento em todas essas fases da minha vida.


Um novo formato, o mesmo propósito

Agora, retomando este projeto em 2025, entendi que não fazia mais sentido mantê-lo como um diário. O tempo passou, o ano terminou, e eu não consegui seguir daquela forma.

Por isso, decidi transformar este espaço em um blog de história e testemunho.

Tenho um problema de esquecimento, poucas fotos da minha vida, e escrever aqui será uma forma de guardar minha história. As fotos que eu encontrar, vou postar. As lembranças que surgirem, vou registrar.

Criarei uma página “Quem sou eu” no início do blog e, aos poucos, publicarei memórias da minha infância, da minha família, da minha fé, do meu trabalho e da minha caminhada na internet e no marketing digital — com dúvidas, perdas, tentativas e aprendizados.

Aqui não há histórias de riqueza ou sucesso rápido.
história real, fé, recomeços e superação.
E isso, para mim, é muito importante.


“E o SENHOR visitou a Sara, como tinha dito; e fez o SENHOR a Sara como tinha prometido.”
Gênesis 21:1

Este blog vem sendo escrito desde 2022. A partir de 2025, retomo este espaço com um novo olhar, revisando capítulos antigos e publicando novos textos para que você conheça, passo a passo, a minha história de vida.

Se você quiser começar por um dos capítulos mais marcantes da minha história familiar, recomendo a leitura de:  A história da minha mãe – um começo marcado por dor e resistência

 

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Cada espaço faz parte da minha história.

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